Texto Referencial: “O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha” (Mt 20,1)
Mais uma vez, Jesus se vale de uma parábola, para evangelizar, falar da bondade do Pai e de sua grandeza. Ele (Jesus) sempre nos surpreende, mesmo quando, nós, por inveja ou mesquinhez não consigamos entendê-lo.
Provavelmente, Jesus tenha tido em mente, nesta parábola, o caso dos trabalhadores das vinhas de então. O trabalho começava cedo e ia até às 18 horas.
Porém, a vinha neste caso era a do Reino de Deus. Dele, todos deveriam participar: fariseus, saduceus e sumo-sacerdotes etc. Tanto os chamados do primeiro século, como os do décimo quinto ou vigésimo primeiro e também os que viessem depois, ou seja, repito: todos até o fim do mundo. Deus Pai quer a todos como participantes do seu reino. Por isso continua a chamar. Ninguém deve ficar de fora.
O pagamento (a retribuição final) é tão grande que ultrapassa à toda a expectativa. Ninguém, portanto, poderá reclamar da retribuição. Se alguém é chamado antes de outros não é mérito dele, mas questão histórica: somos sempre e até o fim do mundo membros da mesma grande família. Deus Pai quer a felicidade de todos e para sempre desde o primeiro até o último. Para que isso fosse possível, Ele (Jesus) mesmo se encarnou, sofreu, foi pregado na cruz e nela morreu para a nossa salvação. Isso nós não poderíamos merecer. Foi dom da Trindade, que mesmo rejeitada não nos abandonou, salvando-nos.
Não devemos, portanto, ser ou tornar-nos invejosos, pois tudo, o que de fato é grande, é dom divino. Cabe-nos então cultivá-lo e assumi-lo como nosso.


