XV DOMINGO DO TEMPO COMUM

    “Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem” (cf. Mc 6,12)

    A Liturgia do XV Domingo do Tempo Comum, tem como o tema principal, o chamado de Deus a todos para vivenciar o discipulado, sendo fiéis testemunhas do projeto de salvação. Tal ato é dado através da escolha de Deus daqueles que irão anunciar a Boa Nova, tendo o comprometimento: a prioridade e a fidelidade aos desígnios do Senhor.

    Na Primeira Leitura extraída da Profecia de Amós (Am 7,12-15), é exemplificado, na postura inerente de Amós, que aquele que é escolhido por Deus deve seguir, fielmente, os desígnios que lhe foram atribuídos. Afinal, os Planos de Deus são os que devem permanecer, por isto, não se deixa manipular pelos seus interesses e, tão pouco, pelos interesses dos poderosos. Assim, a resposta de Amós a Amasias ecoa na fiel missão dada do alto: “Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: ‘Vai profetizar para Israel, meu povo’” (cf. Am 7,14-15).

    A Segunda Leitura dada a Carta de São Paulo aos Efésios (Ef 1,3-14), Paulo nos recorda que Deus tem um projeto de vida, desde o princípio, a todos que dão uma resposta decidida aos Seus planos, pois através de Jesus Cristo fomos inseridos a vivenciar na “graça que ele nos cumulou no seu Bem-amado” (cf. Ef 1,6b). Portanto, seguir Deus através dos ensinamentos de Jesus Cristo, “nós fomos predestinados a sermos, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo” (cf. Ef 1,11c-12).

    No Evangelho de Marcos (Mc 6,7-13), Jesus envia seus discípulos em missão, dando a cada um o objetivo de propagar a Boa Nova a todos, consistindo em anunciar o Reino, destruindo qualquer obra que impeça a libertação da escravização que o homem possa estar vivendo em sua trajetória terrena. Tudo isto, em virtude da instauração do Plano de Salvação a todos.

    Vivificados nas Palavras desta Liturgia, sejamos autênticos discípulos e discípulas da propagação do Reino. Não somente de sermos receptivos a Palavra, mas, principalmente, sermos anunciadores desta Boa Nova em nossas vidas, sem medo de vivenciar o Evangelho. E, edificar tal testemunho, que proclamemos com as mesmas palavras do Salmista: “A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus” (cf. Sl 48,11-12).

    Saudações em Cristo!

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