Texto referencial: “Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e disse-lhe: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?”. (Mt 14,30-31)
1 – O Evangelho de hoje, não somente, fala de uma situação do passado, dos tempos apostólicos, mas retrata outros sim, e muito bem, situações de não poucos discípulos de Cristo, de nossos tempos: interesseiros, queriam eles outrora que Jesus despedisse a multidão, pois temiam que viesse a falta-lhes pão, ou seja comida. Hoje, nos falta as vezes sensibilidade social ou religiosa e precisamos andar não mais sobre a água, mas percorrer os caminhos tortuosos de nosso tempo. Por isso, Jesus nos repete, também hoje: não temais, sou eu mesmo. Devesse também acrescentar: vinde a mim, vós todos que estais estressados, eu vos aliviarei.
2 – Não envergonhamos, não poucas vezes também hoje ao mestre, ou a comunidade com as nossas atitudes ainda semelhantes à dos apóstolos de outrora? Parece até que estamos vendo fantasmas… como outrora. Quando a fé é pouca os problemas costumam avolumar-se ainda mais. E assim os fantasmas se aproximam. É preciso então, convidar Jesus a entrar em nosso barco e nele permanecer, pois sozinhos sucumbiremos.
3 – Pedro, a seu tempo pediu ajuda ao mestre e foi socorrido. Quis andar sobre as águas, quando ainda não sabia nem caminhar bem em terra firme. Ouviu então: “homem de pouca fé porque duvidaste?” o que o Senhor então nos deveria repetir hoje? Sim é preciso aprender a caminhar antes com o Senhor em terra firme também hoje, pois até ali já existem não poucos problemas para um autêntico discipulado de Cristo: na fé, na vida sacramental e na evangelização.
4 – Pedro é o representante legitimo, de todos os homens superficiais na fé, tentando enfrentar as procelas da vida, contando distantes do mestre quando não bastante auto-suficientes. Vivemos hoje não poucas vezes, mais de saudades religiosas do que de autêntica e aprofundada vivência do chamado de Cristo: “vinde e seguir-me”. não podemos jamais confundir a verdadeira alegria e felicidade cristãs, com a euforia das festas juninas tão bem típicas de nossas comunidades. Pelo contrário, é preciso permanecer no barco de Jesus – hoje a Igreja – para aprender e assim se convencer de que somente Cristo é verdadeiramente o Filho de Deus – o Salvador. 4.1Cabe-nos então indiscutivelmente orar mais, viver melhor os sacramentos e urgentemente aprofundar melhor o discurso da fé, bem como o ensinamento do catecismo católico. Estamos indubitavelmente vivendo na pós-modernidade, tanto religiosamente insegura quanto culturalmente agressiva.



