O Covid-19 e a punição

    O Covid-19 atua de forma implacável, silenciosamente ditas as regras radicais: isola, separa, recolhe, adoece e mata. Aqueles que adoram aparecer no meio da multidões, idolatram palcos e plateia, adoram ostentar dinheiro, consumo, luxúria e shows, são punidos pela solidão, pelo vazio e pelo teatro de idiota oportunista. O coronavírus puni ditatorialmente as espetacularizações.  Ele juntou e separou, fez ficar unidos e com a morte o afastou para sempre. Suportaram a quarentena para fica livre com o divórcio.

    A quarentena forçada deixou algumas consequências inesperadas. Muitos casais parecem não ter resistido à proximidade em tempo integral. A mídia chinesa identificou uma corrida aos cartórios por aqueles que não pretendem seguir juntos. Xi’am, de 12 milhões de habitantes, capital da província de Shaanxi, região central da China, registrou um recorde no número de pedidos de divórcio nas últimas semanas, segundo o jornal chinês em língua inglesa The Global Times (https://www.bbc.com/portuguese/internacional-52012304).

    O sistema está sendo castigado com seu capitalismo fúnebre e o religioso com a pregação de curas e seus milagres foi desmoralizado. As celebrações como fundo econômico sofrem perdas catastróficas. O medo é o chicote no fator psicológico.  A surra é dada para valer, sem dó e sem piedade nas casas de bacanais com seus vícios. É nessa hora que o dinheiro fácil na carne nua e crua, na atividade irresponsável, no engano dos ritos sagrados e no consumismo, ele desaparece rapidamente e o prejuízo deixa danos no corpo, na mente, na família, na comunidade e na sociedade.

    O Covid-19 impõe doações milionárias. Isso por medo da morte e da perda do capital. O mercado tem outros interesses unidos com os seus capitalistas.

     É curioso notar: quem critica as redes sociais, os tais usam esse poderoso meio de comunicação para vender seus produtos, fazer negócios e transmitir suas celebrações!

    Vírus devastadores na história da humanidade. Século XIV, peste negra. Século XIX, cólera, tuberculose, varíola. Século XX, gripe espanhola, febre amarela, sarampo, malária. De forma devastadora e cruel, AIDS, na década de 80. Em 2003, SARS, depois em 2009, H1N1. E agora o novo Covid-19.

    É de suma importância conhecer o Covid-19, para se proteger, ajudar o próximo e não cair na armadilha do sistema. Jamais ser contaminado pelos vírus do desamor, da falsidade, da crueldade, da fofoca, da inveja, do ciúme doentio, da boçalidade, da exploração religiosa, da ganância do dinheiro e do medo patológico.

    Esse é o tempo de união fraterna para o bem de todos. Consciência da dignidade da pessoa humana e da responsabilidade em prol da cultura da vida e da ecologia.

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