Seu nome é um reflexo de quem você realmente é

O nome de cada um é sagrado e deve ser respeitado

“O nome é o ícone da pessoa”, ensina a Igreja. “O nome de cada um é sagrado.”

Mas como? Podemos pensar em cinco jeitos de isso acontecer.

Primeiro: seu nome o resume misteriosamente

Todos nós sabemos como isso funciona. Muitas vezes, em um grupo de amigos, basta dizer o nome de alguém que está ausente para obter uma reação. Diga, por exemplo, o nome do amigo engraçado, e só o nome fará todo mundo rir. Por outro lado, diga o nome da pessoa que fez algo terrível com você, e seus amigos vão estremecer ou balançar a cabeça. Agora, diga o nome do amigo que todos conhecem como amoroso e gentil. Certamente muitos irão dizer: “Ah, eu queria que ele estivesse aqui!”

Assim como um objeto abençoado carrega consigo as orações de quem o abençoou, um nome carrega o poder e a presença da pessoa que o leva. Acima de tudo isso é verdade em relação a Deus. Seu nome salva, e esquecer seu nome é perder a salvação. ‘Uns se vangloriam de carros e outros de cavalos mas nós nos vangloriamos do nome do Senhor nosso Deus”, diz o Salmo. Portanto, Sseu nome vale muito menos do que o de Deus, mas ainda vale mais do que prata e ouro.

Segundo: um retrato do relacionamento com os pais

Dar nome a uma criança é uma grande responsabilidade. É por isso que a Lei Canônica da Igreja adverte os pais a evitar nomes “estranhos à sensibilidade cristã”. A lei civil tem disposições semelhantes. Tanto que, recentemente, alguns pais tiveram negada permissão para usar palavrões como nome, bem como “Lúcifer”, “Violência” e “Cianeto”.

O Papa Francisco disse isso lindamente em Amoris Laetitia: “Deus permite que os pais escolham o nome pelo qual ele mesmo chamará seus filhos por toda a eternidade”.

Os genes de seus pais presentes em você moldaram seu corpo. Os valores de seus pais, em sua educação, moldaram sua alma. E o nome que lhe deram está no âmago de sua identidade, um lembrete constante de que você é deles e eles são seus.

Terceiro: seu nome representa sua nova família

Perguntei a amigas no Facebook se elas mudaram seus sobrenomes quando se casaram ou não e se elas estavam felizes com eles. Quase todas as esposas que responderam mudaram de nome. Da mesma forma, quase todos não se arrependeram.

Na América, as mulheres tendem a escolher entre o próprio sobrenome ou o do marido – ou, dito de outra forma, entre o sobrenome do marido e o do pai. Elas disseram que sua nova família, não seu novo homem, inspirou a mudança.

Os maridos, portanto, não devem aceitar tal presente levianamente.

Quarto: o compromisso de uma esposa exige que o marido retribua

Como disse Jesus, citando Gênesis: “O homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão um”.

Paulo disse que isso deve fazer com que o marido veja sua esposa como Jesus vê a Igreja. Portanto, o marido deve se sacrificar por sua esposa, conduzi-la a Deus e nunca comprometer sua integridade por si mesmo.

Minhas amigas do Facebook que se arrependeram da mudança de nome fizeram isso porque seus maridos as decepcionaram profundamente. Para elas, o nome deixou de ser um registro nobre e tornou-se um registro vergonhoso de abandono.

Quinto: o nome que se recebe é para sempre

O livro do Apocalipse adiciona algo misterioso. Cada um de nós receberá “um novo nome … que ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.”

Isso me lembra a descrição do autor David Brooks de como os amigos do acampamento de verão o conheciam por um nome especial:

“Tenho poucos amigos que sobraram do colégio ou faculdade, mas tenho cerca de 40 ou 50 amigos de longa data do acampamento, e por décadas eles nem perceberam que Brooksie tinha um primeiro nome”, disse ele. “Todas as primeiras sensações metafísicas também aconteceram – a sensação em uma viagem de canoa de ver uma montanha ao amanhecer, a maneira como uma simples rocha pode ser revestida de encantamento quando era o lugar que você sentava durante os primeiros arrebatamentos do amor adolescente.”

Pessoalmente, acho que o nome de Deus para nós será assim – um apelido que toca nosso eu mais profundo, cheio de associações com nosso relacionamento ao longo de décadas. Já quero saber qual o nome que Deus me dará!

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