Andressa Collet – Vatican News
A missa de exéquias do cardeal suíço Paul Emil Tscherrig, ex-núncio apostólico na Itália e na República de San Marino, falecido na última terça-feira (12/05) aos 79 anos, foi celebrada nesta sexta-feira (15/05), na Basílica de São Pedro. O Papa Leão XIV foi quem presidiu o funeral, um “momento grandioso e solene do encontro com o Senhor a quem serviu generosamente”, disse logo no início da homilia. O purpurado, continuou o Pontífice, por mais da metade da vida se dedicou “ao serviço da Sé Apostólica em várias Representações Pontifícias e na Secretaria de Estado. Contribuiu, com o trabalho muitas vezes discreto, mas não por isso menos diligente e árduo, típico do ministério que exerceu”:
“O compromisso como diplomata, e antes ainda como Pastor da Igreja, levou nosso irmão a trabalhar por tantos anos, com paciência e abnegação, para levar à concórdia os povos que lhe foram confiados pela obediência, enfrentando também os obstáculos e os desafios que um representante pontifício é chamado a abraçar para o bem de todos”.
A esperança que vem do mistério da morte
Leão XIV, então, descreveu a “a vasta experiência eclesial e internacional” do cardeal, que testemunhou “disponibilidade e capacidade de adaptação” nos mais diferentes ambientes para onde foi enviado para “tecer relações de comunhão entre as Igrejas locais e a Sé Apostólica”: Burundi, Trinidad e Tobago, diversos países do Caribe, Coreia do Sul e Mongólia, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Islândia e Noruega, além da Argentina e finalmente a Itália e San Marino. Agora, disse o Papa, “nós o acompanhamos nesta misteriosa passagem, iluminada pelo Mistério pascal”, ocasião também para refletir e valorizar “o bem do qual ele foi”.
O Papa Francisco, que o cardeal suíço conhecera quando era arcebispo de Buenos Aires, disse Leão XIV, chegou a convidar os diplomatas a “fazer florescer a esperança, como resposta ao desejo e à expectativa de bem dos povos”. Um convite que também pode ser acolhido por nós, disse o Pontífice, colocando em prática o bem por onde formos chamados “a servir e amar os irmãos. O nosso mundo tem grande necessidade de mensageiros” de uma caridade produzida “por meio de nosso ministério e de nosso empenho diário pelo Evangelho”, o que remete à dimensão essencial da missão da Igreja.
Diante do mistério da morte, continuou Leão XIV, e esperança também deve ser contemplada “além da história e se baseia na Páscoa de Cristo, em sua gloriosa vitória sobre o pecado e a morte”: a ressurreição “coroa todo esforço e trabalho desta vida e leva a cabo suas vicissitudes além dos limites do tempo”.




