ENCONTRO REÚNE, VIRTUALMENTE, REPRESENTANTES DA ANIMAÇÃO BÍBLICA DA PASTORAL (ABP) NOS REGIONAIS DA CNBB

A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou no sábado, dia 9 de outubro, uma reunião online com representantes da Animação Bíblica da Pastoral (ABP) nos regionais.

O objetivo foi conhecer o trabalho que já está sendo feito nos regionais, as expectativas, dúvidas e dificuldades. A reunião contou também com a participação do presidente da Comissão para a Animação Bíbico-Catequética, dom José Antônio Peruzzo e o assessor da Comissão, padre Jânison de Sá.

Ao dar início a reunião, dom Peruzzo afirmou que a expressão “Animação Bíblica da Pastoral” apareceu com o Papa Bento XVI e que sua grande referência era o ânimo. “Um horizonte, um sonho, um anseio. Não começa de fora, mas a partir de dentro”, enfatizou.

O bispo citou que um dos desafios enfrentados hoje é “nos deixarmos interpelar pela Palavra bíblica de Deus”, citando o Estudo de número 114 da CNBB, que trata sobre a Animação Bíblica da Pastoral. “A palavra pastoral vem de pastor, que tem uma motivação cheia de afeto. Segundo o Evangelho de João, o pastor é aquele que conhece as ovelhas e é por elas conhecido. O pastor dá a vida por suas ovelhas porque as ama”, disse o bispo.

Ainda na ocasião, dom Peruzzo explicou que o Papa Bento XVI não oferece um ornamento à Igreja com essa expressão – Animação Bíblica da Pastoral -, mas porque, de acordo com ele, há uma parte da Igreja que se sustenta na piedade popular, mas que precisa se associar à Palavra para que o fascínio pelo prodígio não pare em si mesmo, mas conduza a uma relação verdadeira com o Pastor Verdadeiro e transforme os corações e as ações.

“Não se trata de corrigir o que se teve até agora, mas inserir a Palavra no muito que já se faz. Para que tudo recomece pela Palavra, voltando a ser o que nunca deveria ter deixado de ser”, argumentou dom Peruzzo.

Dom Peruzzo disse, ainda, que a Animação Bíblica da Pastoral é para toda a comunidade, citando uma fala de Bento XVI em que ele afirma que ela é a seiva: “ninguém a vê, é o segredo da árvore. Sem ela, não há vida nem frutos”.

“Por onde começar? Não sabemos. Todo ponto é um bom início, desde que entendamos que a Palavra nos inspira e nos é seiva, renova nossas motivações ao serviço. Não há método”, finalizou o bispo.

Experiências

Ao citar suas experiências, em nível de regional, a irmã Zuleica Silvano, do Setor de Animação Bíblica de Belo Horizonte, regional Leste 2, falou sobre a dificuldade de distinguir qual é o papel do regional. Comentou que a Animação Bíblica não apareceu no documento de Síntese da Assembleia do Conselho Episcopal Latino Americano, o Celam. E apontou que o papel da CNBB é mais abrangente do que o que está indicado no número 254 do Estudo 114. Para ela, há a necessidade de nomenclatura unificada a respeito da ideia da Animação Bíblica da Pastoral.

Dom Milton Kenan, bispo de Barretos (SP) e representante do Setor de Animação Bíblica do regional Sul 1, apontou que o nível regional não está contemplado no capítulo 7 do Estudo 114. “Enquanto equipe, os regionais oferecem um serviço às dioceses”, disse.

Já Mariana Venâncio, membro do Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética (Grebicat),  destacou a importância do encontro. Disse que são fecundos momentos em que “nos encontramos e partilhamos nossas melhores experiências, mas também nossas ansiedades e dificuldades”.

“E assim, colocando em comum o que temos no coração, vamos discernindo juntos onde a Palavra ainda precisa chegar, a quais pessoas, a quais situações, e também vamos aprendendo como anunciar a Palavra no nosso tempo, o que é um grande desafio. A Palavra é a mesma, mas sua vivacidade requer de nós a criatividade no anúncio nos mais diversos contextos. E é só na partilha de experiências que vamos ampliando nossos horizontes e conhecendo melhor o mundo onde somos chamados a anunciar a Palavra de Deus”, disse Mariana.

 

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