A alegria do Natal.

    Estamos, ainda, vivendo as alegrias da oitava de Natal. Acabamos de celebrar a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Como tive ocasião de dizer, Mãe de Deus, Mãe da Igreja e Mãe de cada um de nós, a Teotokos.
    Nascemos, como Nosso Senhor Jesus Cristo, dos ventres de nossas mães para sermos, junto em comunidade com todos os homens e mulheres de boa vontade, uma bênção e uma graça divina. Somos chamados a sermos um abrigo, um rosto resplandecente e compassivo que acolhe os que mais sofrem, na alegria de ir ao encontro dos que vivem nas hoje relembradas periferias existenciais, que até a chegada do Papa Francisco, eram esquecidas pelo mundo.
    No Natal lembramos que Jesus nasceu de Maria. Jesus, nosso Salvador e Príncipe da Paz é a maior bênção para todo o mundo.
    Muitas fragilidades humanas nos impedem de alcançar a graça da justiça. O Natal é tempo de nós irmos ao encontro da manjedoura. É tempo de nos abaixarmos ao presépio e contemplarmos a grandiosidade de Deus que se fez homem, em tudo igual a nós, exceto no pecado, para vivermos a autenticidade do discipulado do Redentor.
    Muitos ficam preocupados com as exterioridades do tempo de Natal. Trocam presentes. Fazem confraternizações. Participam de festas. Mais ficamos estarrecidos que diante da festa o único do dono da festa, Jesus, é esquecido na maioria das vezes. No Natal e na sua oitava, e a Igreja celebra oitava somente no Natal e na Páscoa, é importante ter consciência de que é Jesus que nasceu. É a Ele que se deve dar a glória, a honra e o poder pelos séculos dos séculos.
    Dentro deste ano santo jubilar somos chamados a viver a misericórdia e a ser a expressão da compaixão. Não uma coisa da boca da para fora. Mas em gestos concretos, sinceros de verdadeira conversão e de autêntica mudança de vida, particularmente, perdoando todos aqueles que são pedra em nosso caminho ou aqueles que precisam do nosso abraço.
    Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. O mistério da fé cristã parece encontrar nestas palavras a sua síntese. Tal misericórdia tornou-se viva, visível e atingiu o seu clímax em Jesus de Nazaré. Que o espírito de humildade e de fidelidade do Natal nos anime a termos gestos concretos de misericórdia neste ano santo que quer ser de paz e de acolhida. Vamos abrir nossas portas e nossos corações ao Menino Jesus, com diálogo e entendimento, procurando viver a fraternidade. Isso é Natal e se estende por todo o ano de 2016, com compaixão!

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