Bispos Equador: país vive transição, Igreja próxima dos mais pobres

País “encontra-se imerso num processo de transição rumo a uma democracia mais plena, plural e representativa e, ao mesmo tempo, precisa de uma recuperação da economia que seja capaz de gerar trabalho e condições de vida mais justas e equânimes”, escrevem os bispos após sua Assembleia plenária.

Cidade do Vaticano

A Conferência Episcopal do Equatoriana (CEE) difundiu na sexta-feira (26/10), ao término de sua assembleia plenária reunida em Riobamba por ocasião do 30º aniversário da morte de Dom Leonidas Proaño, uma nota sobre alguns temas de atualidade social e eclesial do Equador, além de reiterar seu “apoio fraterno e filial” ao Papa Francisco e “gratidão” ao Pontífice pelas “reformas que promove pelo bem de toda a comunidade eclesial”.

É preciso democracia plena e representativa

O país “encontra-se imerso num processo de transição rumo a uma democracia mais plena, plural e representativa e, ao mesmo tempo, precisa de uma recuperação da economia que seja capaz de gerar trabalho e condições de vida mais justas e equânimes”, escrevem os bispos.

“Nossas Igrejas acompanham os mais pobres através de projetos sociais, ecológicos e solidários, buscando a dignidade da pessoa e o bem comum. Esta sensibilidade se estende aos irmãos venezuelanos, cujo êxodo atravessa nosso país e nos desafia a acolher, acompanhar, proteger e integrar suas vidas e suas esperanças”, acrescentam.

Em caminho rumo ao Sínodo Pan-amazônico 2019

A Assembleia manifestou-se também sobre o Sínodo Pan-amazônico  que terá lugar em 2019, expressando gratidão ao Santo Padre por sua convocação; sobre a “Missão família”, que será lançada em todas as dioceses do Equador; e sobre o 50º aniversário da Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano de Medellín (1968), cujo espírito foi reiterado no recente simpósio que se realizou em Ambato, em colaboração com a Pontifícia Universidade Católica do Equador.

Na ocasião “foi partilhada a rica experiência de várias comunidades eclesiais, como também se renovou o compromisso a continuar anunciando o Reino de Deus aos pobres e aos excluídos, a partir de uma Igreja humilde, profética, solidária e missionária, com a segurança da presença do Espírito Santo”.

 

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