A arte de morrer bem, segundo Bento XVI

Secretário particular de Bento XVI disse a um jornal alemão que o Papa Emérito está “cheio de alegria de viver”, mas que trabalha a “arte de morrer bem”

Bento XVI tem pressa de morrer?

Em uma carta de 2 de outubro divulgada pela abadia de Wilhering, na Áustria, Bento XVI explica que foi “profundamente afetado” pela morte do padre Winkler, pessoa que o marcou por sua “alegria e profunda fé”. “Ele chegou agora ao outro mundo, onde tenho a certeza de que muitos amigos já o aguardam. Espero me unir logo a eles”, diz a carta.

Questionado pelo jornal alemão Bild sobre as palavras do Papa Emérito, seu secretário particular, Dom Georg Gänswein, negou que Bento XVI tenha qualquer esgotamento pela vida. Pelo contrário: “A arte de morrer bem faz parte da vida cristã. O Papa emérito tem trabalhado nisso por muitos anos”, disse o secretário.

Ele ainda afirmou: “[Bento XVI] está absolutamente cheio de alegria de viver. Ele está estável em sua fraqueza física, claro em sua cabeça e dotado de seu típico humor bávaro. Esta carta ‘veio do coração’, mas não significa que Bento XVI não tenha mais vontade de viver. Pelo contrário”, conclui o arcebispo alemão.

Preparar para morrer

No livro “Bento XVI: últimas conversas”, de 2016, o Papa emérito já explicava que se preparava para morrer. “Acho que temos que nos preparar”, respondeu ele. “Não quero dizer que haja atos específicos a serem realizados, mas que devemos viver por dentro sabendo que teremos que passar por um exame final diante de Deus. Que vamos deixar este mundo e nos encontrar diante Dele, diante dos santos, diante dos amigos e daqueles que não são amigos. Que devemos aceitar a finitude desta vida, admitir que nos aproximamos do momento em que nos apresentaremos diante de Deus.”

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