Entre o bem e o mal

    O Mágico de Oz, obra clássica infantil do  escritor americano L. Frank Baum (1856-1919), que assume o papel de bruxo para governar Oz. Pessoas de todas as idades aprenderam lições morais com Dorothy, o Espantalho, O Homem de Lata e o Leão Covarde ao viajar pela estrada de tijolos amarelos. É claro que, no enredo o grande inimigo a ser vencido é a Bruxa Má do Oeste. O mal é claramente retratado e vencido pelo bem.
    Um novo musical desse conto, no entanto, virou o sentido moral da história original de ponta-cabeça. Nesta nova versão, dessa história, a bruxa má é apresentada como personagem simpática. Nascida com a pele de cor verde, ela se sente uma estrangeira. Os personagens mais importantes, as linhas do enredo, os papéis e outros detalhes são alterados de modo que a bruxa malvada é somente uma pessoa mal compreendida. A audiência poderá sair com a ideia de que o mal é bem e o bem é mal.
    Durante o ministério do profeta Isaías, ocorreu em Israel uma reversão dos valores morais. Alguns realmente consideraram o assassinato, idolatria e adultério como sendo bons. Como resposta, Isaías deu-lhes um conselho severo: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal…” (Is 5, 20). O professor e escritor americano Rev. H. Dennis Fisher escreve: “Em nosso mundo de relativismo, a cultura popular desafia constantemente os valores bíblicos. Mas estudar, memorizar e meditar sobre a Palavra de Deus pode garantir o nosso discernimento entre o bem e o mal” (1).
    Santo Agostinho
    A existência do mal coloca um problema na vida do gênio do pensamento filosófico e teológico Santo Agostinho que atormentou longamente, desde a sua conversão. Se as ações dos homens não são sempre o que deveriam ser, sua vontade é a responsável. O homem escolhe livremente suas decisões e é por ser livre que é capaz de fazer mal (2).
    Santo Agostinho diz: “ Vivamos bem, contudo, nestes dias maus, para que possamos à fruição dos dias bons. A divisão entre os bons e os maus deverá ser feita no dia do juízo. Então, será a verdadeira separação, diferente da que existe agora”(3).
    Escreve São Paulo Apóstolo: “Enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos” (Gl 6,10).
    A prática do bem salva a humanidade. O mal é encurralado e sem expressão na  medida em que o  amor toma o  espaço em toda configuração humana. O bem vence o mal quando a virtude é atitude em toda dimensão do relacionamento humano.

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