O Dia Mundial da Saúde, celebrado todos os anos em 7 de abril, marca o aniversário de fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948 e a cada ano se concentra em uma preocupação específica de saúde pública. Em 2025, a OMS incentiva uma campanha sobre saúde materna e neonatal. A iniciativa, intitulada Inícios saudáveis, futuros esperançosos, incentivará os governos e a comunidade da saúde a intensificar seus esforços para acabar com as mortes maternas e neonatais e priorizar a saúde e o bem-estar de longo prazo das mulheres.
Saúde como direito humano
O Conselho de Economia da Saúde para Todos, da OMS, constatou que pelo menos 140 países reconhecem a saúde como um direito humano em suas constituições. No entanto, os países não estão conseguindo aprovar e implementar leis para garantir que suas populações tenham o direito de acessar os serviços de saúde. Isso corrobora o fato de que pelo menos 4,5 bilhões de pessoas (mais da metade da população mundial) não estavam totalmente cobertas por serviços essenciais de saúde em 2021.
Segundo a OMS, nas Américas, quase 30% da população tem necessidades de saúde não atendidas, uma situação que é agravada nos países de baixa renda e nas comunidades mais vulneráveis. Diante disso, para garantir o acesso equitativo aos serviços de saúde, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recomenda a transformação dos sistemas de saúde com base na atenção primária à saúde (APS), um modelo centrado nas pessoas e nas comunidades, focado na saúde, não na doença.
Também pede que sejam abordados os determinantes sociais e ambientais que condicionam a saúde, o bem-estar e a equidade em saúde de indivíduos e comunidades por meio de ações intersetoriais. Outras recomendações para garantir o acesso equitativo aos serviços incluem aumentar o investimento na saúde para pelo menos 6% do PIB, investir 30% destes recursos no primeiro nível de cuidados e eliminar pagamentos diretos no local de cuidados.
Acesso à saúde plena e integral

A Bula do Jubileu da Esperança, convocado pelo Papa Francisco, no número 11, enfatiza que é importante oferecer aos doentes sinais de esperança e vida nova, aliviando os sofrimentos, mas também encorajando os próprios doentes a viver e transmitir a esperança viva da presença do Senhor nas suas vidas que embora fragilizadas ascendem a chama viva do infinito amor:
“Um olhar especial há de se manifestar a todos aqueles que se encontram em condições de vida extenuantes, ou sofrem patologias ou deficiências que limitam fortemente a autonomia pessoal”.

Dom Roberto Ferrería Paz, bispo referencial da Pastoral da Saúde, exorta para que a exemplo do Papa Francisco levemos o abraço da esperança, que “nos fortalece nas tribulações, nos faz descobrir a compaixão do Deus da misericórdia, e nos torna a todos: doentes, enfermeiros/as, médicos/as, administradores, acompanhantes e ministros espirituais em anjos de esperança que cuidam um dos outros e fazem brilhar a luz divina, que cura, restaura e consola”.
De acordo com ele, o cuidado para com todos aqueles que se encontram em condições de vida extenuantes, ou sofrem patologias ou deficiências que limitam fortemente a autonomia pessoal, é um verdadeiro hino à dignidade humana, um canto como o Magnificat que eleva os pequenos e oprimidos pela dor ou o esquecimento.
“O Jubileu deverá inspirar também gestos comunitários e sócio transformadores, que ampliem a rede de acolhida, atenção e salvaguarda da vida dos doentes, garantindo o acesso à saúde plena e integral”.
Pastoral da Saúde
A Igreja no Brasil conta com uma pastoral social e que desenvolve o seu trabalho voltado à saúde, com foco em três áreas de atuação: solidária, comunitária e sócio-transformadora. Trata-se da Pastoral da Saúde que foi instituída oficialmente no dia 9 de maio de 1986.
Entre as suas finalidades estão a de coordenar e subsidiar ações pastorais e sociais de assistência espiritual aos enfermos, familiares e profissionais da saúde e realizar atividades de capacitação, como cursos, palestras, fóruns, seminários e outras atividades educativas, individualmente ou em parceria com órgãos e instituições públicas e privadas.
Neste ano de 2025, ocasião em que se celebra o Jubileu da Esperança, dom Roberto Ferrería Paz, bispo referencial da Pastoral da Saúde, convoca os agentes sanitários que acompanham ao mundo da saúde, a participar das atividades de peregrinação em Roma, especialmente a do Dia Mundial da Saúde, nos dis 5 e 6 de abril, e dias 28 e 29 de abril a data das pessoas com deficiências.
“Agora junto ao grito dos pobres e da Terra que ressoam na CF 2025, assumamos como missão a defesa da vida saudável para todos(as), construindo a fraternidade universal na partilha, comunhão dos bens e recursos da saúde”.
Por Larissa Carvalho / Com informações da OMS