Reabrem igreja onde mataram Pe. Jacques Hamel na França

PARIS, 04 Out. 16 / 12:00 pm (ACI).- A Igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray na França, onde o Pe. Jacques Hamel foi assassinado no último dia 26 de julho, foi reaberta no domingo, 2 de outubro, com uma Missa presidida pelo Arcebispo de Rouen, Dom Dominique Lebrun, que incentivou os fiéis a “ser testemunhas” como o presbítero falecido.

A celebração começou às 15h30 (hora local) com uma procissão até a igreja e terminou na praça onde está o templo. Ao chegarem, o prefeito de Etienne-du-Rouvray, Hubert Wulfranc, e Dom Lebrun pronunciaram algumas palavras. Logo depois, os participantes continuaram em procissão e ingressaram na igreja.

Em seguida, o Arcebispo celebrou uma Missa de rito penitencial de reparação, que é realizada quando uma igreja é profanada.

Durante a homilia, Dom Lebrun propôs aos fiéis acolher “uma das palavras mais belas de Jesus ressuscitado, uma palavra que dá confiança, uma palavra pela qual o Padre Jacques Hamel deu sua vida: ‘Sereis testemunhas’. É uma palavra de confiança e, como toda palavra de confiança, é uma palavra de amor: é a sua vez, não importa como será, mas como minhas testemunhas, diz Jesus”.

“Os assassinos do Pe. Jacques arrancaram uma cruz, quebraram uma grande vela pascal. Mas não puderam arrancar do coração do Pe. Jacques a sua vida ofertada; eles não puderam quebrar a sua esperança que viram, me disseram, mais radiante do que nunca”, expressou o Prelado.

“Arrancaram uma cruz de metal; arrancaram outros em nossos corações, mais real, mais doloroso, mais forte: a morte do seu sacerdote, a morte do seu irmão, a morte do seu tio, a morte do seu amigo, a morte da sua testemunha. Apareceu uma cera de vela; que logo se transformou em uma luz mais forte, mais profunda em nossos corações! Estamos aqui para dar testemunho! Para os discípulos de Jesus não há morte sem esperança de ressurreição, sem ressurreição, ‘Disse Jesus: Está escrito que o Cristo haveria de padecer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia’”.

Para ser testemunha, explicou, é necessário converter-se: “A conversão, é a graça que peço ao Senhor para mim e para vocês! A conversão é a alma da testemunha! Atrevo-me a dizer que é a única arma da testemunha! Converter-se para ser um autêntico testemunho de amor. A conversão não é mudar de religião como mudamos de ideia ou de um papel, procurando a segurança própria prejudicando os outros”.

“Sim, irmão e irmãs, digam a vocês mesmos e, possivelmente a sua família, que vocês querem ser testemunhas do amor infinito de Jesus. Cada vez que se unem aos discípulos de Jesus ao redor do altar, a última palavra que escutarão será a sua missão, a nossa missão: ‘Ide na paz de Cristo’. Em paz!”.

O Pe. Hamel celebrava a Missa matutina no dia 26 de julho quando dois terroristas do Estado Islâmico invadiram o templo gritando “Allah Akbar” (Alá é grande) e o degolaram. Também fizeram várias pessoas de reféns. O templo permaneceu fechado após o seu assassinato.

 

Fonte: Acidigital

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