VIII Dia Mundial do Pobre

    A Oração do pobre, eleva-se até Deus (Eclo 21,5)

     A Igreja celebra no próximo dia 17 de novembro, o 33º Domingo do tempo comum, o VIII Dia Mundial do Pobre: mais do que uma celebração, é um dia de reflexão e de pensar como podemos ajudar os mais necessitados.  As nossas paróquias promovem algumas ações para esse dia pedindo que os paroquianos levem alimentos, roupas ou calçados para distribuir aos mais pobres. É claro, que as ações não devem ficar somente nesse dia, mas o Dia Mundial do Pobre deve ser um estímulo para sempre ajudarmos aos mais necessitados. Aqui nós temos uma semana prolongada para celebrarmos e nos comprometermos com esse projeto, que deve promover as pessoas e mudar o foco de nossa sociedade, colocando-o na pessoa humana que necessita de viver seus direitos.

    O Papa Francisco desde que assumiu o pontificado sempre teve uma preocupação e carinho com os pobres, e é claro deve ser iguais para todos nós. Como uma maneira de chamar a atenção de todos nós o Papa instituiu em 2017 o Dia Mundial dos Pobres, sempre no penúltimo domingo do tempo comum, entre o segundo e terceiro domingo de novembro.

    Ajudar e estender a mão para um necessitado é cumprir o mandato evangélico que Jesus nos pede, conforme citado em Mateus: “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me rece­bestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’ Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’”(Mt 25, 31-40).

    E ainda, outra passagem de Mateus, só que no capítulo (Mt 19, 16 – 30) diante do jovem rico que pergunta a Jesus o que lhe falta para obter a vida eterna, e Jesus lhe pergunta se ele tem praticado os mandamentos da lei de Deus, e ele responde que sim, e Jesus lhe diz que só uma coisa lhe faltava vender tudo o que tem e dar aos pobres. O jovem vai embora muito triste, porque era muito rico. E depois Jesus conclui dizendo que é muito difícil um rico entrar no reino dos céus. Aqui nesse evangelho, Jesus não condena a riqueza em si, mas o fato de acumular os bens e não dividir com aqueles que mais precisam.

    Estes dois evangelhos nos inspiram nesse Dia Mundial do Pobre a fazer o bem, e estender a mão aos necessitados. É fazendo o bem aqui que herdaremos o reino dos céus, é necessário ter uma pobreza de espírito, ou seja, ter o coração aberto para ajudar os outros. O Dia Mundial dos Pobres instituído pelo Papa Francisco é um alerta para todos nós a refletirmos como estamos tratando o próximo, sobretudo aos mais necessitados.

    Outro ponto importante no pontificado do Papa Francisco e que ele ressalta desde que assumiu o pontificado é que devemos ser uma “Igreja em saída”, ou seja, sair de nossas sacristias e ir ao encontro dos outros, sobretudo daqueles que mais sofrem. Esse é o oitavo dia mundial do pobre, e infelizmente a cada ano tem aumentado a pobreza no mundo, pois também aumentaram o desemprego, as doenças e as guerras. Sejamos, pois, construtores da paz e auxílio para os que mais sofrem.

    O tema escolhido pelo Papa para esse VIII Dia Mundial do Pobre é: A Oração do pobre, eleva-se até Deus (Eclo 21,5), a oração do pobre é uma súplica, uma prece confiante e sofrida, que tem a certeza de que Deus lhe tirará daquele sofrimento. Deus atende a prece de todos, mas sobretudo a prece dos pobres, dos pobres em espírito que se entregam nas mãos do Senhor.

    Ele nos recorda em sua mensagem: “A oração, por conseguinte, encontra o certificado da sua autenticidade na caridade que se transforma em encontro e proximidade. Se a oração não se traduz em ações concretas, é vã; efetivamente, «a fé sem obras está morta» (Tg 2, 26). Contudo, a caridade sem oração corre o risco de se tornar uma filantropia que rapidamente se esgota. «Sem a oração quotidiana, vivida com fidelidade, o nosso fazer esvazia-se, perde a alma profunda, reduz-se a um simples ativismo» (Bento XVI, Catequese, 25 de abril de 2012). Devemos evitar esta tentação e estar sempre vigilantes com a força e a perseverança que nos vem do Espírito Santo, que é dador de vida.”

    O Papa Francisco nos exorta a rezarmos pelos pobres e com os pobres, os pobres estão presentes em nossas comunidades e em nossas cidades. Tenhamos pelos pobres os mesmos sentimentos de Jesus, amemos como ele os amou e não tenhamos medo de acolhê-los em nosso meio e de praticar a caridade. Sejamos cristãos de verdade e não da boca para fora, que a nossa fé possa se transformar em obras.

    Ele diz ainda em sua mensagem:  “Neste ano dedicado à oração, precisamos de fazer nossa a oração dos pobres e rezar com eles. É um desafio que temos de aceitar e uma ação pastoral que precisa de ser alimentada. Com efeito, «a pior discriminação que sofrem os pobres é a falta de cuidado espiritual. A imensa maioria dos pobres possui uma especial abertura à fé; tem necessidade de Deus e não podemos deixar de lhe oferecer a sua amizade, a sua bênção, a sua Palavra, a celebração dos Sacramentos e a proposta dum caminho de crescimento e amadurecimento na fé. A opção preferencial pelos pobres deve traduzir-se, principalmente, numa solicitude religiosa privilegiada e prioritária»”.

    Portanto, irmãos e irmãs, que esse VIII Dia Mundial do Pobre seja para nós um dia de reflexão e ao mesmo tempo de ação, ou seja, rezar pelos pobres e fazer a nossa caridade doando roupas, alimentos ou calçados para quem precisa. A caridade é uma virtude, todo cristão deve praticá-la, e a caridade caminha junto com a fé e com a esperança. Nós, também, devemos tirar um tempo para ir ao encontro dos pobres e mais do que ajudá-los devemos sempre estar disponíveis para escutá-los e dar-lhes a devida atenção que merecem. Conforme diz São Paulo, dente as três virtudes: Fé, esperança e caridade, a maior delas é a caridade. Por isso, sejamos caridosos uns com os outros para ser cristãos autênticos.

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