Nossa Senhora Rainha

    Celebramos neste dia 22 de agosto a memória litúrgica de Nossa Senhora Rainha: é um reconhecimento à Deus por nos ter dado Maria como Mãe e ter permitido que ela gerasse o nosso Salvador em seu ventre. Ela, de fato é a nossa Rainha, pois foi Mãe do nosso Rei.

    Invocamos Nossa Senhora como Rainha na oração da Salve Rainha, ela é nossa advogada e a nossa intercessora junto a Deus. Na ladainha dedicada a Nossa Senhora dizemos: Rainha dos apóstolos, rogai por nós, Rainha dos patriarcas, rogai por nós, Rainha dos profetas, rogai por nós. Por isso, desde sempre ela é nossa Rainha e escolhida por Deus dentre tantas mulheres para ser a cheia de graça.

    Nossa Senhora Rainha é um título dedicado à Nossa Senhora a exemplo dos outros tantos concedidos a mãe de Jesus. Diferentemente dos outros títulos que são relacionados aos lugares que ela apareceu, esse de Nossa Senhora Rainha é mais uma “invocação”, agradecendo a sua intercessão materna por todos nós e por ser a nossa Rainha.

    Do mesmo modo que celebramos Cristo Rei em novembro, no encerramento do Tempo Comum, celebramos agora em agosto Nossa Senhora Rainha na semana da Assunção de N. Sra. Se o filho é Rei, a Mãe é Rainha. Ela é Mãe de Deus, a escolhida, por isso, a invocamos como Rainha. Ao invocarmos Nossa Senhora como Rainha, não a colocamos num patamar acima do que deveria estar, pelo contrário, Ela continua sendo a humilde serva do Senhor e não a colocamos como uma Rainha comum, aqui da terra, que “manda” e os servos obedecem, mas Ela é uma Rainha que ensina e educa os seus filhos.

    A memória litúrgica de Nossa Senhora Rainha é celebrada oito dias após a festa da Assunção de Nossa Senhora ou menos de acordo com o país. Sendo assim, ao longo do mês de agosto celebramos duas festas dedicadas a Maria: Nossa Senhora da Assunção e Nossa Senhora Rainha. O mês de maio é o mês Mariano por excelência, mas como em maio já acontecem outras festas marianas, foi escolhido pela Igreja celebrar Nossa Senhora Rainha em agosto. Nossa Senhora da Assunção é assunta aos céus como Rainha, levada pelos anjos de Deus e se senta ao lado de seu filho Jesus, por isso, entre os oito dias após a festa da Assunção a Igreja celebra a memória litúrgica de Nossa Senhora Rainha. Ela é a Rainha do céu e da terra.

    Além do mês de agosto ser dedicado as vocações sacerdotais, religiosas, matrimonial, ministérios leigos e de catequista, Nossa Senhora intercede por todas as vocações, pois o sim que é dado para assumir uma vocação é a exemplo do Sim que Nossa Senhora deu à Deus.

    A festa de Santa Maria Rainha foi instituída pelo Papa Pio XII, na Carta Encíclica “Ad Caeli Reginam”, no dia 11 de outubro de 1954, para que fosse celebrada em 31 de maio fechando o mês dedicado a Maria. Mas, em virtude da reforma pós-conciliar, e das outras festas dedicadas à Maria no mês foi transferida como memória para os oito dias após a festa da Assunção de Nossa Senhora. Apesar disso, desde o início da Igreja o povo de Deus venera Nossa Senhora como Rainha do céu e da terra, conforme expressamos na oração da Salve Rainha.

    Nossa Senhora é a portadora da graça divina, dessa forma, a Igreja convida a todo o povo a não a invocar somente como Mãe e sim como Rainha, porque Ela foi coroada com o duplo diadema, de virgindade e maternidade divina. Peçamos a intercessão da Virgem Maria por todos nós e rezemos além da Ave-Maria ao longo dia a oração da Salve Rainha.

    O intuito de celebrar a festa de Nossa Senhora Rainha é um reconhecimento de Maria como a Mãe de Deus. Dessa forma, contribuímos para que se conserve, consolide e torne-se perene a paz a todos os povos. No século XX, começaram os movimentos para a proclamação de Nossa Senhora Rainha do Universo, a partir de três congressos marianos daquela época. O grande precursor foi o Papa Pio XI, que na conclusão do ano Santo de 1925, proclamou a festa de Cristo Rei.

    Algum tempo depois, uma mulher chamada Maria Desideri, por volta do ano 1930, em Roma, deu início ao movimento “Pro regalitatae Mariae”, com o intuito de recolher petições de todo mundo em favor da instituição da festa. Vendo todo esse movimento, o Papa Pio XII instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora Rainha.

    Um mês depois, em 1954, o Papa Pio XII pronunciou um importante discurso em honra de Maria Rainha, antes de fazer uma comovente oração e a coroação da Venerada imagem de Maria “Salus Populi Romani” (Salvação do povo Romano) hoje tão querida do Papa Francisco que reza diante desse icone na saída e na chegada de suas viagens.

    Certamente, Pio XII recordava da ajuda que recebera de Nossa Senhora quando – invocada durante a Segunda Guerra Mundial –, evitou que Roma fosse alvo de uma batalha final entre alemães e aliados. Pio XII inaugurou a tradição da homenagem a Maria por parte dos Papas, no dia 8 de dezembro, e isso permanece até hoje com grande devoção.

    Nossa Senhora pode ser invocada como a “Rainha da Paz”, sempre diante de uma situação de conflito ou de guerra podemos pedir a intercessão de Nossa Senhora para que Ela traga a paz. Nossa Senhora inclusive quando aparece aos pastorinhos em Fátima pede para que eles rezem à Deus pela paz mundial. Por isso, não desistamos de rezar pela paz e de pedir a intercessão materna da Mãe de Deus.

    Celebremos com alegria a memória litúrgica de Nossa Senhora Rainha, e peçamos que ela continue protegendo a humanidade inteira de tudo perigo, nos guardando na paz. Peçamos a Nossa Senhora que sempre traga consigo o seu filho Jesus, Amém.

    Nossa Senhora Rainha da paz, rogai por nós!

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