TUDO EM COMUM

    Celebramos, como coroamento da Oitava da Páscoa, o segundo Domingo da Páscoa, também conhecido como Domingo da Divina Misericórdia, instituído pelo Papa São João Paulo II no ano de 2000. Hoje, conclui-se o período conhecido como Oitava da Páscoa, que iniciou no domingo passado com a celebração do domingo de Páscoa e se estendeu ao longo dessa semana, até o dia de hoje. A Páscoa é uma festa tão grande, que não cabe num dia só, por isso a celebração da Páscoa se estende por oito dias, continua por cinquenta dias e é celebrada em cada sacramento.

    Continuamos com o Tempo Pascal que perdurará até o domingo de Pentecostes, quando celebraremos a vinda do Espírito Santo, e a partir de então iniciou-se a missão da Igreja. Nesse domingo, pedimos que a misericórdia do Senhor desça sobre nós e sobre o mundo inteiro e com a ajuda dele possamos passar por esse momento difícil da pandemia da Covid-19. Que o Senhor tenha misericórdia da humanidade inteira e possa perdoar os pecados que cometem contra a natureza.

    Nós nos reunimos para celebrar a vida que venceu a morte, a misericórdia que venceu o pecado e o amor que venceu o ódio. Deus quer manifestar a sua misericórdia a cada pessoa humana, basta a pessoa abrir o coração para acolher essa misericórdia que vem de Deus. As chagas de Cristo refletem a sua misericórdia por cada um de nós, que por meio das suas chagas Ele possa curar o mundo inteiro.

    O Senhor Ressuscitado nos fala por meio da sua Palavra, nós nos alimentamos da Palavra de Salvação, e também da Santíssima Eucaristia. As leituras durante esse tempo Pascal são todas do Novo Testamento, sendo a Primeira Leitura sempre do Livro dos Atos dos Apóstolos. Depois, acompanhamos a Segunda Leitura e o Evangelho de São João.

    A Primeira Leitura de hoje (At 4,32-35) anuncia que a multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. A multidão estava encantada por todos os ensinamentos que os apóstolos transmitiam em nome de Jesus. Punham os seus bens tudo em comum. Aqui, vemos a primeira comunidade cristã que surgia e observamos o exemplo de como deve ser uma comunidade nos dias de hoje, vivendo a plena comunhão em nome de Jesus. Aqui em nossa Arquidiocese nós fazemos trazendo os alimentos para os pobres.

    O Salmo Responsorial 117(118) nos fala em seu refrão que devemos dar graças a Deus, porque Ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia. A misericórdia do Senhor é eterna por todos os que Ele ama, ou seja, por cada um de nós, independente dos nossos pecados. A sua misericórdia se estende de geração em geração e Ele não nos pune em proporção às nossas culpas. E nós manifestamos concretamente distribuindo alimentos para os necessitados.

    Na Segunda Leitura (1Jo 5,1-6), devemos acreditar que Jesus Cristo é o Filho de Deus e devemos confiar em seu amor por nós. Sendo fiéis aos seus mandamentos, seremos fiéis a Deus.

    No Evangelho (Jo 20,19-31), traz os episódio dos discípulos  que estavam em casa, com tudo fechado, com medo dos judeus. Ao anoitecer do primeiro dia da semana, o Senhor se coloca no meio deles e deseja a Paz. Toda vez que o Ressuscitado aparece, Ele deseja a paz. Aqueles que recebem a paz que o Ressuscitado traz devem acolher essa paz e transmitir à comunidade. Assim sendo, devemos estar em paz com Deus, conosco mesmos e com a comunidade.

    Depois de desejar a paz, Jesus mostra-lhes as mãos e o lado e a partir disso os discípulos se alegraram por verem o Senhor. E, novamente, o Senhor deseja a paz. Pois, aquela não deveria ser uma alegria passageira, mas uma alegria que permanecesse. E a partir disso, Jesus os envia em missão e diz que assim como o Pai o enviou, Ele também os envia, e sopra sobre eles a força do Espírito Santo.

    Eles não podiam ficar fechados ali com medo, o medo nos aprisiona, não nos deixa sair do lugar. Jesus entende que eles não deveriam ficar ali fechados, mas deveriam sair e anunciar o Evangelho. Por isso, Jesus sopra sobre eles o Divino Espírito Santo que vai à frente deles, dando força e coragem para a missão. Por meio do Espírito Santo, eles concederiam o perdão dos pecados.

    Tomé, chamado Dídimo, não estava com eles quando Jesus veio a primeira vez, os discípulos contaram-lhe depois. Tomé não acreditou no que os discípulos lhe disseram. Oito dias depois, o Senhor aparece novamente, deseja a paz e diz a Tomé para colocar as mãos em suas chagas e no seu lado e ser fiel e não incrédulo. A partir disso, Tomé faz uma das maiores profissões de fé que conhecemos: “Meu Senhor e meu Deus”.

    Jesus ainda lhe diz: “Acreditaste porque me viste? Felizes dos que acreditaram sem ter visto”. Esses que acreditaram sem ver somos cada um de nós, que não precisamos ver o Senhor Ressuscitado para crer n’Ele, mas acreditamos por meio da fé.

    Celebramos com alegria esse Domingo da Divina Misericórdia e peçamos as luzes do Espírito Santo para confiar na sua misericórdia sobre cada um de nós e sobre o mundo inteiro. Que possamos sempre ter fé na ressurreição de Jesus, principalmente, todas as vezes que comungamos da Eucaristia.

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