113 anos de Ordenação do Beato Padre Donizetti

    Há 113 anos, no dia 12 de julho de 1908 era ordenado presbítero o jovem Diácono Donizetti Tavares de Lima, hoje beato. Ele nasceu em Cássia (MG), mas sua trajetória se deu no município de Tambaú (SP), bem como os relatos milagrosos que acompanham a vida do santo. Não podemos deixar de lembrar que, primeiramente, o Beato Padre Donizetti estudou Direito e, chamado por Dom João Baptista Corrêa Nery, primeiro bispo de Pouso Alegre, MG, este foi ordenado em Pouso Alegre. Depois, acompanhou o seu padrinho e amado bispo Dom Nery quando este foi nomeado, também, como primeiro Bispo de Campinas, SP. Ele é lembrado com carinho pelos corações dos devotos que o conheceram, e por ser uma pessoa séria e ter personalidade forte, mas era muito acolhedor.

    Padre Donizetti foi beatificado no dia 23 de novembro de 2019, depois da comprovação de um milagre reconhecido pela Igreja e por sua vida inteira dedicada a serviço de Deus e do próximo, sobretudo, na defesa e acolhida dos mais pobres.

    O Beato Padre Donizetti nasce no ano de 1882, em Cássia (MG), e durante toda a sua vida teve uma profunda relação com Nossa Senhora Aparecida e sofreu muitas perseguições. Mas quem conviveu com o sacerdote diz que ele era perseguido injustamente, e apenas queria que o governo olhasse com mais atenção aos mais pobres.

    Para quem vai a Tambaú (SP), pode ouvir até aos dias de hoje a última benção dada pelo sacerdote e as músicas que foram gravadas em sua homenagem. Os devotos podem ouvir, também, alguns relatos de quem conviveu com o beato.

    No ano de 1894, com apenas 12 anos, o padre Donizetti ingressa no Seminário Episcopal de São Paulo, na capital, para aprimorar os estudos. Aos 15 anos, inicia os estudos no colégio Monsenhor João Soares, em Sorocaba. Em 1900, aos 18 anos, resolve seguir os passos do pai e se matricula na Faculdade de Direito no Largo de São Francisco, a famosa ARCADAS, em São Paulo.

    Em 1903, decide tentar o sacerdócio mais uma vez e se matricula na Faculdade de Filosofia do Seminário, em São Paulo. No ano de 1907, é ordenado presbítero por Dom Nery para o clero da Diocese de Pouso Alegre (MG) e ordenado diácono, em 24 de junho, dia de São João Batista. Em 1908, no dia 12 de julho, é ordenado sacerdote pelas mãos de Dom João Baptista Correa Nery. Nesse mesmo dia, por sua própria escolha, ele faz o voto de pobreza. Após a ordenação, ele é enviado para a Paróquia de Santa Maria, em Jaguariúna, como vigário.

    Em 1909, para poder ficar mais perto da família, e de seus pais que já estavam em idade avançada, é nomeado vigário em Vargem Grande do Sul. Em 1926, devido à perseguição política e social, é transferido como vigário (pároco) para a Paróquia de Tambaú (SP). A partir de então, começam os relatos de sua atuação e milagres na cidade.

    No ano de 1938, Padre Donizetti redigiu um testamento nomeando a Paróquia de Tambaú como sua herdeira universal. No ano de 1954, iniciam-se grandes peregrinações à cidade de Tambaú em busca de sua benção. Em 1955, o Beato Padre Donizetti concede a última benção coletiva, às 20h, do dia 30 de maio. Esse momento ficou eternizado no coração de todos, pois pétalas de rosas foram jogadas de um avião sobre a casa paroquial.

    Em 1960, é internado pela primeira vez, no dia 30 de novembro, com edema agudo no pulmão, na Santa Casa de Misericórdia de Tambaú (SP). No ano seguinte, em 7 de março, é internado novamente com arteriosclerose generalizada. Nesse mesmo ano de 1961, no dia 16 de junho, Padre Donizetti morre de insuficiência cardíaca, na casa paroquial de Tambaú (SP).

    Assim se encerrava a vida terrena desse grande homem que dedicou a sua vida em favor dos mais pobres e humildes, além de defender os direitos dos trabalhadores e as ameaças que esses sofriam.

    A fama de santidade se deu logo que Padre Donizetti chegou a Tambaú. Ele havia encomendado uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, que chegou à estação ferroviária e foi levada em procissão até a Matriz Santo Antônio. Chovia muito nesse dia e todos ficaram preocupados de a chuva estragar a imagem nova. De acordo com inúmeros relatos documentados, o padre pediu que continuasse a procissão e por onde as pessoas passavam, a chuva não caía e não molhava. Desde então, através das bençãos que o padre concedia, as pessoas começaram a relatar curas. Logo a fama de “milagreiro” se espalhou pela cidade e atraía pessoas de todos os cantos do Brasil e até do mundo.

    Padre Donizetti era devoto de Nossa Senhora Aparecida desde criança e passava essa devoção aos fiéis. E dizia que não podia realizar milagres, ele era apenas uma “ponte” entre os fiéis e N. Sra. Aparecida. Por isso, ele não gostava da fama de milagreiro que lhe atribuíam e dizia que quem operava os milagres era Deus, o único capaz de conceder graças.

    No dia 11 de outubro de 1929, por volta das 8h, enquanto Padre Donizetti celebrava uma missa na Igreja de São José, foi avisado que a Matriz Santo Antônio estava em chamas devido a um curto-circuito. O incêndio destruiu tudo, porém, a Imagem de Nossa Senhora Aparecida ficou intacta, e ele a retirou das cinzas e essa imagem o acompanhou até a sua morte.

    Peçamos a intercessão do Padre Donizetti para todos nós. Que possamos aprender dele a devoção que tinha à Nossa Senhora Aparecida e sejamos fiéis a Deus. Peçamos, ainda, que tão logo o Padre Donizetti seja canonizado pela Igreja e tão logo possamos ter mais um santo brasileiro.

    Como sou filho da mesma Diocese de São João da Boa Vista, ouvi muitas vezes meus queridos e saudosos pais louvarem à santidade de vida do Beato Padre Donizetti, assim como muitas pessoas conhecidas que iam a peregrinação em Tambaú. Que do céu, ao lado de Nossa Senhora Aparecida, a sua madrinha e nossa, o Beato Padre Donizetti olhe por todo o povo brasileiro e tão logo possamos ficar livres da pandemia da Covid-19 e possamos louvar a Deus por mais um milagre concedido pelo Beato Padre Donizetti.

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