Nossa Senhora das Dores

    Celebramos no dia 15 de setembro, o Dia de Nossa Senhora das Dores, aquela que, mesmo vendo o seu Filho morrendo na cruz, não se desesperou e nem gritou, mas guardou tudo em seu coração. Ela estava em pé junto a cruz de Jesus. É claro que a dor de perder um filho é muito grande. Com certeza, Nossa Senhora sentiu uma dor profunda em sua alma — até por isso o título dado à Ela de “das Dores”. Mas Nossa Senhora conservava e guardava tudo em seu coração e sabia que tudo, o que estava acontecendo, era por vontade de Deus.

    Peçamos neste dia dedicado à Ela, que Nossa Senhora das Dores console todas as mães que perderam precocemente os seus filhos, seja por doença, seja para o mundo do crime e das drogas e até mesmo, nestes tempos em que vivemos, pela Covid-19.

    Que este momento, que não é fácil e que muitas vezes não temos palavras para consolar a quem perde um filho, que Maria seja o apoio e conforte todas as mães, dando-lhes o consolo necessário e forças para que elas guardem todos os fatos e acontecimentos em seus corações. A partir do momento em que elas “devolveram” os seus filhos para Deus, alcancem a compreensão de que Ele deu a vida e, agora, os resgatou para Ele.

    Nossa Senhora das Dores, também, conhecida como a Mãe Dolorosa, é um dos vários títulos que Nossa Senhora recebeu. Este se refere às dores que Nossa Senhora sofreu ao longo da sua vida terrestre, principalmente nos momentos da Paixão de Cristo. O culto a Nossa Senhora das Dores é bem antigo, remonta-se ao século XII. Daí nos vem a tradição de preparar a festa de Nossa Senhora das dores com o “setenário” contemplando as sete dores de Maria.

    Nossa Senhora das Dores, conhecida como a mãe da “Piedade”, tem expressa em seu rosto a piedade divina ao contemplar o seu Filho morrendo na cruz — assim como tantas outras dores que Ela sofreu durante a sua vida. Assim, somos convidados, a exemplo de Maria, a olhar com piedade, ou seja, com os olhos de Deus no que acontece na nossa vida, seja de bom ou de não tão bom assim.

    Maria é a Mãe de todos nós, diante da cruz, vendo o seu Filho sendo crucificado e, junto com Ela, o discípulo amado, Jesus dá a missão de Maria ser a Mãe de todos os homens. Ele diz a João: “Filho, eis a tua mãe” e diz a Maria: “Mulher, eis o teu filho”. Ao entregar à sua Mãe ao discípulo amado, Ele entrega a toda a humanidade. E, ao discípulo, acolhê-la consigo, é toda a humanidade que a acolhe.

    Por isso, Ela é a Mãe de Deus e nossa, pois ela assumiu a condição de ser a Mãe do Filho de Deus e, consequentemente, é Mãe da humanidade inteira ao acolher João consigo. Ao se encontrarem, Mãe e Filho, ambos trocam olhares e um compreende a missão do outro — Maria ao aceitar ser a Mãe do Filho de Deus, conhecia a missão que iria abraçar e Jesus sabia por que veio ao mundo. Maria não se desespera. Ao contrário. Em silêncio, contempla o seu Filho.

    Assim, Ela faz agora, lá do céu, intercedendo por cada um de nós, sendo aquela Mãe que consola as nossas dores e sofrimentos, sobretudo daquelas mães que perderam os seus filhos. E, lá no céu, Ela contempla o seu Filho e os cruzam assim como cruzaram aqui na Terra. Um olhar de amor e compaixão.

    Ao vermos a imagem de Nossa Senhora das Dores, observamos uma espada cravada em seu peito. É a imagem das dores que Maria passou durante a sua vida terrestre, principalmente ao ver o seu Filho sendo morto numa cruz.

    Quantas mães hoje não sentem uma espada atravessar a sua alma quando se deparam com seus filhos mortos? Principalmente nas violências, para as drogas, roubos, acidentes de carro, tantos jovens que tão precocemente perdem a vida. Mas Maria ensina e nos dá coragem a superar as dores assim como Ela superou.

    Nesse momento tão difícil para a humanidade, com a pandemia da Covid-19, somos convidados a nos unir à Cruz de Cristo e a sermos consolados por Nossa Senhora das Dores, que, por meio Deles, tenhamos a certeza da vida eterna. Todos nós somos passageiros aqui na Terra e almejamos viver eternamente ao lado de Deus. Que sejamos alimentados pela fé e pela esperança na ressurreição.

    Que a Virgem das Dores, que é a nossa Mãe, nos protega e console a todos que passam por momentos de tribulação. Que Ela nos inspire a viver o nosso apostolado, construindo aqui na Terra, o Reino de Deus. Amém.

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