JESUS É O SENHOR DA HISTÓRIA

    Na visão do capítulo 5 do Apocalipse, o autor mostra às comunidades que Jesus, por sua morte e ressurreição, é aquele que dá sentido à história. A história é simbolizada pelo livro fechado com sete lacres (selos). A vitória de Jesus é celebrada numa liturgia universal, que se inicia no céu e ecoa por todo o mundo, tendo como lugar de conclusão, novamente o céu. Os louvores, cantados no céu e na terra, visam suscitar esperança na comunidade reunida para celebração e leitura do livro, levando-a a tomar consciência da ação de Cristo em favor dos cristãos.
    Os cânticos atribuem a Cristo, morto e ressuscitado (Cordeiro), e só a Ele, o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória. E o louvor. São sete (número perfeito) atribuições. O reconhecimento alegre dos cristãos diante do que Jesus realizou em seu favor. Só Ele é merecedor dessas atribuições. Aplicá-las a outros – como se costumava fazer no império romano, onde o imperador era adorado como deus e recebia do povo esse reconhecimento – é, para as comunidades cristãs, idolatria, pois só quem dá gratuitamente a vida, para resgatar da morte é que deve ser louvado.
    Enfim, os cânticos atribuem a Deus (aquele que está sentado no trono) e ao Cordeiro, para sempre, os atributos do reconhecimento de sua ação: o louvor, a honra, a glória e o poder.
    A liturgia se encerra no céu com um AMÉM solene. Amém significa: isto é verdade. É o reconhecimento de que Deus é plenamente fiel (Amém= fidelidade de Deus). O reconhecimento é acompanhado de prostração e adoração por parte dos Anciãos. Seu gesto é um convite às comunidades: a quem adorar? Basta olhar a caminhada das comunidades, descobrir por que pessoas tiveram a coragem de perder a vida e derramar seu sangue, para descobrir quem merece, de forma única e exclusiva, reconhecimento e adoração,
    O texto do Apocalipse suscita esperança e força para as comunidades tentadas de desânimo diante das perseguições. Serve para cada um de nós, quando enfrentamos as nossas dificuldades, no dia-a-dia, neste mundo que está se tornando tão caótico. Neste momento crítico de nosso país, de tantas divisões e de múltiplas dificuldades políticas e econômicas tenhamos força e coragem de com Cristo vencermos o mal e viver a graça santificante. Daqui, aos pés da Virgem Aparecida, ao iniciar a nossa 54ª. Assembleia Geral da CNBB quero colocar o Brasil e a todos os meus leitores e amigos para que possamos caminhar com Maria ao encontro de Cristo para sermos misericordiosos como Pai o é. Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo, Amém!

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