Amar e guardar a Palavra de Cristo!

    Na liturgia deste domingo sobressai a promessa de Jesus de acompanhar de forma permanente a caminhada da sua comunidade em marcha pela história: não estamos sozinhos; Jesus ressuscitado vai sempre ao nosso lado.

    No Evangelho(cf. Jo 14,23-39), Jesus diz aos discípulos como se hão-de manter em comunhão com Ele e reafirma a sua presença e a sua assistência através do “paráclito” – o Espírito Santo. O Evangelho é claramente místico: Jesus, antes de sua Ascensão, faz uma dupla promessa de permanecer par sempre com os seus discípulos: pela habitação interior do Pai e do Filho no coração do fiel: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará e nós viremos e faremos a nossa morada nele”(cf. Jo 14,23).  Depois, pela instrução do Divino Espírito Santo: “O Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito”(cf. Jo 14,26).

    A primeira leitura(cf. At 15,1-2.22-29) apresenta-nos a Igreja de Jesus a confrontar-se com os desafios dos novos tempos. Animados pelo Espírito, os crentes aprendem a discernir o essencial do acessório e atualizam a proposta central do Evangelho, de forma que a mensagem libertadora de Jesus possa ser acolhida por todos os povos. A questão central desta leitura é a necessidade ou não de ser circuncidado antes de poder entrar como pleno membro da Igreja. Se é assim que pensamos, nós nos enganamos. Esta leitura, que narra o decorrer da reunião do primeiro Concílio da Igreja e coloca numa carta as decisões lá tomadas, é seu cartão de sócio na comunidade da salvação. A salvação não era exclusividade apenas para os judeus, mas para todos aqueles que se convertessem e pedissem o batismo de salvação. Judeus e gentios, todos, ontem e hoje podem receber as bênçãos do Evangelho da vida.

    Na segunda leitura(cf. Ap 21,10-14.22-23), apresenta-se mais uma vez a meta final da caminhada da Igreja: a “Jerusalém messiânica”, essa cidade nova da comunhão com Deus, da vida plena, da felicidade total. Esta escatologia, uma visão de beleza e de esplendor da Nova Jerusalém, a noiva do Cordeiro, que desce do céu ornada para seu Esposo: “Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima, como o brilho de um jape cristalino”(cf. Ap 21,11).

    Pela Palavra de Jesus todos nós somos orientados para participamos da vida do Único e verdadeiro Deus, O de Jesus Cristo, para que abraçando o dom da fé consigamos descobrir quer a nossa origem quer o nosso destino, a nossa pátria definitiva. O encontro, a comunhão com a vida divina e eterna são o conteúdo da Palavra que com intensidade e fervor Jesus anunciou ou Apóstolos, discípulos e continua dirigindo à nós. Depois de tudo o que Jesus fez e falou, já não há motivos de dúvidas nem de desespero. Até porque a santidade do nosso viver ainda na terra é garantida pela força vivificadora do Espírito Santo. Cabe a todos os batizados, aos ministros ordenados, a mim e a você meu irmão, a você minha irmã ser obediente à Palavra feita Carne! Deixe a luz do Céu entrar no seu coração. Abra bem as portas da sua alma, do seu espírito para que transfigurado (a) pela Palavra fique cheio (a) de esperança de ver chegar a hora de vencer, triunfar sobre tudo e todos em nome e no poder de Jesus.

     

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