Celebramos mais uma Páscoa do Senhor Ressuscitado. A liturgia deste domingo celebra a ressurreição de Jesus. Proclama a vitória da Vida sobre a morte, do Amor sobre o ódio, do Bem sobre o mal, da Verdade sobre a mentira, da Luz sobre as trevas. Garante-nos que a morte não pode prender quem aceita fazer da própria vida um dom de amor. É do amor que nasce a Vida plena, a Vida em abundância, a Vida verdadeira e eterna.
Celebramos hoje o núcleo central de nossa fé: Cristo morreu e ressuscitou, Ele vive para sempre e nos resgatou da morte por sua Ressurreição. Deixemos nos encher pela alegria que brota da vida nova em Cristo, pois, banhados nele, somos uma nova criatura. O “aleluia” pascal que entoamos é o canto novo da vitória da vida, que triunfa sobe toda a situação de morte e opressão deste mundo.
Na primeira leitura – Atos 10,34.37-43 – Pedro, em nome da comunidade, apresenta o exemplo de Cristo que “passou pelo mundo fazendo o bem” e que, por amor, fez da sua vida um dom total a Deus e aos homens. Por isso, Deus ressuscitou-O: o caminho que Jesus percorreu e propôs conduz à Vida. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este “caminho” a todos os homens. Pedro, em sua catequese, apresenta uma catequese que sintetiza a vida de Jesus: ungido para a missão, passou a vida fazendo o bem, foi perseguido e morto injustamente pelas autoridades judaicas e romanas, mas Deus o ressuscitou e Ele está presente na vida da comunidade.
O Evangelho – Jo 20,1-9 – convida-nos a olhar para o túmulo vazio de Jesus e a “acreditar”: o verdadeiro discípulo de Jesus, aquele que o conhece bem, que entende a sua proposta e está disposto a segui-l’O sabe que a forma como Ele viveu e amou não podia terminar no túmulo, no fracasso, no nada. Por isso, está sempre preparado para acolher a Boa notícia da ressurreição. Maria Madalena anuncia que o túmulo está aberto. Dois apóstolos vão e constatam o fato: Pedro só vê as aparências; o discípulo amado, iluminado pela fé, vê além das aparências e acredita. A ressurreição nos leva a sair do nosso egoísmo e voltar-nos para as coisas novas. Maria Madalena, apóstola dos apóstolos, é a primeira a reconhecer que algo mudou: o túmulo já não detém a vida.
A segunda leitura – Cl 3,1-4 – ensina que os cristãos, unidos a Cristo ressuscitado pelo batismo, morreram para o pecado e nasceram para a Vida nova. Ao longo da sua caminhada pelo mundo, devem dar testemunho dessa Vida nova nos seus gestos, no seu amor, no seu serviço a Deus e aos homens. Se ressuscitamos com Cristo, somos convidados a viver a vida nova da sua ressurreição, já não presos às coisas da terra, mas buscando as coisas do alto: os valores que Jesus viveu e pregou e que constituem o Reino anunciado por Ele.
O testemunho dos discípulos e da Igreja – “vi Cristo ressuscitado, o túmulo abandonado” – ecoa em nossos corações como fundamento de esperança e de uma vida renovada. Jesus, vencedor da morte, abriu-nos as portas da eternidade. O texto evangélico não apenas nos revela como os primeiros discípulos alcançaram a fé no Cristo ressuscitado, mas também quer semear essa fé em nosso próprio caminho de discípulos.
A Páscoa é a festa do triunfo que passa pela cruz. É o Ressuscitado, “pedra que os construtores rejeitaram”, que nos vem a esperança de um mundo melhor para todos. Esperança que jamais desilude! Santa Páscoa para você e a sua família!




