ENCONTRO DE CRISTO E NOSSA SENHORA

    Perpassado quase todo o Tempo Quaresmal, finalmente chegamos na Semana Maior de nossa fé cristã em que viveremos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Avançamos mais um passo rememorando a Via Dolorosa em que a Salvação instaurou a cada um de nós. É nesta Via Crucis, onde o Filho de Deus encontre com a Mãe de Deus: Jesus e Maria, o Salvador e a Virgem Santíssima. E ao recordamos este Encontro, apenas reconhecemos uma palavra de coragem e esperança: “Confiar em Deus”.

    De um lado Jesus, carregando a cruz, onde “Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas” (Is 42, 2), mas nos dá a mais bela resposta: “Levo esta cruz por amor ao Pai! Levo-a porque ninguém pode tirar-me a vida: eu a dou livremente! Este é o preceito que recebi do meu Pai querido! Levo-a para que o mundo saiba que eu amo o Pai! Olhai para mim, olhai! Eu amo o Pai e faço como o Pai me ordenou! Eu me entrego ao Pai, eu me confio ao Pai, eu coloco nas mãos do meu querido Pai a minha vida! Mas, levo-a também por vós; porque o Pai amou tanto o mundo, amou tanto a todos vós, pecadores, que Me entregou à morte, a Mim, seu único Filho, para que Eu dê a todos a salvação e a vida! Vede minha cruz, vede minha dor, vede minhas chagas, contemplai minha queda! Eu vos amei!” (Sermão do Encontro – Cardeal Orani João Tempesta, O.Cist; http://arqrio.org/formacao/detalhes/1720/sermao-do-encontro, acesso em 03 de abril de 2020).

    Do outro lado, o olhar d’Aquela que sempre cuidou do seu “Filho muito Amado” (Mt 3, 13-17), mas que vê atenta os passos d’Este filho, Maria, a Virgem das Dores. Neste momento, a Filha de Sião compreende, naquele exato momento o que Simeão outrora falara: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma. (Lc 2, 34 – 35). Mas a “Virgem Santíssima, ensina-nos a esperar no Senhor, mesmo na dor! Ensina-nos a sofrer com a tua dignidade, com a tua esperança!” (Cardeal Orani João Tempesta, O.Cist.).

    Nós, católicos, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor.

    Embora, tenha-se passado quase dois mil anos para este episódio histórico, o Encontro Doloroso ainda permanece, porém com outras personagens: nas pessoas marginalizadas, no pobre sofredor, na mãe que sofre… Mas a lição a quem temos: “É preciso que todos tenham fé e esperança em um futuro melhor. O essencial é confiar em Deus. O amor constrói e solidifica.” (Santa Dulce dos Pobres).

     “Pelas tuas dores, piedade de nós! Pelos teus passos dolorosos, piedade de nós! Pelas dores de tua Mãe Santíssima, piedade de nós! Amém.” (Cardeal Orani João Tempesta, O.Cist.)

     

    Saudações em Cristo! Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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