Cidades com vacinação em massa quase zeram mortes por covid

Basilica of Our Lady of Geneva. Christians wearing surgical mask at mass.

Cerca de 150 milhões de doses aguardam os brasileiros para o reforço

Atualmente, no Brasil, cerca de 1,5 milhão de doses de vacina estão à disposição para pessoas que já receberam a primeira. O que significa 1,5 milhão de vidas que podem ser poupadas, sem contar o efeito cascata, uma vez que vacinadas essas pessoas têm menos da metade de probabilidade de transmitir o vírus. Segundo especialistas, os motivos que levam cidadãos a evitarem a segunda dose varia entre confusão com as datas na carteirinha de vacinação, fake news e medo de reações adversas.

Eu mesmo tomei a minha primeira dose há três semanas e passei o dia seguinte inteiro na cama, com 38 de febre, suando frio, como se tivesse contraído o próprio vírus. Mas além de não ter contaminado ninguém, o meu sofrimento durou apenas 24 horas. O que não é nada se comparado aos casos mais graves de infecção, como o do ator Paulo Gustavo, que passou 50 dias internado, entubado, respirando por cilindros de oxigênio, e veio a falecer. Em cerca de seis meses de vacinação no mundo e cinco no Brasil, não houve absolutamente nenhuma morte comprovadamente causada pela vacina. Já pelo vírus, foram registradas até o momento 3,74 milhões de óbitos no mundo e 474 mil só no Brasil. Ou seja, é preciso usar a cabeça.

Laboratório urbano

Pegue Nova York, por exemplo, que durante a maior parte da pandemia no ano passado foi o epicentro do coronavírus no mundo, batendo recordes diários de mortes. Desde janeiro, quando os Estados Unidos começaram uma massiva campanha de vacinação em massa, os índices de contágio e de óbitos vêm despencando no país. Nesta segunda, Nova York comemorou seu primeiro dia sem mortes de Covid-19 em um ano e três meses. Com taxas de óbitos reduzidas a 95%, a cidade vai aos poucos retomando sua efervescência natural. Mas não precisamos sair do país por mais exemplo da eficácia da vacinação em massa.

A 80 km de Franca e na Região Metropolitana de Ribeirão Preto, cidades no interior paulista com a UTIs há meses beirando o colapso, em constante ameaça de um segundo lockdown, está o município de Serrana, que se tornou um oásis em meio à castigada região, com flexibilizações constantes e clima de otimismo no ar. Com 45 mil habitantes, a pequena cidade seguia no mesmo ritmo das vizinhas maiores, quando foi eleita para servir de “cobaia” para um estudo do Instituto Butantã que visava avaliar a eficácia da Coronavac quando aplicada em massa.

Vitória

Em um mês o número de mortes em Serrana caiu também 95%. E isso é o que mais importa. Embora seja possível sofrer os sintomas da infecção mesmo após depois de vacinado, o imunizante elimina as chances de sintomas graves, o que pode levar à intubação, e de morte. Com a população vacinada, o vírus aos poucos vai deixando de circular e assim podemos encontrar uma saída da pandemia. O projeto-piloto foi tão bem-sucedido que a partir do próximo dia 20 será aplicado na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, com 4.180 moradores.

Vale sempre lembrar que o Brasil está na iminência de uma terceira onda e não podemos nos dar ao luxo de esperar que vacina tomar. Enquanto alguns ainda não podem se vacinar, todos precisam continuar adotando medidas preventivas como distanciamento social, uso de máscara e álcool gel. Essa batalha é coletiva e só será vencida se todos colaborarem.

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