Alguns se sentem desconfortáveis em evangelizar, por diferentes razões. Mas, ao se recusarem a embarcar nessa aventura extraordinária, eles estão se afastando da fonte da vida cristã. Porque embarcar no caminho da missão é a melhor maneira de progredir espiritualmente!
Somos tentados a considerar a evangelização como uma atividade de outra pessoa. Alguém que é mais avançado que nós em sua jornada de fé, ou mais jovem, ou mais maduro, ou mais disponível, ou mais instruído.
Ousemos considerar a evangelização não como o resultado, mas como a fonte do nosso relacionamento com o Senhor. Precisamos dizer apenas uma palavra: “Senhor, abre meus lábios, e minha boca anunciará o seu louvor”.
Uma fonte de alegria
Evangelizar é implantar em si a presença do Espírito Santo. É ele que nos faz dizer “Pai”, nos faz reconhecer que Jesus é Deus, somente ele abre nossos lábios e traz o louvor às nossas palavras. Tornar o Senhor conhecido pelas nações é proclamar o louvor do seu nome.
O Espírito Santo nos dá sua força para ousar falar com alguém que não conhecemos e dizer: “Você conhece Jesus? Ele é seu Salvador!”. Ele nos dá inteligência e sabedoria para falar com delicadeza, vem se fazer presente em nós e nos inspira, a partir do momento que pedimos e utilizamos os seus dons.
Evangelizar não é apenas dar a alguém a chance de conhecer o Senhor e a Igreja, é ao mesmo tempo ser vivificado por dentro. É por isso que a evangelização através do anúncio é uma fonte de alegria.
O desejo de evangelização também aprofunda em nós o desejo de intimidade com o Senhor. Se formos transmitir a fé a um pequeno grupo de crianças, jovens ou transeuntes, será que devemos fazer um discurso, que acabará se transformando em uma aplicação mecânica de receitas sobre o que fazer?
Certamente que não! Na verdade, é a pessoa viva de Jesus que mostrará seu rosto se o nosso coração bater junto ao dele. O coração de Jesus – cuja doçura, imensa misericórdia, e poder salvador queremos tornar conhecido – os alcançará se esse mesmo coração ainda fala conosco, nos apaixona e nos surpreende a cada dia.
Proclamar o Cristo Ressuscitado
É por isso que a evangelização é um motor da oração. Ela faz você querer passar um tempo com o Senhor pois, “o que teríamos a dizer, Senhor, se não o conhecemos?”.
Por isso teremos que conhecê-lo! Precisamos nutrir a nossa fé, nutrir a inteligência de nossa fé, se queremos tocar a inteligência daqueles com quem falamos.
É quando a teologia não significa apenas um discurso para iniciados, mas um imenso tesouro que revela diante de nós a coerência dos mistérios os quais queremos testemunhar.
Entramos no imenso projeto de Deus para nós, entendemos que salvação ele nos promete e por que proclamamos um Cristo ressuscitado.
Evangelizar não é o último passo na vida de um cristão, pelo contrário, é a fonte. É uma escola de humildade – porque é aí que todas as nossas falhas saltam aos nossos olhos – e também de santidade, porque a fé que proclamamos só tocará os corações do mundo se nós mesmos a colocarmos em prática.
Jeanne Larghero