Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Censo Demográfico realizado em 2022, a população brasileira acima de 60 anos representa cerca de 15,8% do total da população. Observe a pirâmide etária abaixo, seu formato evidencia mudanças na distribuição da população ao longo das idades. Nota-se uma redução proporcional nos grupos mais jovens e um aumento nas faixas etárias mais avançadas, indicando uma reorganização da estrutura etária. Esse padrão ilustra o avanço da transição demográfica no país.
O aumento da expectativa de vida, associado à redução das taxas de fecundidade, tem transformado de forma significativa a estrutura etária da população em escala global, caracterizando o envelhecimento populacional como um dos principais fenômenos demográficos contemporâneos.
Esse processo está inserido na transição demográfica, marcada pela passagem de um modelo com altas taxas de natalidade e mortalidade para outro com baixos níveis desses indicadores. Embora seja um fenômeno mundial, ele ocorre de maneira desigual entre os países. Nas nações desenvolvidas, esse processo foi gradual e acompanhado por melhorias socioeconômicas, enquanto em países como o Brasil acontece de forma acelerada, em um contexto de desigualdades, exigindo respostas mais rápidas dos sistemas de saúde, educação e proteção social. Esse cenário impacta não apenas a organização dos serviços, mas também as relações sociais, familiares e intergeracionais, ampliando a necessidade de cuidado, redefinindo papéis sociais e aumentando a convivência entre diferentes gerações.
Com o envelhecimento populacional, observa-se também um aumento na incidência de doenças crônicas, como as demências, o que torna essencial a adoção de hábitos saudáveis voltados à promoção da saúde cerebral. Nesse contexto, a saúde cerebral refere-se ao adequado funcionamento do cérebro e à sua capacidade de adaptação ao longo da vida.
A promoção da saúde cerebral no ambiente escolar assume um papel estratégico na formação integral dos estudantes e na construção de uma cultura educacional mais consciente, inclusiva e livre de preconceitos relacionados ao envelhecimento.
Ao compreender como o cérebro funciona e se desenvolve ao longo da vida, torna-se possível valorizar as diferentes fases do ciclo vital, favorecendo a valorização pessoal e o respeito às pessoas idosas, além de contribuir diretamente para o combate ao idadismo na escola.
A integração entre saúde cerebral e educação permite que gestores e educadores desenvolvam práticas pedagógicas que considerem não apenas o aprendizado cognitivo, mas também aspectos emocionais, sociais e comunicacionais, fortalecendo a comunicação assertiva e empática no ambiente escolar.
O entendimento de conceitos como neuroplasticidade, redes neurais e cognição evidencia que o cérebro permanece em constante transformação ao longo da vida. As conexões entre neurônios são continuamente modificadas pelas experiências limita à infância, mas se estende por todas as fases do ciclo vital, influenciando diretamente a aprendizagem, a adaptação e a manutenção das funções cognitivas.
Desenvolver envelhecimento populacional de forma saudável com radicalidade no fluir da saúde física, emocional, mental, social e espiritual.
Prof. Dr. Inácio José do Vale, PhD.
Profissional de saúde mental
Trabalha Clinicando na Comunidade de Ação Pastoral – CAP
Especialista em Psicanálise, Psicologia e Psiquiatria
Especialista em Psicologia Clínica pela Faculdade Dom Alberto-RS.
Especialista no Ensino de Filosofia e Sociologia pelo Centro Universitário Dr. Edmundo Ulson – Araras-SP.
Autor do livro Terapia Psicanalítica: Demolindo a Ansiedade, a Depressão e a Posse da Saúde Física e Psicológica


