O Papa e o futuro da humanidade

    O Papa Francisco disse ao os participantes na assembleia plenária do Conselho Pontifício da Cultura, tendo como o tema “Futuro da humanidade – Novos desafios à antropologia”, 15 à 18/11/2017: “Nem tudo o que é tecnicamente possível ou realizável é eticamente aceitável”. “Os avanços na tecnologia, nomeadamente na inteligência artificial e na robótica, induzem alguns a pensar que se está diante da aurora de uma nova era e do nascimento de um novo ser humano, superior àquele que conhecemos até agora, mas que colocam grandes e graves interrogações”. “Para evitar a trágica divisão entre a cultura humanista-literária-teológica e a científica, bem como para encorajar um maior diálogo também entre a Igreja, comunidade de crentes, e a comunidade científica, o papa sublinha a necessidade premente do humanismo”. “O progresso científico e tecnológico serve para o bem de toda a humanidade e os seus benefícios não podem ser colocados em benefício apenas de poucos. Desta maneira evitar-se-á que o futuro acrescente novas desigualdades baseadas no conhecimento e aumente a discrepância entre ricos e pobres”, assinalou o Pontífice (1).
    “As mudanças mais profundas ocorridas nos últimos tempos não têm a ver com este ou aquele aspeto da sociedade, estando antes em jogo questões antropológicas fundamentais, e o próprio ser humano. A Igreja, para anunciar o Evangelho ao homem de hoje e apresentar uma proposta cultural compreensível e credível, não pode dispensar-se de entrar neste debate”, sublinha o texto de lançamento da assembleia.
    Entre os debates ocupam-se dos temas “O homem, entre cérebro e alma” e “Na sociedade das máquinas pensantes”, com a participação de especialistas em neurociências, filosofia do conhecimento e psicologia, bem como de responsáveis de empresas ligadas à inteligência artificial (2).
    O objetivo geral da Assembleia é abrir um diálogo sobre o futuro da humanidade, detendo-se em particular em algumas questões fundamentais, tais como o conceito de natureza humana, a relação entre mente e corpo, o papel da pessoa numa sociedade de máquinas pensantes. As últimas décadas viram, entre outras coisas, extraordinários avanços científicos que têm um impacto direto na autocompreensão do homem, em particular no campo da genética, das neurociências e da inteligência artificial. Estes avanços exigem não apenas uma apreciação moral, mas, mas radicalmente, impõem-nos a tarefa de rever as categorias antropológicas e éticas tradicionalmente usadas para expressar tais juízos de valor (3).
    Tudo isto implica uma aproximação cultural que possa favorecer “um olhar distinto, um pensamento, uma política, um programa educativo, um estilo de vida e uma espiritualidade” (“Laudato si”, 111).
    A Igreja trabalha com toda sua experiência e ciência para o bem-estar da humanidade no sentido físico, psicológico e espiritual. Atuando no contexto político, social, econômico e cultural em prol da justiça, da paz, da caridade, do ecumenismo e da fraternidade universal.
    Todo progresso da ciência e avanço tecnológico devem proporcionar de maneira radical qualidade de vida em todos os sentidos.
    Dr. Frei Inácio José do Vale
    Professor e Conferencista
    Trabalha como Psicanalista Clínico na Associação Espaço Vida-Cidade de Goiás/GO
    Frade do Instituto da Fraternidade de Charles de Foucauld
    E-mail: pe.iná cio.jose@gmail.com

    Fontes:
    (1)    http://snpcultura.org/papa_lembra_que_nem_tudo_o_que_e_tecnicamente_possivel_e_eticamente_aceitavel.html
    (2)    http://snpcultura.org/conselho_pontificio_da_cultura_debate_futuro_da_humanidade.html
    (3)    http://snpcultura.org/igreja_analisa_efeitos_inteligencia

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