AMÉRICA/MÉXICO – Por que uma nova Constituição somente para a capital e sem consulta popular?

San Cristobal de las Casas (Agência Fides) – O Bispo de San Cristobal de las Casas, no Chiapas, Dom Felipe Arizmendi, se uniu às duras críticas da Arquidiocese de Cidade do México em relação à nova Constituição de Cidade do México, e também colocou em discussão a legitimidade dos legisladores constituintes (veja Fides 7/02/2017). “Devemos saber quem são os redatores para apreciar seus progressos, mas também para recusar suas ideologias contra a vida humana e contra a família. Se foram escolhidos propositalmente, principalmente aqueles de certa tendência, não é nada de estranho que suas leis não reflitam as aspirações dos cidadãos, mas uma linha ideológica”, disse o Bispo.
Dom Arizmendi, que é Presidente da Comissão para a doutrina da fé da Conferência Episcopal do México, acrescenta que a Constituição já foi aprovada com o pretexto de apresentar a capital do México como cidade ultramoderna, mas pergunta: “sem qualquer consulta da população, que democracia é esta?”.
A nota enviada a Fides sinaliza que somente poucos dias atrás o editorial Desde la Fe, publicação da Arquidiocese da capital, definiu a nova Constituição de Cidade do México como “assassina”, porque permite “o abominável comércio do aborto”.
As críticas dos representantes da Igreja Católica não são as únicas. Vários grupos sociais e políticos questionaram o sentido profundo e a necessidade de uma nova constituição somente para a capital do México, mesmo que esta cidade seja grande e importante.

 

Fonte: Agência Fides

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