Texto Referencial: “Respondeu-lhe ele. “Quem é, senhor, para que eu creia nele?” Jesus disse: “Tu o estás vendo, é aquele que está falando contigo”. Exclamou ele: “Eu creio, Senhor!” E prostrou-se diante de Jesus”. (Jo 9,36 -38).
1 – O presente texto é a narração de um milagre (a do cego), ou a conversão de um cego espiritual? É uma coisa ou outra ou até ambas? João não fala em (milagres), mas em (sinais). De quê? de quem? Do poder de Jesus, o Salvador da humanidade. Aquele homem, até podia ser cego, mas certamente não era nem surdo nem mudo, nem tampouco autossuficiente ou desobediente. Teve a felicidade de se encontrar com Jesus.
2 – Os apóstolos de outrora logo queriam saber a causa de sua cegueira. Ele pecou? ou então seus pais? Nós geralmente buscamos pecadores, para acusá-los. Jesus, vai ao encontro deles para curá-los. Convertê-los. Também hoje, há juízes demais e cristãos profetas de menos. Parece muitas vezes, que somos mais discípulos de Moisés do que de Jesus Cristo. Somos acusadores de outros e esquecemos também, que nós somos pecadores e quiçá, piores do que aqueles que acusamos. Preferimos colocar os que falham antes na prisão, do que levar os doentes aos hospitais, ou então os pecadores ao Evangelho, a Jesus.
3 – Não nos comprometemos com a missão salvadora, ou a felicidade dos sofredores. Imitamos o pai do cego. “Ele tem idade, perguntem a ele”. Ou então buscamos cisco no olho dos coitados e esquecemos que a trave está em nossos olhos. Somos a edição moderna dos fariseus de outrora ou então dos doutores da lei. Então os cegos continuam cegos e os pecadores sendo apenas acusados e não convertidos.
4 – Jesus perguntou ao cego “tu crês no filho do homem?” Ele, então questionou quem é senhor para que eu creia? Jesus, lhe respondeu: “Sou eu que falo contigo” exclamou ele então: “Creio Senhor”. E prostrou-se diante dele. Para quê? Certamente para adorá-lo. Ele, entrou como o cego de nascença na história, mas saiu como homem renovado. Como discípulo de Jesus.
5 – Quem são os cegos de hoje e quem os fariseus os sumos sacerdotes, a resposta é minha – tua – e nossa? Não nos enganemos então.


