Encerramento do Ano Litúrgico

    Terminamos o Ano da Liturgia com a Solenidade de Cristo, Rei do Universo e Senhor da História. Pelo batismo a pessoa é enraizada na vida de Deus e passa a formar um povo conduzido pelas propostas da Sagrada Escritura e tem como intuito a construção de uma comunidade de paz, com qualidade de vida. Portanto, há uma vocação para participar desse povo e fazer história com ele.

    O povo de Deus é um povo sacerdotal, chamado também a desempenhar uma missão profética e a administrar bem sua vida, tudo no seguimento de Jesus Cristo. Esse povo é habilitado para exercer uma ação missionária na Igreja e no mundo, identificando-se com o Cristo Rei e servidor da humanidade. É povo com poder e realeza e deve ter uma dimensão incondicional de amor a Deus.

    Ao confirmar sua realeza, Jesus foi incriminado pelas autoridades públicas de então. Seu objetivo era construir um mundo onde não houvesse discriminação entre as pessoas. Pilatos e os sumos sacerdotes não entenderam essa prática e o condenaram como tendo praticado um crime político, dizendo-se “rei dos judeus”. Isso constituía afronta contra as autoridades do tempo.

    O reinado de Jesus era fundamentado na verdade, isto é, no processo de revelação do mistério de Deus, da realeza do Pai, porque a sua vida era marcada pela fidelidade ao projeto e às promessas de construção do Reino divino na terra. A autenticidade da verdade de Cristo continua hoje na proclamação de sua Palavra, no anúncio do Evangelho, revelando um caminho perfeito de salvação.

    A realeza de Jesus Cristo, sacerdote, profeta e rei, tem um senhorio com dimensões políticas dentro da realidade de seu tempo, mas também com uma abrangência no nível sobrenatural. É justamente por isso que Ele é Senhor da história, é universal, e reconhecido por quem se abre para uma realidade de fé no mistério da salvação. O seu reinado constitui motivação para a vida cristã.

    O fim do Ano Litúrgico e do Ano do Laicato não significa esvaziamento de compromissos, pois a história não termina por aí. Pelo contrário, porque o passado enriquece e habilita as pessoas para agir com mais responsabilidade na sequência dos fatos. A omissão de quem tem mais capacidade e experiência empobrece, e pode até prejudicar a vida das comunidades e das pessoas.

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