TEMPO COMUM

    No domingo dia 10 de janeiro, tivemos a oportunidade de celebrar a festa do Batismo do Senhor, festa esta que nos recorda a grandeza do dom da fé que nos é concedida por pura Graça de Deus, recorda nosso ingresso nesta grande família que é a Igreja e nos recorda a tarefa que recebemos com esse sacramento: recebemos a missão de ser servidores do Senhor e de seu reino, sendo comunicadores vivos do seu amor e da sua misericórdia.

    Com a celebração desta festa que nos recorda o dom e compromisso recebidos, tem também início um momento específico da vivência do Ano Litúrgico: O tempo Comum. O tempo comum não deve ser vivido como um tempo somente de passagem entre os considerados tempos fortes da vida da Liturgia. Ele tem sua espiritualidade própria e sua riqueza de significados dentro da vivência da fé.

     Nos chamados tempos fortes da vivência do Ano Litúrgico, temos uma acentuada importância dada a determinados aspectos da vida de fé: a preparação para o nascimento de Jesus e seu nascimento, a preparação para o tempo da Páscoa e a vivência deste tempo. No tempo comum, meditamos, recordamos e contemplamos a totalidade do mistério de Cristo que passou pelo mundo fazendo o bem.

    Com esta recordação dos mistérios da Redenção, a Igreja oferece aos fiéis as riquezas das obras e merecimentos do seu Senhor, a ponto de os tornar como que presentes a todo o tempo, para que os fiéis, em contato com eles, se encham de graça.

    No Tempo Comum, a cada dia vamos contemplando, pouco a pouco, um dos aspectos da riqueza do mistério de Cristo. Não são semanas sem conteúdo, como que vazias. Ao contrário, celebramos no dia a dia as palavras de Jesus, seus gestos e seus ensinamentos. Assumir este mistério de Cristo no tempo ordinário significa levar a sério o ser discípulo, escutar e seguir o mestre no cotidiano, mostrando que cada momento é momento de salvação. A cor verde deste tempo vem exatamente recordar que vivemos a simplicidade da vida animados pela esperança na vinda do Senhor e também na certeza de que o Senhor pode todas as coisas em nossas vidas e na vida do mundo.

    A espiritualidade litúrgica vai nos alimentar como em nossas refeições. Santificamos o nosso tempo, recordado que sempre temos a oportunidade de nos encontrar com o Senhor, experimentar o Hoje da ação da Graça, que é sempre uma vida nova que nos é dada.

    No tempo comum celebramos também os santos e de modo particular a Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa. São oportunidades de olharmos para esses exemplos concretos de fidelidade ao Senhor e de pedir seu auxílio e proteção em nossa caminhada rum aos céus.

    A riqueza do tempo comum está no fato que cada dia é uma síntese de todo o mistério de Cristo. Noite e dia se enchem das memórias de Cristo e são para nós o momento de contato com Ele que está vivo e presente no meio de nós. Participar significa unir-se ao Cristo que se oferece ao Pai pelo mundo.

    Nestes dias em que estamos nos preparando para a celebração do nosso padroeiro S. Sebastião, peçamos ao Senhor a graça da perseverança e peçamos por nossos doentes e todas as pessoas afetadas pela epidemia da COVID-19.

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