Pe. Zezinho: “Algumas imagens não são apenas imagens”

“Lembram nossa infância, nossa família, nossos pais e irmãos, momentos de nossa vida e alguma doutrina que aceitamos viver”

Ope. Zezinho publicou em sua rede social uma catequese mariana em que recorda o significado das imagens para um católico. Ele escreveu:

“Imagens são o que são: imagens! Mas algumas não são apenas imagens. Lembram nossa infância, nossa família, nossos pais e irmãos, momentos de nossa vida e alguma doutrina que aceitamos viver. Mas continuam sendo imagens, símbolos que nos ajudam a rememorar, pensar e também a orar.

É o que faço quando vou diante do sacrário, ou diante de algum crucifixo ou uma imagem de Maria, a mãe, ou diante de algum católico canonizado por seu testemunho de vida santa. Mas são imagens.

Maria não está naquela imagem, mas lembra algum fato ou momento da mãe de Jesus, ou ainda algum evento sobre ela. Sei para que serve uma vela, uma faca e um fósforo. E sei usá-los. E também sei usar imagens e símbolos. Não os adoro! Adoto, mas não os adoro!

Não são Jesus crucificado, nem Maria, nem Nossa Senhora de Fátima, ou Aparecida. São ‘imagens’ que lembram, mas não são o próprio Jesus ou a própria Maria.

E quando vou perto do sacrário não vejo Jesus. Vejo o sacrário e creio que Jesus está lá. Mas não o vejo. Diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, quando vou lá, sei que Maria não é aquela imagem, mas aquela pequena imagem lembra um passado e um sinal acontecido há trezentos anos”.

Pe. Zezinho: “Algumas imagens não são apenas imagens”

O sacerdote brasileiro continuou:

“Crê quem quer e duvida quem quer. E sei o que representou para aqueles pescadores achar dois pedaços de imagem cheia de lama. Para eles foi um sinal. Depois houve outros sinais. E até hoje há sinais para os fiéis que vão a Aparecida.

Eu mesmo testemunhei o antes e o depois de muitos que foram lá orar e voltaram curados. Milagres e curas acontecem ainda hoje depois de alguém orar pensando em Jesus ou na sua mãe. Para mim as imagens de Fátima, Lurdes, de Aparecida ou outros eventos cabem na minha fé. Alguém teve visões, ou não teve, mas teve sinais.

Sempre que posso, vou lá. Visito o sacrário na capela do Santíssimo porque o dono do Templo e do altar é Jesus. Só o templo é dedicado à mãe dele. Ela não é a dona. Está representada lá no fundo, humilde e pequena como quem ora entre o povo, olhando o altar. Os padres nunca colocam a imagem de Maria no altar. Ela fica perto, mas o altar é para Jesus. Não existe altar de Nossa Senhora. Existe o pedestal ou o nicho.

Mas a mãe está representada entre os fiéis que vão celebrar a grande ceia de Jesus e com Jesus. Os fiéis entram em procissão, levando muitas pequenas imagens que não colocam no altar. Não adoramos Maria. Veneramos e lembramos a mãe, mas só adoramos Jesus, porque ela não é deusa. Jesus, sim, é o Filho de Deus.

Assim cremos, assim festejamos o dia 12 de outubro em Aparecida! Aquela pequena imagem me faz pensar na primeira cristã dos evangelhos. Se alguém viveu este mistério foi Maria, lembrada em muitas imagens ao redor do mundo. Perto de Maria, junto de Jesus; junto de Jesus, perto de Maria. Ela viveu com e por Ele. Sim , isto é coisa de católico que sabe no que crê!”

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