XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM

    “O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!” (Mt 25,6b)

                     Hoje, ao celebrar a Liturgia do XXXII Domingo do Tempo Comum, somos convidados a refletir sobre a vigilância d’Aquele que subiu aos Céus e irá retornar, nos preparando para a segunda vinda de Cristo. A vigilância para esta segunda vinda de Jesus, a qual está no horizonte final da história humana. E a Liturgia, nos exorta em estarmos preparados e atentos aos sinais do retorno do Jesus.

    A Segunda Leitura, extraída da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses (1Ts 4,13-18), Paulo nos aponta que o retorno do Jesus Cristo é eminente a todos, mesmo àqueles que morreram em Cristo e aguardam a serem chamados. Aguardar o Senhor é continuar vivendo no Cristo e em Cristo, distanciando do pecado e da tentação na nossa vida terrena. “Nós que formos deixados com vida para a vinda do Senhor não levaremos vantagem em relação aos que morreram” (1Ts 4,15bc), apenas nos põe em estar mais vigilantes quanto ao retorno do Cristo.

    No Evangelho, extraído de Mateus (Mt 25,1-13), nos demonstra este modelo de Vigilância a ser seguido através da Parábola das dez jovens que saíram ao encontro do Noivo, onde demonstram a prudência e a insensatez, em que são cruciais para àqueles que esperam e estão em vigília. “O prudente é aquele que age de acordo com as exigências de Deus; o insensato, ao contrário, age conforme a sua cabeça” (https://www.presbiteros.org.br/homilia-do-d-anselmo-chagas-de-paiva-xxxii-domingo-do-tempo-comum-ano-a/). Ora, este texto exortativo de Mateus, é para nos apontar as consequências de ambas as ações a qual o cristão deve saber, por sabedoria: na prudência, o encontro com o Amado e a participação da festa é certa [as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento – Mt 25,10b]; na insensatez, a consequência é a não participação do banquete do Reino e, mesmo que pede-se para a abrir a porta, o próprio o Noivo exclama: “Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!”(Mt 25,12b).

    E tudo isto citado é para que tenhamos ciência das consequências de nossos atos, prudências e imprudências, através da sabedoria que Deus nos apresenta em toda a sua Palavra. Na Primeira Leitura, extraída do Livro da Sabedoria (cf. Sb 6,12-16), o autor sagrado demonstra que a sabedoria é apresentada e “dando-se a conhecer aos que a desejam […] Meditar sobre ela é a perfeição da prudência; e quem ficar acordado por causa dela em breve há de viver despreocupado” (Sb 6,13b.15). E através destes ensinamentos é o que nos diferem como serão nossas ações para que, no fim da nossa vida terrestre, encontramo-nos preparados ou não, com o Cristo.

    Enfim, imersos na Palavra desta Liturgia, possamos rever nossas ações sob o olhar da sabedoria que nos é dada, como dom gratuito de Deus. Restando-nos estarmos atentos e vigilantes em acolher, a todo momento, a salvação e vida que Deus nos oferece.

    Saudações em Cristo!

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