5º Domingo da Páscoa – Ética da Fé – Cartas do Padre Jesus Priante

‘Ressurreição, porta que une o tempo com a eternidade’

A teologia tem afirmado ultimamente que o Cristianismo não é uma filosofia nem uma moral e, nem mesmo, uma religião, mas a pessoa de Jesus Cristo, Deus feito carne ou histórico no qual acontece a Criação e a Salvação do mundo.

Filosofia, moral e religião nascem do desejo humano de encontrar um sentido para a própria existência, problematizada pelo pecado e pela morte e que por nós mesmos não podemos satisfazer. Não temos, nem podemos dar-nos a vida e muito menos sermos bons e santos. Daí a necessidade de um Salvador, capaz de vencer a morte e perdoar nossos pecados. Esse Salvador, e não outro, é a pessoa de Jesus de Nazaré, encarnado na nossa natureza humana e, por extensão, na Criação para, à maneira de fermento, transformar nossas vidas e tudo quanto existe sujeito à caducidade.

Em Cristo, Deus deixa de estar “no Céu”, separado de nós e da Criação. Seu Reino e reinado estão acontecendo no devir dos tempos a findar na Ressurreição, porta que une o tempo com a eternidade.

Acedemos a Cristo ressuscitado, nossa única esperança vital, pela Fé, e não pelas ideias, mandamentos e sentimentos religiosos, embora, na nossa condição humana , nossa Fé reveste-se de ideias, moralidade e religiosidade. Isso escurece a verdadeira Fé evangélica, dom de poucos, e que nasce de um encontro pessoal com Cristo.

Estes dias, uma mulher analfabeta e cristã da Índia, onde o cristianimo é proibido e perseguido pela religião oficial do hinduísmo, dizia: “Eu não não sei ler a Bíblia, mas sei que Jesus Cristo é minha vida”. Essa mulher tem o dom da Fé.

A Biblia e, de maneira especial, os Evangelhos, têm por finalidade levar-nos à pessoa real e histórica de Jesus Cristo .

Santo Inácio de Loiola (sec. XVI) nos seus famosos Exercícios Espirituais, a espiritualidade mais universal dos católicos, recomenda que para nos encontrar com Cristo “fisicamente”, temos de usar a imaginação, pela qual podemos ver, ouvir e até tocar Cristo através do relato dos Evangelhos. Nem sequer seus milagres devem distrair nossa atenção da Sua pessoa que carrega e nos brinda tudo quanto podemos esperar, querer e desejar.Talvez seja essa a razão de Jesus não ter deixado nada escrito. Só após 20 ou 30 anos seus discípulos registraram alguns dos Seus ditos e feitos para nos ajudar a torná-lo presente em nossa memória e entrar em contato com Ele.

São Paulo condensa a Fé dizendo: “porque se confessares com tua boca e com teu
coração que Jesus Cristo é teu Senhor (Deus) serás salvo” (Rm.10).

A fé de Abraão num Deus único e verdadeiro, criador, mas invisível, era apenas um sentimento religioso afim a outras religiões. Por isso o mesmo, Cristo diz dele que desejou “ver” seu dia (Jo.8). Os profetas o anunciaram por que a fé de Abraão, professada pelo povo de Israel, não lhes concedia a certeza da Salvação. A morte lhes fechava as portas e o pecado as tornava impossível de abrir! E se o passado curtia a esperança da vinda de Cristo ou Messias, o futuro não pode desvincular-se Dele, como São Paulo disse ao seu discípulo e companheiro Timóteo, nas vésperas da sua morte:

“Tem como regra (Ética) santa da Fé em Cristo: lembra-te Dele, Ressuscitado entre os mortos” (1Tm.3,13…)

A memória é a faculdade ou sentido interior que torna presente o passado, ajudada pela imaginação que recria esse passado. Ambos, memória e imaginação, servem-se do relato bíblico para essa finalidade.
A Ética da Fé, professada incipientemente por Abrahão e pelo povo de Israel, tem sua máxima expressão no Shemá: “Escuta, Israel, o Senhor é teu Deus, o Senhor é um” (Ex.20). Os mandamentos ou a moralidade a seguir derivam dessa fé. Infelizmente, o povo de Israel inverteu essa ordem, como a maior parte dos cristãos até nossos dias. Nossa ética começa pela moral dos mandamentos e preterimos o princípio da Fé em Deus, da qual derivam todos os mandamentos. Inclusive, filosoficamente, confundimos ética com moral.

Ética, a Casa onde Morar

O termo grego ética ou ethos tem o sentido existencial de ter ou procurar uma casa onde habitar. A moral, do latim “mos” significa costume ou comportamento de acordo ao estabelecido, legal ou habitualmente.

No Sermão da Montanha

Em Mt.7, na conclusão do Sermão da Montanha, Jesus alude à ética da Fé e não a da moral, dizendo que “ninguém pode construir sua casa sobre areia”, que o vento do nada leva. Só Ele, Jesus Cristo, é o sólido fundamento. O cristianismo desvirtuou a Ética da Fé de maneira mais radical a partir do século XI, adotando a tese teológica da Teoria da Satisfação de Santo Anselm , que fazia consistir a salvação , entendida como redenção, não na graça, mas nos nossos méritos, completados por Cristo, a satisfazer a justiça de Deus. Abandona-se assim a bela Teologia da União de Santo Irineu (sec.II) baseada na Ética da Fé em Cristo, pela qual nos sentimos unidos vitalmente Nele pela Sua Encarnação na nossa natureza humana. De maneira, afirma Santo Irineu, que “a glória, a Vida e a felicidade de Deus estão na vida, feliz e gloriosa, do ser humano”.

Deus será feliz quando nos todos sejamos felizes, afirmava o papa João Paulo II.

Ao longo da Idade Média até nossos dias, pensamos num Deus ou Céu, duas palavras sinônimas (Céu é Deus ), separados de nós, e não o ” Emmanuel”, Deus conosco, de Jesus Cristo.

Deixamos a espiritualidade cristã, essencialmente mística de comunhão, para professarmos a árdua ascética da auto- santificação pela mortificação e pelo sacrifício. Com isso tornamos o cristianismo um moralismo e não uma Ética da Fé! Durante séculos, esta nossa moral cristã era vivida como uma casuística de atos. O pecado, violação da lei de Deus, era quantificado pelo seu nome, grau e número. Depois do Concilio Vaticano II, a teologia percebeu a pobreza dessa moral e passou a entendê-la como moral de atitudes e não de atos. Antes de mentir, uma ou mais vezes, somos existencialmente mentirosos. Antes de cometer pecados, somos pecadores. A Igreja Católica Ortodoxa sintoniza com essa moral de atitudes de maneira mais radical. Na prática da “confissão” seus fiéis dizem: “Perdão, porque sou pecador”, sem precisar narrar seus atos pecaminosos.

Da Moral à Ética da Fé

Para passarmos da moral à Ética da Fé, precisamos dar mais um passo, que seria a ética dos princípios. Santo Inácio de Loiola a sugere nos seus Exercícios Espirituais, intitulando sua primeira meditação de “Princípio e Fundamento”. Trata-se de deixar por assentado que Deus, feito histórica e carnalmente presente em Cristo, é base e fundamento de tudo quanto buscamos e precisamos para sermos salvos. Ninguém sobe na escada se não estiver firme e seguro na sua base. “No princípio Deus criou o céu e a terra” (Gn.1), não se refere ao início do tempo mas ao fundamento da mesma Criação. São João assim o interpreta quando diz: “No princípio era o Verbo e o Verbo era Deus. Nada foi feito sem Ele e o que Ele fez era vida” (Jo.1).

O Big Bang do universo é o mesmo Jesus Cristo, princípio e fonte de tudo quanto existe.

Israel, “Forte com Deus”

A Fé é um dom de Deus. Junto com a esperança e o amor, é uma virtude teologal, isto é, força criadora e salvadora de Deus em nós. O povo de Israel a interpretou como um “apoiar-se em Deus”. reportando-se ao episódio bíblico da luta de Jacó contra Deus (Gn.32) no qual foi derrotado e por isso teve de reconhecer sua debilidade, e sua necessidade de se pendurar no pescoço de Deus até ser “abençoado” por Ele. Daí que não mais se chamaria Jacó, mas Israel, que significa forte com Deus, legando este nome para seu povo. São Paulo adotou esta interpretação da Fé , dizendo de Cristo: “Tudo posso Naquele que me conforta”. Schleiermacher (sec. XIX) definia a religião,
neste mesmo sentido, como um profundo sentimento de dependência de Deus. Somos, existimos e vivemos em Deus, O catolicismo entendeu a Fé como uma adesão mental à verdade, que é Jesus Cristo, morto e ressuscitado. Lutero preferiu expressar a fé como ato ou exercício de confiança em Deus. Essa interpretação adotou o povo americano, mormente protestante, estampando-o no dólar no ano 1956: “In God We Trust” Antes, no ano 1912, o povo da Nicarágua também tinha cunhado sua moeda assim. Resta saber se o Deus no qual se confia é o Deus de Jesus Cristo ou o deus do dólar! A Fé, entendida da maneira que for, como confessamos no Batismo, nos dá a Vida Eterna. Só a temos verdadeiramente quando nos sentimos imortais e gloriosos em Deus na pessoa de Jesus Cristo. Isso exige, como Kant disse, deixar a evidência da razão para mergulhar no Mistério, além da mesma razão. Outra maneira de saber que temos Fé consiste em termos certeza de que Deus atua em nos de tal maneira que nos permite “andar” sem temor pelas águas movediças do mar dar vida, sobre nossas doenças, problemas,males e mortes.São Paulo diz que a Fé é um dom que Deus dá a quem Ele quer. “A uns dá o dom de ensinar, a outros de curar… e a outros o dom da Fé” (1Cor.,12,9). Mas todos esses dons vem do mesmo Espirito de Deus em favor da Salvação de todos.

As pessoas de fé sao as verdadeiras testemunhas da salvaçao de Deus. A Igreja católica lhes chama ” santos”. Pela sua fé somos salvos todos.
SAULO ( que se fez chamar paulo= pequeno) CHEGOU A JERUSALÉM, PARA ASSOCIAR-SE AOS APÓSTOLOS, AFIRMANDO TER VISTO CRISTO RESSUSCITADO A CAMINHO DE DAMASCO E COMO ALI O ANUNCIAVA” ( At.9,26-31).
A fé é um dom de Deus dado individualmente a cada pessoa e professado livremente por aquele que o recebe. Mas o grande sinal de que nossa fé é autêntica consiste em saber que o Cristo, objeto da nossa fé, no qual cremos é o mesmo de todas e cada uma das pessoas que nele creem.São Paulo assegura ter sido testemunha, mesmo sem ter conhecido como os doze apóstolos e muitas outras pessoas pessoalmente a Cristo, de que Ele havia ressuscitado.Foi a caminho de Damasco, perseguindo aos mesmos cristaos, que Deus interveio na sua existência para lhe revelar que o Deus de Abraão no qual seus povo esperava a salvação era a mesma pessoa de Jesus de Nazaret, do qual apenas teve notícias na sua vida pelos milagres que o povo lhe atribui, mas que tudo acabou na sua morte de cruz. O encontro pessoal , quase físico, que teve com Cristo ressuscitado, o tornou, ele mesmo se dá esse título, “apóstolo” abortivo,diz ele.Mas com especial missão que os outros apóstolos não

tinham ainda bem clara, de anunciar a Boa Notícia da salvação aos ” gentios”, os povos não pertencentes ao povo eleito de Israel. Foi Sao Paulo quem “rebeldemente” abriu as portas a Cristo, confinado por seus discípulos em Jerusalém.As Cartas que nos legou sao o mais sublime testemunho da sua fé inquebrantável em Cristo, raiando o fanatismo.Cristo é sua propria vida. Mas tinha necessidade de saber que essa sua fé era a mesma que professavam os que Jesus escolheu para serem suas testemunhas. Por isso, retornou de Damasco a Jerusalém após ter pregado um tempo alí, para verificar sua propria fé que, como ele mesmo dirá, tem de ser uma só, isto é, o reconhecimento do mesmo Cristo, nossa única ” esperança de sañvaçao”. A fé, diferente das crenças religiosas, que podem ser múltiplas, é uma: ” Há um só Senhor, uma só fé e um só Batismo. Um só Deus e Pai de todos” (Ef.4,5). Da mesma maneira que Abraão professou sua fé num só Deus contra todas as crenças politeístas,São Paulo professou sua fé num só Cristo, contra todo poli-cristianismo, infelizmente presente em todos os tempos, como podemos ver na ramificação das diferentes igrejas cristãs, movimentos e espiritualidades. No ano de 1999, o grande teólogo da Índia, Panikkar, levantou a questão da unidade do cristianismo. Publicou uma Cristologia diferente que chamou ” Cristofania” , isto é, Jesus Cristo, mesmo sendo um só, estaria presente em todas as religiões e culturas. Nao deixa de ser certo, pois veio salvar a toda a humanidade, mas esse Cristo, só pode ser um só e verdadeiro se for identificado com Jesus de Nazaret.Sem essa referencia histórica,nossa fé carece de fundamento e o cristianismo, mais do que fé ou encontro com a pessoa de Cristo, é uma crença ou ideia filosófica.O Cristo da fé é o mesmo Cristo da história. Por isso Sao Paulo disse: ” Eu prego a Cristo e a Cristo crucificado” ( 1Cor.2,2). embora seja a ressurreição, fato que não pertence à história, o fundamento da fé em Cristo crucificado, cuja vida histórica finaliza com sua morte na cruz e seu sepultamento, para se tornar presente de maneira universal e eterna, além do tempo e do espaço, que condiciona todo ser ate ser transformado pela ressurreição.A presença pessoal de Cristo, como de todos os que já passaram pela morte,é ainda mais real do que na sua condição carnal ou histórica. Essa presença é percebida pela fé: ” maneira de ter o que esperamos e de conhecer o que não vemos” (Hb.11,1)

ESTE É O MANDAMENTO DE DEUS: CRER NO NOME (PESSOA) DO SEU FILHO JESUS CRISTO” (1Jo.3,18-24)

Embora, como dito acima, a Fé não seja mandamento, mas dom de Deus ou virtude (poder) do próprio Deus atuando em nós, queria tornar possível o humana ou cosmicamente impossível, como seria tornar o caduco e o temporal em eterno, e o finito em infinito, a morte em vida, esse dom que Deus brinda, não a todos, como afirma São Paulo, mas em favor de todos, é recebido e vivido de maneira pessoal e livre. Uma maneira de definir a Fé é “querer crer o que cremos”. Por isso, cabem as palavras do texto aludido. O mandamento de Deus, tudo quanto Ele quer que nos queiramos é crermos que Jesus Cristo é o mesmo Deus Criador e Salvador do mundo. Ele é o mesmo Deus revelado a Abraão, único e verdadeiro, mas agora encarnado, feito carne em nossa carne, no porvir da História, rumo à transformação e divinização de toda a Criação. Antes de Cristo, Deus era nosso “aliado”, externamente a lutar pela nossa Salvação.

Esplêndidos Vícios

Em Cristo, Deus faz a Nova e Eterna Aliança pela qual se une a nós e a toda a Criação para sermos Nele. Nossa comunhão com Deus realiza-se em Cristo. Fora Dele tudo carece de vida. Por isso Ele prometeu a “recompensa” eterna, a própria vida, a todo aquele que der ainda, que seja um copo de água a quem tem sede “por ser seu discípulo”, isto é, na medida que estamos unidos à Sua pessoa. “Porque sem Mim nada podeis fazer” (Jo.15). Santo Agostinho qualificava de “esplêndidos vícios” toda obra boa ou virtude humana fora de Cristo. O afamado teólogo francês De Lubac desmentia essa tese de Santo Agostinho dizendo que o amor é suficiente para sermos cristãos. Mas sem a Ética da Fé, que nos une a Deus em Cristo Ressuscitado, o amor é impossível. “Se nos amamos é porque Cristo ressucitou”.

O Medo da Morte

É o medo da morte que nos torna egoístas e agressivos. Se não temos uma vida imortal e feliz, ao menos na Esperança, passaremos inutilmente neste mundo lutando por ela e defendendo a vida caduca que temos.

“Você não Morrerá”

A Ética da Fé que nos leva a amar é essencialmente pascal, nos faz passar da morte à Vida. Sem essa Fé, não só, não podemos amar os outros, como também, sermos amados pelos outros, “Amar, diz Gabriel Marcel, é dizer: você não morrerá”. Em Português distinguimos entre amar e gostar. Só podemos amar o que não morre, do resto apenas podemos gostar, e os gostos são volúveis e passageiros. Quando São João afirma e repete constantemente: “Quem ama vive e que não ama permanece na morte” ele não desvincula esse amor vivificante da Fé. Por isso finaliza seu relato Evangélico dizendo: “Muitos outros sinais milagrosos fez Jesus em presença dos seus discípulos e que não estão escritos neste Livro. Estes foram escritos para que creiam em Jesus Cristo, Filho de Deus e, crendo, tenhais a Vida no seu nome (pessoa) (Jo. 20,31-33) . O verdadeiro humanismo ou fraternidade é só possível se crermos que Cristo é nosso Deus, única fonte da vida.

Por isso só foi Ele a única pessoa do planeta a nos “mandar” amar os inimigos. Algo humanamente impossível sem termos por certa a vitória sobre a morte, certeza que só Cristo Ressuscitado nos pode brindar.

“EU SOU A VIDEIRA E VÓS OS RAMOS… SEM MIM NADA PODEIS FAZER…E SE ALGUÉM NÃO PERMANECE EM MIM, COMO RAMO CORTADO DA VIDEIRA, MORRE E SECA” (Jo.15,1-8)

A Verdade da Fé nos vem muito grande. É impossível à razão pensar nossa existência unida ao próprio Deus à maneira como o está um ramo verde na sua respectiva árvore, sem uma pequena dose de panteísmo (Deus em tudo e tudo em Deus), sem sermos cristãos.

Fora de Cristo somos dedos nus no inverno do sofrimento e da morte na árvore do nada. Nós católicos temos o privilégio de poder experimentar como que fisicamente nossa união à Árvore da Vida, que é Cristo, através da Eucaristia. Nela, afirma São Gregório Nazianzeno (sec.IV), nos tornamos concorpóreos e consanguíneos a Deus. O invisível ou metafísico se faz sensível e físico em Cristo feito Pão e Vinho, da mesma maneira que Deus se fez homem em Jesus de Nazaré. E superamos essa grandeza, pois não só vemos e tocamos o Deus Encarnado como nos unimos realmente na mesma Vida. A imagem metafórica da videira a nos revelar nossa comunhão com Deus em Cristo excede a toda compreensão humana. Feliz daquele, que pela Fé, mergulha nesse Mistério.

Só existe um inferno, diz Gabriel Marcel, “a solidão”, e só existe uma solidão, viver fora de Cristo.”Que sós ficam os mortos”, são palavras do poeta espanhol José María Pemán. De fato, tudo e todos nos deixarão, só Deus ficará conosco e, só Nele, nós
podemos encontrar todos.

Padre Jesus Priante

Espanha

(Edição e intertítulos por Malcolm Forest. São Paulo.)
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