Os idosos, uma experiência de AMAR

    Reflitamos sobre o Iº Dia Mundial dos idosos e dos avós através de um tema já abordado pelo Papa Francisco em sua Exortação Apostólica Amores Laetitia, para guiar nossa reflexão pela ocasião da Instauração do dia dos idosos e dos avós em nossa Igreja. Na Alegria de Amar, é que os idosos, não apenas avós e avôs, mas as pessoas que têm uma certa experiência de vida que nos ensinam a amar, por isso devem ser sempre valorizadas.

    “Não me rejeites no tempo da velhice; não me abandones, quando já não tiver forças” (Sl 71/70, 9). É o salmista fazendo chegar o grito do idoso. Assim como Deus nos convida a ser seus instrumentos para escutar a súplica dos pobres, assim também espera que ouçamos o brado dos idosos. Isto interpela as famílias e as comunidades, porque “a Igreja não pode nem quer conformar-se com uma mentalidade de impaciência, e muito menos de indiferença e desprezo, em relação à velhice. Devemos despertar o sentido coletivo de gratidão, apreço, hospitalidade, que faça o idoso sentir-se parte viva da sua comunidade. Os idosos são homens e mulheres, pais e mães que, antes de nós, percorreram o nosso próprio caminho, estiveram na nossa mesma casa, combateram a nossa mesma batalha diária por uma vida digna”. Por isso, “como gostaria duma Igreja que desafia a cultura do descarte com a alegria transbordante dum novo abraço entre jovens e idosos!” (AL. 191)

    São João Paulo II convidou-nos a prestar atenção ao lugar do idoso na família, porque há culturas que, “especialmente depois dum desenvolvimento industrial e urbanístico desordenado, forçaram, e continuam a forçar, os idosos a situações inaceitáveis de marginalização”. Os idosos ajudam a perceber “a continuidade das gerações”, com “o carisma de lançar uma ponte” entre elas. Muitas vezes são os avós que asseguram a transmissão dos grandes valores aos seus netos, e “muitas pessoas podem constatar que devem a sua iniciação na vida cristã precisamente aos avós”. As suas palavras, as suas carícias ou a simples presença ajudam as crianças a reconhecer que a história não começa com elas, que são herdeiras dum longo caminho e que é necessário respeitar o fundamento que as precede. Quem quebra os laços com a história terá dificuldade em tecer relações estáveis e reconhecer que não é o dono da realidade. Com efeito, “a atenção aos idosos distingue uma civilização. Numa civilização, presta-se atenção ao idoso? Há lugar para o idoso? Esta civilização irá em frente, se souber respeitar a sabedoria dos idosos”. (AL. 192)

    A falta de memória histórica é um defeito grave da nossa sociedade. É a mentalidade imatura do “já está ultrapassado”. Conhecer e ser capaz de tomar posição perante os acontecimentos passados é a única possibilidade de construir um futuro que tenha sentido. Não se pode educar sem memória: “Recordai os dias passados” (Hb 10, 32). As histórias dos idosos fazem muito bem às crianças e aos jovens, porque os ligam à história vivida tanto pela família como pela vizinhança e o país. Uma família que não respeita nem cuida dos seus avós, que são a sua memória viva, é uma família desintegrada; mas uma família que recorda é uma família com futuro. Por isso, “numa civilização em que não há espaço para os idosos ou onde eles são descartados porque criam problemas, tal sociedade traz em si o vírus da morte”, porque “se separa das próprias raízes”. O fenômeno contemporâneo de sentir-se órfão, em termos de descontinuidade, desenraizamento e perda das certezas que dão forma à vida, desafia-nos a fazer das nossas famílias um lugar onde as crianças possam lançar raízes no terreno duma história coletiva. (AL. 193).

    Após muitos anos de vida, o maior testamento que se pode herdar de um idoso é o seu amor, seus ensinamentos de como amar. Assim eles devem ser amados em sua totalidade.

    Rezemos pelos nossos avós e idosos! Cuidemos deles que são patriarcas de nossa fé! São Joaquim e Sant’Ana abençoem todos os avós e idosos!

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