Texto Referencial: Então Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. (Mt 16, 24-25).
1 – Jesus deixara bem claro, que de fato, ele era o Messias – “O Filho de Deus vivo”. Não podia haver dúvidas, em relação a isso. Nunca, jamais. Por isso, ele se revelara paulatina e progressivamente, por palavras e sinais (milagres). Jesus, o fez conscientemente. Antes, os discípulos deveriam saber bem, quem ele era, para então, poder revela-lhes o aspecto mais difícil e até cruel, de sua missão: a crucificação, morte e muito sofrimento.
2 – É claro que seus discípulos, não estavam engrado, de aceitá-lo, até porque, poderia sobrar também para eles, como de fato aconteceu. Pedro – sempre ele – reagiu falando em nome do grupo. Isso não. Nunca. Penso até que nós todos faríamos o mesmo. Sofrer certamente não é próprio de nossa natureza; contudo, mesmo que não o desejando, ou não o querendo, dia mais, dia menos, ele virá. Toda matéria sofre desgaste, mais ainda o corpo humano feito de carne e osso.
3 – Jesus reagiu, com certa violência chamando-o (Pedro) de satanás. Este, certamente, não quer nosso bem. É função dele, desviar. Fê-lo desde o início, com Adão e Eva os maiores males da humanidade: homicídios, abortos, chacinas, revoluções e guerras têm em última análise o ponto de partida e presença dele.
4 – Que mais manifestou Jesus? A necessidade, nossa de segui-lo, de imitá-lo; renunciando ao que não convém, começando com o carregar nossas cruzes, entre elas, a da preparação de nossa morte. Envelhecer é bom. Mas isso nos aproxima de nossa morte também. Sem querer tornar-me pessimista, devo afirmar: nascendo choramos, e morrendo, cálidas lagrimas podem sulcar nossas já cansadas faces.
5 – Renunciar é também um verbo, que geralmente, não consta em nosso vocabulário, mas quem quiser defender sua saúde sabe o que deve fazer: não comer e beber demais. Não trabalhar demais nem dormir demais. Contudo para ganhar mais na vida convém perder menos tempo estudar e trabalhar mais.
6 – Não podemos fazer mal negócio, em se tratando do sentido de nossa vida que costuma ser curta pois não convém trocar a eternidade pela vida presente. Seria mal negócio. Não podemos esquecer-nos do evangelho a ser vivido: seria mal negócio também. A Deus, ninguém conseguirá enganá-lo, nem da prestação de contas, alguém escapará. Deus é bom, infinitamente bom, mas também infinitamente juntos. Cabe então escolher, entre tê-lo como amigo, ou então como juiz. Tê-lo meramente com o juiz, repito eu, mal negócio, aliás é péssimo.
7 –Onde e como quero passar a eternidade? Bem: a escolha é minha e a graça não me (nos) faltará. Quem avisa, amigo é. Felicidades na escolha.



