Primeiro domingo da quaresma

    Acabamos de iniciar um novo tempo litúrgico: a Quaresma. É um tempo privilegiado: são quarenta dias de preparação para a maior festa da cristandade: a Páscoa. Há uma série de símbolos novos neste tempo da Quaresma: a cor roxa dos paramentos; não é rezado o hino de louvor (O Glória); os cantos são próprios, propostos pela Campanha da Fraternidade, organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

    A liturgia nos convida ao jejum(cf. Mt 4,2), não somente para cumprir uma lei, mas como forma de nos tornarmos solidários com as pessoas que passam fome, que não têm o alimento necessário para o sustento de seu corpo. É tempo de mortificação, de renúncia, de sacrifício, apesar deque esses termos, na atualidade sejam muito pouco usados. É tempo de conversão, de mudança de mentalidade e do coração.

    A cada ano, a CNBB nos apresenta um tema bem presente na vivência do povo brasileiro para que meditemos, reflitamos e nos coloquemos em ação para realizar os objetivos da campanha.

    A narrativa do Evangelho deste domingo(cf. Mt 4,1-11) apresenta Jesus sob a imagem do novo Adão, porque vence o orgulho que pôs a humanidade contra Deus. Ele é o novo Israel, pois vence as tentações a que Israel sucumbira no deserto. Ele é o novo Moisés, porque supera as tentações de Moisés para ser o fundador e o guia do novo povo de Deus, a Igreja, que somos todos nós.

    O deserto das tentações é um resumo da experiência de Jesus durante todo o seu ministério. A narrativa tem o objetivo de mostrar o sentido dessas tentações.

    Todos nós temos grandes e pequenas tentações. Se somos fiéis, afastando-nos das situações menores que possam nos levar ao pecado, seremos fiéis também em fugir das grandes tentações. Que fiquemos atentos e que vivamos intensamente este tempo de mudança.

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