Terremoto no Haiti: mortos chegam a 2.189, os feridos são 12 mil, casas destruídas 115 mil

Menino ferido após o terremoro de magnitude 7,2 no sábado chora enquanto é tratado no Hospital Ofatma, em Les Cayes, Haiti, em 18 de agosto de 2021. REUTERS / Ricardo Arduendo

Mais de 115.000 casas foram danificadas ou destruídas. O UNICEF estima que precisará de US$ 15 milhões para atender às necessidades mais urgentes de pelo menos 385.000 pessoas, incluindo 167.000 crianças menores de cinco anos, em um período de oito semanas. A preocupação é em colocar as crianças de volta nas salas de aula, “talvez a melhor maneira de garantir que eles – e suas famílias e comunidades – possam se recuperar.”

Vatican News

O número oficial de mortes e destruição no Haiti  devido ao terremoto do último sábado continua a aumentar. No início desta quinta-feira, o balanço oficial, ainda parcial, era de 2.189 mortos e mais de 12 mil feridos. Mais de 115.000 casas foram danificadas ou destruídas e quase 580.000 pessoas, ou cerca de 40% da população dos três departamentos atingidos, precisam de assistência emergencial.

Avaliações preliminares conduzidas por autoridades haitianas e pelo Unicef em um dos três departamentos mais atingidos pelo terremoto, seguido pela Tropical Depression Grace na segunda-feira, revelaram extensa destruição de escolas.

As estimativas iniciais mostram que 94 das 255 escolas no Departamento Sul ficaram completamente destruídas ou sofreram danos parciais. As avaliações ainda não foram realizadas nos Departamentos de Nippes e Grand’Anse, bem como em outras comunidades ainda não foram alcançadas.

 “Será extremamente difícil para os pais, professores e o governo levar as crianças de volta à escola em segurança em apenas três semanas, quando as escolas forem reabertas em 7 de setembro”, afirmou o representante do UNICEF no Haiti, Bruno Maes, após visitar uma escola danificada em Mazenod, perto Les Cayes.

“Mas é muito importante para as crianças – que acabaram de vivenciar este terremoto traumático e experiências climáticas extremas – terem a normalidade e estabilidade de estar em uma sala de aula com seus amigos e professores.”

Esta última calamidade soma-se aos dois anos que por meses viram as crianças fora da escola devido a questões políticas ou de segurança, bem como a pandemia de Covid-19, disse Maes. “As crianças haitianas precisam de solidariedade e apoio. Pais e professores que perderam tudo vão precisar de apoio. E vamos precisar de recursos para reconstruir algumas escolas, reabilitar outras, equipar salas de aula, professores e alunos com kits. Pedagógico e escolar. Colocar as crianças de volta nas salas de aula é talvez a melhor maneira de garantir que eles – e suas famílias e comunidades – possam se recuperar. “

A Agência da ONU para a Infância está fazendo chegar ajuda às áreas atingidas, incluindo remédios, água potável, material higiênico-sanitário e lonas, mesmo diante das dificuldades criadas pelas enchentes e deslizamentos de terra, que atrapalham os trabalhos de socorro.

O UNICEF estima que precisará de US$ 15 milhões para atender às necessidades mais urgentes de pelo menos 385.000 pessoas, incluindo 167.000 crianças menores de cinco anos, em um período de oito semanas. Este pedido de financiamento inicial será analisado e atualizado nas próximas semanas, à medida que o impacto nas crianças e famílias se tornar mais claro.

*Com informações do UNICEF

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