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sábado, 5 abril, 2025.
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Camarões: pastoral carcerária gera verdadeira conversão

Irmã Orencya, das Irmãs Palotinas, atua desde de 2009 na Igreja em Camarões; ela é missionária no ambiente carcerário. Assim, a irmã visita os prisioneiros duas vezes por semana na Prisão Central de Bafoussam. Esta penitenciária é composta por uma ala de mulheres, uma ala de homens adultos e outra ala de jovens; são cerca de 1000 prisioneiros.

Há uma comunidade cristã na prisão há 20 anos. Esta comunidade é então animada por um capelão, por voluntários da Associação Justiça e Paz, por noviços dos Padres Xaverianos, pela Irmã Orencya e por catequistas. Eles não só escutam atentamente aos detentos e levam ajuda material (remédios, roupas, comida), como também organizam momentos de oração, catequeses e Missas. Ademais, esta comunidade leva o nome do Beato Marcel Callo.

Detentos testemunham verdadeira conversão

Em 2017, a Fundação Pontifícia ACN financiou a reforma dessa capela. Vários internos então escreveram cartas de agradecimento. Aqui estão alguns trechos:

“Vocês de fato transformaram nossa capela em um paraíso”.

“Muitos dos fiéis se converteram e muitos daqueles que não vinham à igreja são agora os primeiros a irem na capela no dia do Senhor. Vocês atraíram, sobretudo por meio de suas ações, almas que tomaram a firme decisão de mudar e de serem batizadas”.

“Como Deus nunca abandona Seus filhos quando eles clamam por ajuda, Ele enviou um anjo entre nós: Irmã Orencya, a fim de ouvir nossos gritos e transmiti-los a vocês. Obrigado por tudo que fizeram por nós, detentos. Muitos prisioneiros, por exemplo, se converteram porque houve melhora da nossa vida no ambiente carcerário. Isso também porque muitos de nós frequentam as aulas de catequese e fazem parte de grupos de oração da nossa Comunidade de Marcel Callo. Recebendo tão grande apoio de vocês, entendemos que não estamos abandonados, apesar de nossas falhas; e que o Senhor está sempre conosco. Graças a Deus e a vocês, sou feliz por viver minha detenção na paz, alegria e amor de Cristo”.

“Deus me permitiu entrar nesta prisão para conhecê-lo. Lá fora, eu vivi na devassidão. Nesta prisão, eu estou em um caminho de conversão e mudança radical da minha mentalidade. Tudo isso graças a Deus, que por meio de vocês manifestou Sua bondade na minha vida”.

O capelão da Comunidade de Marcel Callo agradece

Em sua carta de agradecimento, o capelão explica a escolha do santo padroeiro: Marcel Callo.

“Marcel Callo foi deportado pela Gestapo alemã para os campos de concentração na Alemanha. O motivo: seus acusadores afirmaram que ele era cristão. Ali ele morreu com apenas 23 anos. Durante sua detenção, ele dedicou seu tempo a servir seus irmãos. Hoje – seguindo a Cristo por meio das orações diárias, das celebrações eucarísticas dos sacerdotes do Sagrado Coração e da participação na catequese – a Comunidade de Marcel Callo continua o trabalho de evangelização no interior da prisão. Esse ambiente é fonte de alegria para todos“.

A ACN prometeu continuar apoiando a pastoral carcerária em Camarões e acaba de aprovar um projeto para o cuidado pastoral de prisioneiros nas principais penitenciárias de Kumbo e Nkambe, na área anglófona do país.

 

Fonte: ACN

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