Sábios e entendidos

    Com a evolução dos tempos a humanidade vem acumulando sabedoria através de variados tipos de experiências, umas positivas e outras negativas, possibilitando o surgimento de posições diferentes entre as pessoas. Disse Jesus em suas palavras: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11,25).

    Parece ser difícil entender essa prática de Jesus. É preciso saber o que significa ser sábio e entendido e ser pequenino. Sempre dizemos que a sabedoria é um dom de Deus, mas sim quando é colocada a serviço do bem das pessoas. Essa prática acaba não acontecendo porque há o domínio da vaidade e do endeusamento da sabedoria adquirida, fechando o coração para Deus e o irmão.

    Os chamados pequeninos, na visão de Jesus, são as pessoas totalmente despidas de autorreferenciamento, despojadas das vaidades cotidianas e totalmente abertas para acolhimento das propostas do Evangelho. Não que sejam os mais entendidos, mas são aqueles que levam consigo a verdadeira sabedoria divina no coração. Eles são sensíveis para acolher as propostas do Reino de Deus.

     Temos na sociedade muitos sábios e entendidos nas coisas do mundo, mas não como sabedoria divina, porque não apontam e nem praticam suas virtudes em benefício do bem comum. O que identifica o saber humano é a capacidade da solidariedade e do comprometimento com a vida das pessoas. Essa foi a prática de Jesus, que revelou sua sabedoria e entendimento nas coisas de Deus.

    Diante de um vírus invisível, do covid-19, que se alastra com tanta facilidade, e mata com tamanha rapidez, toda pessoa deve agir com um mínimo de sabedoria, de autodefesa, sabendo entender que a defesa pessoal deve ser também defesa do alheio. Por isto é importante seguir as orientações do Ministério da Saúde no uso dos meios capazes de conter a elasticidade da contaminação.

    Como expressão concreta de sabedoria divina, as pessoas precisam entender que é o Espírito de Cristo quem conduz a existência humana. O seu fardo é leve e suave quando assumido com critérios responsáveis e de abertura para o sentido verdadeiro da vida. Mas quem usa de sabedoria para dificultar o bem viver das pessoas, sem seguir o exemplo de Cristo, alveja a si mesmo.

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