17º Domingo do Tempo Comum (Mt 13,44-52).

    Texto Referencial: Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isso? Eles responderam: “Sim”. (Mt 13, 49-51) 

    1 – Novamente, Jesus se vale de parábolas, para evangelizar é prático e incisivo é preciso saber escolher e buscar. Na vida, não basta simplesmente esperar é necessário decidir e saber fazê-lo. Jesus compara o Reino dos Céus como um tesouro escondido, ou então com uma pérola preciosa é preciso lutar bastante para adquiri-los. Não somente. É necessário ainda prudência, pois, há ladroes e não faltam nem os assaltantes. De ladrões ou assaltantes entendemos bem. E do valor do Reino de Deus? É ele um verdadeiro tesouro para nós, em nossos tempos? Se assim for, por que faltam vocações mormente as religiosas e sacerdotais? E aquelas (vocações) diaconicas? Não estão diminuindo também? Que vos direi, das vocações para o matrimônio. Bem, isso respondei-me vós.

    2 – Jesus nas parábolas do evangelho de hoje, dia 26/07/2026, parece até querer enveredar pelo discurso do mundo capitalista: pois fala em tesouro, pérolas preciosas e peixes a serem capturados, com grandes redes. Sinaliza assim para o aspecto quantitativo sem esquecer aquele qualitativo, lembra assim um juízo futuro, de condenação ou de salvação eterna. 2.1 Pergunto eu então, para o homem e a mulher modernos: o céu ainda é um tesouro precioso? Uma verdadeira pérola de grande valor? Tenho minhas dúvidas. Hoje se entende bastante de negócios, de bolsa de valores de bancos, de Wall Street, de armas e de grandes empresas.

    3 – Para Jesus é preciso vender os tesouros e pérolas deste mundo, para assim adquirir os bens da vida eterna. Estes não podem ser meramente negociado: são conquistados, por opções morais, lutas interiores, e pela vivência do evangelho e da justiça alimentada pelo amor. Lembro o poeta Gonsalves Dias: “a vida é um combate que aos fracos abate, mas aos fortes e valentes só pode exaltar… (Citação bastante livre).

    4 – Insisto: Jesus foi, tão logo que começou sua evangelização, bastante claro. Afirmou, dizendo: “crede no evangelho e convertei-vos” (Mc 1, 15) para convencê-los, deixou seu exemplo: sofreu, carregou nossa cruz, foi coroado, não pela coroa real merecida, mas pela de espinhos cruéis. Portanto, não comprou nossa salvação, mas a mereceu. Conquistou-a, oferendo sua preciosa vida. Mostrou-nos como devemos discernir na vida. 4.1 Ele (Jesus) não quer perder a ninguém. Contudo, somos livres tanto para ouvi-lo quanto para rejeitá-lo, tanto para salvação quanto para condenação. São consequência de minha, (nossa!) opção. 4.2 Devo, no entanto, ressaltar: para salvação não nos faltarão: a graça de Cristo, seus sacramentos, e os exemplos de nossos Irmãos, os santos, ou até dos mártires. Feliz opção para todos.

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