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São Paulo
quarta-feira, 17 outubro, 2018.

Papas

A origem do nome "Papa"

O nome Papa foi dado originalmente a todos os bispos da Igreja Católica. Aos poucos, foi reservado ao bispo de Roma, que é também patriarca do Ocidente e primaz da Itália. O Papa é o chefe da Igreja Católica. É também soberano temporal: seu domínio é o Vaticano. Nessa qualidade, tem, junto a si, um corpo diplomático. Sua veste habitual é a sataina branca. Entre os ornamentos que lhe são reservados, há a tiara e o anel chamado do Pescador (que é São Pedro). Seu principal colaborador é o secretário de Estado.
Das organizações do tempo do Império Romano, o Papado é a única que se manteve até hoje.

A escolha do Papa

Como é eleito um Papa

A princípio, a escolha do Papa era feita pelo povo de Roma e depois ratificada pelo clero romano. No caminho do Papado, tal instituição também sofreu abalos, e no século IX, Oto, o Grande, da Alemanha, decidira modificar as normas, submetendo a escolha do Papa ao seu arbítrio. E em 1059, Nicolau II resolve a situação com um decreto que reservava aos cardeais o direito da eleição do Papa. Em 1112, a Concordata de Worms resolve novamente a respeito da investidura do Papa, determinando que os bispos seriam eleitos pelo clero e pelo povo e que o rei renunciaria à investidura pelo báculo e pelo anel.

Todos os Papas

ORDEMNOMENATURALIDADEINÍCIOTÉRMINO
São PedroBetsaida067
São LinoTúscia6776
Santo AnacletoRoma7688
São Clemente IRoma8897
Santo EvaristoGrécia97105
Santo Alexandre IRoma105115
São Sisto IRoma115125
São TelésforoGrécia125136
Santo HiginoGrécia136140
10°São Pio IAquiléia140155
11°Santo AnicetoSíria155166
12°São SoteroCampânia166175
13°Santo EleutérioEpiro175189
14°São Vitor IÁfrica189199
15°São ZeferinoRoma199217
16°São Calisto IRoma217222
17°Santo Urbano IRoma222230
18°São PoncianoRoma230235
19°Santo AnteroGrécia235236
20°São FabianoRoma236250
21°São CornélioRoma251253
22°São Lúcio IRoma253254
23°Santo Estevão IRoma254257
24°São Sisto IIGrécia257258
25°São Dionísio-259268
26°São Félix IRoma269274
27°Santo EutiquianoLuni275283
28°São CaioDalmácia283296
29°São MarcelinoRoma296304
30°São Marcelo IRoma308309
31°Santo EusébioGrécia309309
32°São MelquíadesÁfrica311314
33°São Silvestre IRoma314335
34°São MarcosRoma336336
35°São Júlio IRoma337352
36°LibérioRoma352366
37°São Dâmaso IEspanha366384
38°São SirícioRoma384399
39°Santo Anastácio IRoma399401
40°Santo Inocêncio IAlbano401417
41°São ZósimoGrécia417418
42°São Bonifácio IRoma418422
43°São Celestino ICampânia422432
44°São Sisto IIIRoma432440
45°São Leão MagnoTúscia440461
46°Santo HilárioSardenha461468
47°São SimplícioTivoli468-
48°São Félix III (II)Roma483492
49°São Galásio IÁfrica492496
50°Anastácio IIRoma496498
51°São SímacoSardenha498514
52°São HormisdasFrosinone514523
53°São João ITúscia523526
54°São Félix IV (III)Sâmnio526530
55°Bonifácio IIRoma530532
56°João IIRoma533535
57°Santo Agapito IRoma535536
58°São SilvérioCampânia536537
59°VigílioRoma537555
60°Pelágio IRoma556561
61°João IIIRoma561574
62°Bento IRoma575579
63°Pelágio IIRoma579590
64°São Gregório IRoma590604
65°SabinianoTúscia604607
66°Bonifácio IIIRoma607608
67°São Bonifácio IVMarsi608615
68°São Adeodato IRoma615618
69°Bonifácio VNápoles619625
70°Honório ICampânia625638
71°SeverinoRoma640640
72°João IVDalmácia640642
73°Teodoro IGrécia642649
74°São Martinho ITodi649655
75°Santo Eugênio IRoma654657
76°São VitalianoSegni657672
77°Adeodato IIRoma672676
78°DonoRoma676678
79°Santo ÁgatoSicília678681
80°São Leão IISicília682683
81°São Bento II Roma684685
82°João VSíria685686
83°Cônon- 686687
84°São Sérgio ISíria687701
85°João VIGrécia701705
86°João VIIGrécia705707
87°SisínioSíria707708
88°Constantino ISíria708715
89°São Gregório IIRoma715731
90°São Gregório IIISíria731741
91°São ZacariasGrécia741752
92°Estevão IIRoma752757
93°São Paulo IRoma757767
94°Estevão IIIRoma768772
95°Adriano IRoma772795
96°São Leão IIIRoma795816
97°Estevão IVSicília816817
98°São Pascoal IRoma817824
99°Eugênio IIRoma824827
100°Valentim IRoma827827
101°Gregório IVRoma827844
102°Sério IIRoma844847
103°São Leão IVRoma847855
104°Bento IIIRoma855858
105°São Nicolau IRoma858867
106°Adriano IIRoma867872
107°João VIIIRoma872882
108°Mariano IGellese882884
109°Santo Adriano IIIRoma884885
110°Estevão VRoma885891
111°Formoso Pôrto891896
112°Bonifácio VIRoma896896
113°Estêvão VIRoma896897
114°RomanoGallese897897
115°Teodoro IIRoma897897
116°João IXTivoli898900
117°Bento IVRoma900903
118°Leão VÁrdea903903
119°Sérgio IIIRoma904911
120°Anastácio IIISabina913914
121°João XTossignano914928
122°Leão VIRoma928928
123°Estevão VIIRoma929931
124°João XIRoma931935
125°Leão VIIPavia936939
126°Estêvão VIIIRoma939942
127°Marino IIRoma942946
128°Agapito IIRoma946955
129°João XIIRoma955964
130°Leão VIIIRoma963965
131°Bento VRoma964966
132°João XIIITúsculo965972
133°Bento VIRoma973974
134°Bento VIIRoma974983
135°João XIVRoma983984
136°João XVRoma985996
137°Gregório VSaxônia996999
138°Silvestre IIAlvérnia9991003
139°João XVIIRoma10031004
140°João XVIIIRoma10041009
141°Sérgio IVRoma10091012
142°Bento VIIITúsculo10121024
143°João XIXTúsculo10241032
144°Bento IXTúsculo10321045
145°Silvestre IIIRoma10451045
146°Bento IX (2ª vez)-10451045
147°Gregório VIRoma10451046
148°Clemente IISaxônia10461047
149°Bento IX (3ª vez)-10471048
150°Dâmaso IIBaviera10481049
151°São Leão IXEgisheim-Dagsburg10491055
152°Vitor IIDolinstein-Hirschberg10551057
153°Estêvão XLorena10571059
154°Nicolau IIBorgonha10591061
155°Alexandre IIMilão10611073
156°São Gregório VIITúscia10731085
157°Beato Vitor IIIBenevento10861087
158°Beato Urbano IIFrança10881099
159°Pascoal IIRavena10991118
160°Gelásio IIGaeta11181119
161°Calisto IIBorgonha11191124
162°Honório IIFagnano11241124
163°Inocêncio IIRoma11301143
164°Celestino IICastelo11431144
165°Lúcio IIBolonha11441145
166°Beato Eugênio IIIPisa11451153
167°Anastácio IVRoma11531154
168°Adriano IVInglaterra11541159
169°Alexandre IIISiena11591181
170°Lúcio IIILucca11811185
171°Urbano IIIMilão11851187
172°Gregório VIIIBenevento11871187
173°Clemente IIIRoma11871191
174°Celestino IIIRoma11911198
175°Inocêncio IIIAnagni11981216
176°Honório IIIRoma12161227
177°Gregório IXAnagni12271241
178°Celestino IVMilão12411241
179°Inocêncio IVGênova12431254
180°Alexandre IVAnagni12541261
181°Urbano IVTroyes12611264
182°Clemente IVFrança12651268
183°Beato Gregório XPlacência12711276
184°Beato Inocêncio VSavóia12761276
185°Adriano VGênova12761276
186°João XXIPortugal12761277
187°Nicolau IIIRoma12771280
188°Matinho IVFrança12811285
189°Honório IVRoma12851287
190°Nicolau IVAscoli12881292
191°São Celestino VIsérnia12941294
192°Bonifácio VIIIAnagni12941303
193°Beato Bento XITreviso13031304
194°Clemente VFrança13051314
195°João XXIICahors13161334
196°Bento XIIFrança13351342
197°Clemente VIFrança13421352
198°Inocêncio VIFrança13521352
199°Bento Urbano VFrança13621370
200°Gregório XIFrança13701378
201°Urbano VINápoles13781389
202°Bonifácio IXNápoles13891404
203°Inocêncio VIISulmona14041406
204°Gregório XIIVeneza14061415
205°Martinho VRoma14171431
206°Eugênio IVVeneza14311447
207°Nicolau VSarzana14471455
208°Calisto IIIValência14551458
209°Pio IISiena14581464
210°Paulo IIVeneza14641471
211°Sisto IVSavona14711484
212°Inocêncio VIIIGênova14841492
213°Alexandre VIValência14921503
214°Pio IIISiena15031503
215°Júlio IISavona15031513
216°Leão XFlorença15131521
217°Adriano VIUltrecht15221523
218°Clemente VIIFlorença15231534
219°Paulo IIIRoma15341549
220°Júlio IIIRoma15501555
221°Marcelo IIMontepulciano15551555
222°Paulo IVNápoles15551559
223°Pio IVMilão15591565
224°São Pio VBosco15661572
225°Gregório XIIIBolonha15721585
226°Sisto VGrottammare15851590
227°Urbano VIIRoma15901590
228°Gregório XIVCremona15901591
229°Inocêncio IXBolonha15911591
230°Clemente VIIIFlorença15921605
231°Leão XIFlorença16051605
232°Paulo VRoma16051621
233°Gregório XVBolonha16211623
234°Urbano VIIIFlorença16231644
235°Inocêncio XRoma16441655
236°Alexandre VIISiena16551667
237°Clemente IXPistóia16671669
238°Clemente XRoma16701676
239°Beato Inocêncio XIComo16761689
240°Alexandre VIIIVeneza16891691
241°Inocêncio XIINápoles16911700
242°Clemente XIUrbino17001721
243°Inocêncio XIIIRoma17211724
244°Bento XIIIRoma17241730
245°Clemente XIIFlorença17301740
246°Bento XIVBolonha17401758
247°Clemente XIIIVeneza17581769
248°Clemente XIVRimini17691774
249°Pio VICesana17751799
250°Pio VIICesena18001823
251°Leão XIIFabriano18231829
252°Pio VIIICingoli18291830
253°Gregório XVIBelluno18311846
254°Pio IXSinigáglia18461878
255°Leão XIIICarpineto18781903
256°São Pio XRiese19031914
257°Bento XVGênova19141922
258°Pio XIMilão19221939
259°Pio XIIRoma19391958
260°João XXIIISotto II Monte19581963
261°Paulo VIConcesio19631978
262°João Paulo IBelluno19781978
263°João Paulo IIPolônia19782005
264°Bento XVIAlemanha20052013
265°Francisco IArgentina2013Data atual
DE 201° à 204° - GRANDE CISMA DO OCIDENTE - PAPAS ROMANOS

A PARTIR DE 205° - PAPAS DEPOIS DO GRANDE CISMA

Lista dos papas

1° SÃO PEDRO (33 à 67 d.C.)

O primeiro Papa nasceu em Betsaida, na Galiléia. Trabalhava na pesca com o pai e o irmão, quando Jesus o encontrou em Cafarnaum e lhe prometeu que se tornaria pescador de homens. Em Cesaréia de Filipe, Jesus lhe disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo que desligares na terra será desligado no céu.” (Mt 16,14-20.).

Recebeu de Jesus Cristo a autoridade para conduzir a Igreja e transmitir esse poder a seus sucessores: “Apascenta minhas ovelhas”.

Antes de receber esse poder, expressou por três vezes seu amor a Jesus. Instituiu a primeira ordem eclesiástica e a oração do “Pai Nosso”. Preso, foi martirizado durante a perseguição do Imperador Nero, em 29 de junho de 67. Quis ser crucificado com a cabeça para baixo. Seu túmulo está situado sob a Basílica de São Pedro, no Vaticano.

2° SÃO LINO (67 à 76 d.C.)

De Volterra. Eleito em 67, foi o sucessor imediato de São Pedro. Criou os primeiros quinze bispos. Ordenou às mulheres entrarem na Igreja com a cabeça coberta. Durante seu pontificado foram martirizados os evangelistas Marcos e Lucas. De acordo com Santo Irineu, ele é o mesmo Lino citado em 2Tm 4,21. Morreu em 23 de setembro de 76, durante a perseguição de Vespasiano, que governou Roma entre os anos 70 e 79. Foi sepultado próximo ao túmulo de São Pedro, na colina do Vaticano.

3° SANTO ANACLETO I (76 à 88 d.C.)

Romano. Governou a Igreja de 76 a 88. Fez as normas para a Congregacão dos Bispos e mandou construir um oratório destinado à sepultura dos mártires, no Vaticano, perto da tumba de São Pedro. Prescreveu a forma dos hábitos eclesiásticos.

4° SÃO CLEMENTE I (88 à 97 d.C.)

Nasceu em Roma e foi discípulo de São Pedro. Eleito em 88, restabeleceu o uso da Crisma, seguindo o rito de São Pedro. Iniciou o uso nas cerimônias religiosas da palavra “Amém”. É conhecido pela carta que escreveu para atender a um pedido da Igreja de Corinto, contra as prática cometidas no templo de Artemis, que se havia tornado um centro de degradação moral. O imperador Trajano exilou-o nas minas de cobre de Galípoli. Lá, foi atirado ao mar com uma pedra amarrada no pescoço. Morreu em 97.

5° SANTO EVARISTO (97 à 105d.C.)

Grego. Eleito em 97. Devido ao número crescente de cristãos, dividiu a cidade de Roma em várias paróquias. Instituiu as primeiras diaconias que confiou aos sacerdotes mais idosos, o que deu origem ao atual Colégio Cardinalício. Foi martirizado em 105, durante o reinado de Trajano

6° SANTO ALEXANDRE I (105 à 115d.C.)

Nasceu em Roma. O sexto Papa governou a Igreja de 105. Foi discípulo de Plutarco. Atribui-se a ele a instituição da água benta nas igrejas e nas casas. Decretou que a hóstia fosse feita exclusivamente com pão ázimo. Após dez anos de governo, foi martirizado no ano 115.

7° SÃO SISTO I (115 à 125 d.C.)

Natural de Roma, foi eleito em 115. Prescreveu que o corporal fosse feito de linho e ordenou que o cálice e a patena fossem tocados somente pelos sacerdotes. Estabeleceu também que cantassem antes da Missa. Morreu em 125, durante a perseguição do Imperador Adriano. Está enterrado na Acrópole de Alatri (Frosinone).

8° SÃO TELÉSFORO (125 à 136 d.C)

Grego, de acordo com informação de Santo Irineu. Eleito em 125. Compôs o hino “Glória in Excelsis Deo” e instituiu o jejum durante sete semanas antes da Páscoa. Prescreveu que, na noite de Natal, cada sacerdote pudesse celebrar três Missas. Introduziu na Missa novas orações. Morreu em 136, martirizado pelo Imperador Adriano.

9° SANTO HIGINO (136 à 140 d.C.)

Era grego, de Atenas. Eleito em 136, determinou várias atribuições do clero e definiu os graus de hierarquia eclesiástica. Instituiu o padrinho e a madrinha no batismo dos recém-nascidos, para guiá-los na vida cristã e decretou que as Igrejas fossem consagradas. Seu martírio ocorreu no ano 140.

10° SÃO PIO I (140 à 155 d.C.)

Nasceu em Aquilea. Foi eleito em 140. Atribui-se a ele a instituição da celebração da Páscoa no domingo depois da lua cheia de março. São importantes suas normas para a conversão dos judeus. O Imperador Antônio condenou-o à morte em 155.

11° SANTO ANICETO (155 à 166 d.C.)

Nasceu na Síria, província de Roma. Esteve à frente da Igreja a partir de 155. Promulgou um decreto que impedia ao clero deixar crescer o cabelo. Confirmou definitivamente a celebração da Páscoa no domingo, segundo a tradição de São Pedro. Defendeu a Igreja dos hereges Marciano e Valentino, com a ajuda de Santo Irineu. Foi martirizado em 166, durante a perseguição do Imperador Marco Aurélio.

12° SÃO SOTERO (166 à 175 d.C.)

Natural de Fondi. Eleito em 166, auxiliou a Igreja de Corinto, em época de fome. Foi considerado o Papa da Caridade. Proibiu às mulheres queimarem incenso nas reuniões dos fiéis. Confirmou que o matrimônio é um sacramento e sem valor sem a benção de um padre. Foi martirizado por ordem de Marco Aurélio em 175.

13° SANTO ELEUTÉRIO (175 à 189 d.C.)

Grego, de Nicopoli, em Epiro. Era diácono, quando foi eleito Papa, em 175. Enviou Fugácio e Damião para converter os bretões. Suprimiu alguns costumes hebraicos sobre a pureza e impureza das carnes, às quais os cristãos davam grande importância. Sua morte ocorreu em 189.

14° SÃO VÍTOR I (189 à 199 d.C.)

Nasceu na África. Eleito em 189, obteve do Imperador Cômodo a libertação dos condenados por Marco Aurélio para trabalhar nas minas da Sardenha. Estabeleceu que para o batismo em caso de urgência se pudesse usar qualquer água. Foi memorável sua luta contra os Bispos da Ásia e África, para que a Páscoa se celebrasse segundo o rito romano e não o hebraico. Introduziu o latim no lugar do grego na liturgia da Igreja de Roma. Foi martirizado em 199, durante o reinado de Severo Sétimo.

15° SÃO ZEFERINO (199 à 217 d.C.)

Natural de Roma, foi o primeiro Papa do século III. Eleito em 199, estabeleceu que os jovens depois do 14 anos fizessem a primeira comunhão na Páscoa. Seu pontificado se caracterizou por duras lutas teológicas. Excomungou Tertuliano. Introduziu o uso da patena e do cálice de cristal. Foi martirizado em 217.

16° SÃO CALISTO I (217 à 222 d.C.)

Nasceu em Roma. Era diácono durante o pontificado de São Zeferino. Eleito em 217, durante cinco anos, lutou contra a heresia do presbítero e teólogo Hipólito, para preservar a doutrina. Mandou construir as famosas catacumbas da Via Apia, onde foram enterrados 46 Papas e uns 200.000 mártires. Espancado, quase morto, foi jogado em um poço onde hoje se acha a Igreja de Santa Maria em Trastevere. Foi martirizado em 222.

17° SANTO URBANO I (222 à 230 d.C)

Romano, foi eleito em 222. Converteu Santa Cecília ao cristianismo. No local de seu martírio fez construir, em Trastevere, a Igreja onde repousam os restos da padroeira dos músicos. Consentiu que a Igreja adquirisse bens. Organizou a Igreja de Roma em 25 unidades eclesiásticas. Morreu martirizado em 230.

18° SÃO PONCIANO (230 à 235 d.C.)

Nasceu em Roma e foi eleito em 21 de agosto de 230. Ordenou o canto dos Salmos, a recitação do “confiteor Deo” antes de morrer e o uso do “Dominus vobiscum”. Pôs fim à heresia de Hipólito. Vítima do Imperador Maximiniano, que iniciou uma era de perseguições, foi deportado e condenado. Enviado às pedreiras da Sardenha, morreu de sofrimentos na ilha de Tavolara, em 28 de novembro de 235.

19° SANTO ANTERO (235 à 236 d.C.)

Nasceu na Magna Gracia. Eleito em 21 de dezembro de 236, viveu apenas um mês como Papa. Ordenou que as relíquias dos mártires fossem recolhidas e conservadas na Igreja, em um lugar chamado “scrinium”. A coleção dos Atos dos Mártires levou-o à morte por ordem do Imperador Máximo, um bárbaro da Trácia. Morreu em 3 de janeiro de 236.

20° SÃO FABIANO (236 à 250 d.C.)

Nasceu em Roma, onde era fazendeiro. Em 10 de janeiro de 236, dia da eleição, foi ao túmulo de São Pedro para orar. A assembléia cristã viu uma pomba, símbolo do Espirito Santo, pousar sobre sua cabeça e considerou esse fato um sinal de Deus. Foi eleito e ordenado diácono, presbítero e bispo no mesmo dia. Sob seu pontificado de vinte anos, houve paz e desenvolvimento da Igreja.

Realizou o censo da Igreja de Roma. Na cidade, havia sete circunscrições eclesiásticas, com sete bispos, quarenta e seis presbíteros, sete diáconos, cinqüenta e dois exorcistas, leitores e porteiros, mil e quinhentas viúvas sob a proteção da Igreja, e um total de quarenta mil cristãos. Em 246, o Imperador Décio desencadeou uma ferrenha perseguição contra a Igreja. O êxodo de Roma deu início à vida eremita, com os “anacoretas”. Fabiano foi martirizado em 20 de janeiro de 250.

21° SÃO CORNÉLIO (251 à 253 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em março de 251, sob seu pontificado, ocorreu o primeiro cisma. Novaciano, que esperava ser o sucessor de Fabiano, sagrou-se bispo e proclamou-se Papa. O segundo antipapa da Igreja foi excomungado num concílio celebrado em Roma. Cornélio morreu no exílio, por não ter sacrificado aos ídolos pagãos, em junho de 253.

22° SÃO LÚCIO I (253 à 254)

Natural de Roma, elegeu-se Papa em 25 de junho de 253. De costumes rigorosos, proibiu viverem juntos homens e mulheres que não fossem consangüíneos e impôs aos eclesiásticos a ordem de não conviverem com as diaconisas que lhes davam hospitalidade por sentimentos caritativos. Morreu oito meses após sua eleição, em 5 de março de 254.

23° SANTO ESTÊVÃO I (254 à 257 d.C.)

Natural de Roma, foi eleito Papa em 12 de maio de 254. Sob seu pontificado, intensificaram-se as lutas cismáticas dos seguidores do antipapa Novaciano. Foi decapitado pelos soldados de Décio, na cadeira pontifícia, em 2 de agosto de 257, durante uma cerimônia religiosa realizada na Catacumba de São Calisto.

24° SÃO SISTO II (257 à 258 d.C.)

Era grego e governou a Igreja durante um ano. Eleito em 30 de agosto 257, possuía caráter bondoso e solucionou as discórdias que haviam atormentado a Igreja durante o governo de Cornélio, Lúcio e Estêvão. Trouxe de volta à Igreja as pessoas de Antioquia e os africanos que se haviam separado devido à controvérsia sobre a validação do batismo ministrado por hereges. Efetuou o translado dos restos de São Pedro e São Paulo. Foi decapitado em 6 de agosto de 258, por ordem de Valeriano.

25° SÃO DIONÍSIO (259 à 268 d.C.)

De origem grega, foi eleito em 22 de julho de 259, um ano após a morte do seu antecessor, por causa das perseguições. Nesse momento, os bárbaros se acercavam das portas do Império Romano. Reorganizou as paróquias romanas e enviou ajuda aos cristãos da Capadócia, que haviam sofrido com os persas. Obteve de Galieno liberdade para os cristãos. Morreu em 26 de dezembro de 268, de morte natural. Está sepultado na Catacumba de São Calisto.

26° SÃO FÉLIX I (269 à 274 d.C.)

Nasceu em Roma e foi eleito em 5 de janeiro de 269. Afirmou a divindade e a humanidade de Jesus Cristo e as duas naturezas distintas em uma só pessoa. Juntou-se aos fiéis nas catacumbas, para escapar à perseguição do Imperador Aureliano. Iniciou o sepultamento dos mártires sob o altar e a celebração da missa sobre seu túmulos. Martirizado em 30 de dezembro de 274, está sepultado na Catacumba de São Calisto, na Via Ápia.

27° SÃO EUTIQUIANO (275 à 283 d.C.)

Nasceu em Luni. Eleito em 4 de janeiro de 275, governou a Igreja durante oito anos. Ordenou que os mártires fossem cobertos pela “dalmática”, parecida com o manto dos Imperadores Romanos, hoje vestimentas dos diáconos nas cerimônias solenes. Instituiu a benção da colheita nos campos. Morreu em 7 de dezembro de 283 e está sepultado na Catacumba de São Calisto, na VIa Ápia.

28° SÃO CAIO (283 à 296 d.C)

Nasceu em Salona (Dalmácia) e foi eleito em 17 de dezembro de 283. Descendia da família imperial de Diocleciano, seu tio. Estabeleceu que ninguém poderia ser ordenado bispo sem antes passar pelos graus de ministro da Eucarístia, leitor, acólito, exorcista, subdiácono, diácono e sacerdote.

29° SÃO MARCELINO (296 à 304 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 30 de junho de 296, após cinco anos de paz, teve que esconder-se nas catacumbas, onde confortava os cristãos, para fugir à perseguição de Diocleciano, que condenara à morte toda pessoa que professasse a religião de Cristo. O Imperador alcançou o apogeu da violência, queimando Igrejas e textos sagrados. Entre suas vítimas encontram-se Santa Lúcia, Santa Inês, Santa Bibiana, São Sebastião e São Luciano. Morreu em 25 de outubro de 304. Seu nome está na lista dos mártires de Dioclesiano.

30° SÃO MARCELO I (308 à 309 d.C.)

Nasceu em Roma e foi eleito quatro anos após a morte de Marcelino, em 27 de maio de 308. Durante seu pontificado, ocupou-se da difícil tarefa de obter o perdão para os cristãos que tinham renegado a fé, durante a perseguição. Nenhum concílio podia se celebrar sem sua autorização. Preso e exilado, por tentar reorganizar a Igreja, morreu martirizado em 16 de janeiro de 309.

31° SANTO EUSÉBIO (309 à 309 d.C.)

De origem grega, nasceu em Casano Jonico. Eleito em 18 de abril de 309, enfrentou as polêmicas sobre as apostasias que levaram a Igreja à beira do cisma. Conseguiu unir a firmeza de posições a uma grande caridade. Sofreu o martírio no exílio da Sicília, para onde foi enviado pelo Imperador Maxêncio, em 17 de setembro de 309, apenas quatro meses após sua eleição ao pontificado. Seu corpo está sepultado na Catacumba de São Calisto.

32° SÃO MELQUÍADES (311 à 314 d.C.)

Nasceu na África. Foi eleito em 2 de julho de 311, dois anos após a morte do Papa Eusébio. Em 313, por meio do Edito de Tolerância de Milão, os cristãos receberam do Imperador Constantino, movido pela visão do “in hoc signo vinces” (neste sinal vencerás), a liberdade para praticar sua religião. Constantino converteu o cristianismo em “religião oficial do Estado” e cedeu seu próprio palácio em Latrão para ser a residência oficial do Papa. Este palácio permaneceu como residência oficial dos Papas até 1083. Melquíades recebeu de volta os bens da Igreja confiscados durante as perseguições do passado. Construiu a Basílica de São João. Morreu em 2 de janeiro de 314.

33° SÃO SILVESTRE I (314 à 335 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 31 de janeiro de 314, foi o primeiro a usar a coroa. Durante seu pontificado, o Imperador Constantino, sob a influência da mãe, Santa Helena, tornou-se o protetor da Igreja. Realizou o primeiro Concílio Ecumênico, de Nicéia, que formulou o Credo e condenou a heresia ariana, que negava a divindade de Jesus Cristo. Criou a “Coroa de Ferro”, com um cravo da Cruz, converteu a basílica de São João em Catedral.

34° SÃO MARCOS (336 à 336 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 18 de janeiro 336, construiu as basílicas de São Marcos e de Santa Balbina. Estabeleceu que os Papas seriam consagrados pelos Bispos de Óstia. Instituiu o “pálio”, tecido com lã branca de cordeiro e com cruzes negras. Fez o primeiro calendário com as festas religiosas. Morreu em 7 de outubro de 336.

35° SÃO JÚLIO I (337 à 352 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 6 de fevereiro de 337, combateu os arianos, cujos ensinamentos tinham sido condenados no Concílio de Nicéia. Fixou em 25 de dezembro a solenidade do Natal, para a Igreja do Oriente. É considerado o fundador do arquivo da Santa Sé, porque ordenou a conservação dos documentos. O número de cristãos em Roma duplicou. Morreu em 12 de abril de 352.

36° LIBÉRIO (352 à 366 d.C.)

Nasceu em Roma e foi eleito em 17 de maio de 352. Fez as primeiras fundações da Basílica de Santa Maria Maior, sobre o perímetro que ele mesmo traçou, depois de uma nevada no dia 5 de agosto. Durante catorze anos de pontificado, tudo fez para proteger a Igreja da heresia ariana, à qual aderira o Imperador Constâncio. As polêmicas com os arianos levaram à eleição do antipapa Félix II e ao exílio de Libério. Seu maior desejo era morrer como mártir. De volta a Roma, faleceu oito anos depois, em 24 de setembro de 366.

37° SÃO DÂMASO I (366 à 384 d.C.)

Natural da cidade lusitana de Guimarães, era irmão de Irene. Possuía grande cultura, era arquivista e poeta, e tinha também gosto pela arqueologia. Ordenou a organização dos arquivos da Igreja, conservando versões fiéis e autênticas dos escritos dos primeiros Padres e mandando destruir versões apócrifas e deturpadas, para que no futuro não pudessem ser aproveitadas por hereges. Com a mesma profética intenção, quis que houvesse uma única ver oficial dos Livros Sagrados, e incumbiu seu secretário, Jerônimo, de fazer uma tradução latina das Escrituras, diretamente dos originais gregos ou hebraicos, daí nascendo a célebre Vulgata. Ordenou que fossem feitas escavações e obras de conservação nas catacumbas, abandonadas desde que Constantino dera liberdade à Igreja, em 312. Pessoalmente redigiu, em versos, os epitáfios dos incontáveis mártires que iam sendo localizados nas galerias subterrâneas de Roma. Por influência sua foi retirada do Senado romano a estátua da deusa Vitória, sendo assim eliminado esse vestígio do paganismo oficial. Foi um dos primeiros Papas a definir explicitamente o primado do Papa sobre a Igreja Universal, com uma autoridade que lhe vem de Nosso Senhor Jesus Cristo, e não por delegação dos demais bispos ou de concílios. Apoiou Atanásio em sua luta contra o arianismo e combateu tenazmente essa, como diversas outras heresias do tempo. Em resumo, pode-se dizer que seu Pontificado, que durou 18 anos, foi dos mais fecundos dos primeiros séculos da História da Igreja.

38° SÃO SIRÍCIO (384 à 399 d.C.)

Nasceu em Roma e foi eleito em 15 de dezembro de 384. Foi o primeiro depois de São Pedro a adotar o título de Papa, talvez derivado do anagrama da frase “Pedro-Apostoli-Potestatem-Accipens”. Apoiou o celibato para os sacerdotes e diáconos. Foi nessa época que São Jerônimo partiu para Jerusalém, a fim de traduzir a Bíblia para o latim. Faleceu em 26 de novembro de 399.

39° SANTO ANASTÁCIO (399 à 401 d.C.)

Era romano. Eleito em 27 de novembro 399, conciliou os cismas entre Roma e a Igreja de Antioquia. Combateu tenazmente os seguidores de costumes imorais, que estavam convencidos de que também na matéria se escondia a divindade. Prescreveu que os sacerdotes permanecessem de pé durante o Evangelho. Tudo o que sabemos de Anastácio nos vem pelas cartas de São Jerônimo. Morreu em 19 de dezembro de 401.

40° SANTO INOCÊNCIO I (401 à 417 d.C)

Papa São Inocêncio I foi um papa eleito em 401. Foi durante o seu pontificado que São Jerónimo terminou a revisão da tradução latina da Bíblia conhecida como Vulgata Latina, em 404.

Tendeu a unificar a Igreja ocidental em torno da “praxis romana”, estabelecendo a observância dos ritos romanos no Ocidente, o catálogo do livros canônicos e as regras monásticas. Enfrentou a heresia de Pelágio, tendo ratificado a condenação deste e de Celestino; defendeu João Crisóstomo. Durante seu pontificado, Roma foi saqueada pelos visigodos de Alarico. Conseguiu que Honório proibisse as lutas de gladiadores.

41° SÃO ZÓSIMO (417 à 418 d.C)

De origem grega (Masuraca), foi eleito em 18 de março de 417. Combateu o pelagianismo, heresia que ensinava que as pessoas podiam se salvar sem a graça de Deus. De temperamento forte, reivindicou o poder da igreja contra as interferências alheias. Prescreveu que os filhos ilegítimos não podiam ser ordenados sacerdotes. Enviou vigários para a Galiléia. Faleceu em 26 de dezembro de 418.

42° SÃO BONIFÁCIO I (418 à 422 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 28 de dezembro de 418, foi consagrado Papa somente sete meses depois, por se contrapor ao antipapa Eulálio. A intervenção de Carlos de Ravenna marcou o início da introdução do poder civil na eleição do Papa. Manteve correspondência constante com Santo Agostinho, o santo bispo de Hipona. Faleceu em 4 de setembro de 422.

43° SÃO CELESTINO I (422 à 432 d.C)

Nasceu em Roma. Eleito em 10 de setembro de 422, foi o primeiro Papa a enviar missionários para a Escócia. Enviou São Patrício à Irlanda e São Germano à Bretanha. Durante seu pontificado, realizou-se o Concílio de Éfeso, no qual foram condenados os seguidores de Nestório, Patriarca de Constantinopla. De acordo com Nestório, Jesus não era Deus quando nasceu e, portanto, Maria não era Mãe de Deus, mas apenas Mãe de Cristo. Construiu a basílica de Santa Maria Maior, para comemorar a vitória do Concílio. Pela primeira vez, cita-se o “bastão pastoral”. Faleceu em 27 de setembro de 432.

44° SÃO SISTO III (432 à 440 d.C.)

Nasceu em Roma e foi eleito em 31 de julho de 432. Ampliou e enriqueceu a basílica de Santa Maria Maior e São Lourenço. Resolveu a disputa que se formara entre os bispos de Constantinopla e Antioquia. Foi autor de várias epístolas e manteve a jurisdição de Roma sobre a lliría, contra o Imperador do Oriente que queria torná-la dependente de Constantinopla. Morreu em 19 de agosto de 440.

45° SÃO LEÃO MAGNO (440 à 461 d.C.)

Italiano de Toscana. Quando foi escolhido, estava na Gália, tentando acabar com algumas disputas entre bispos rivais. Eleito em 29 de setembro de 440, foi chamado “O Grande”, pela energia com que manteve a unidade da Igreja. Os maiores problemas que teve que enfrentar foram as heresias. Convocou o Concílio de Calcedônia, para resolver a heresia que afirmava a existência de uma só natureza em Cristo. Declarou aos conciliares que Jesus é uma Pessoa divina, com duas natureza, a divina e a Humana, ambas plenamente presentes, sem se confundirem ou se separarem. Ao ouvirem essa carta, os participantes do Concílio disseram: “O Apóstolo Pedro falou através de Leão.” Acolheu os refugiados de Cartago que fora saqueada pelos vândalos, muitos deles maniqueístas, e teve que administrar as conseqüências desse gesto. Definiu o mistério da Encarnação. Faleceu em 10 de novembro de 461. Acha-se sepultado na basílica de São Pedro.

46° SANTO HILÁRIO (461 à 468 d.C.)

Natural da Sardenha, lutou pelos direitos da Igreja em Éfeso. Foi eleito em 19 de novembro de 461. Continuou a ação política de seu antecessor. Estabeleceu que para ser sacerdote era necessário possuir uma profunda cultura e que pontífices e bispos não podiam designar seus sucessores. Estabeleceu um vicariato na Espanha, ergueu vários conventos para mulheres, em Roma. Morreu em 29 de fevereiro de 468.

47° SÃO SIMPLÍCIO (468 à 483 d.C.)

Nasceu em Tívoli. Eleito em 3 de abril de 468, sob seu pontificado ocorreu a queda do Império Romano do Ocidente, sob o domínio do rei bárbaro Odoacro. Enfrentou o cisma que ocasionou a fundação das igrejas da Armênia, Síria e Egito. Frente à miséria que se formou para a Igreja em Roma e em Constantinopla, organizou a distribuição das esmolas aos peregrinos e às novas igrejas. Veio a falecer em 10 de março de 483.

48° SÃO FÉLIX II (483 à 492 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 13 de março de 483, era descendente de uma família de senadores de Roma. Empenhou-se na luta para purificar a doutrina cristã da heresia de Êutiques, o monofisismo, que somente chegou ao fim em 518. De acordo com Êutiques, há apenas uma natureza em Cristo. Tratou de estabelecer a paz no Oriente. Teve filhos, um dos quais foi o pai do famoso São Gregório Magno. Foi considerado, erroneamente, Félix II, um santo mártir. Morreu em 1º de março de 492.

49° SÃO GELÁSIO I (492 à 496 d.C.)

Nasceu em Roma, de origem africana. Eleito em 1º de março de 492, instituiu o Código para uniformizar funções e ritos das várias Igrejas. Amou os pobres e viveu na pobreza. Por sua caridade, foi chamado “Pai dos pobres”. Defendeu a supremacia da Igreja e permaneceu firme contra as heresias do Oriente. Viveu em vida de oração e insistia com os presbíteros para que fizessem o mesmo. Morreu em 21 de novembro de 496.

50° ANASTÁCIO II (496 à 498 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 24 de novembro de 496, tentou reabilitar o bispo de Constantinopla, Acácio, que havia sido excomungado. Interferiu na conversão do rei do Francos e de seu povo. Foi fraco com os cismáticos e acusado de heresia. Dante Alighieri, na Divina Comédia, colocou-o no Inferno. Faleceu em 19 de novembro de 498.

51° SÃO SÍMACO (498 à 514 d.C.)

Nasceu na Sardenha e converteu-se à Igreja. Eleito em 22 de novembro de 498, quando era apenas diácono, encontrou oposição do antipapa Lourenço. Consolidou os bens eclesiásticos, considerando-os benefícios estáveis para usufruto dos clérigos. Resgatou todos os escravos, dando-lhes a liberdade. Atribui-se a ele a primeira construção do Palácio do Vaticano. Morreu em 19 de julho de 514.

52° SÃO HORMISDAS (514 à 523 d.C.)

Nasceu em Frosinone e foi eleito em 20 de setembro de 514. Durante seu pontificado, São Bento fundou a ordem dos beneditinos e a celebre abadia de Monte Casino, destruída por um bombardeio, em 1944. Seu grande feito foi unir Roma e a Igreja Oriental. Casado, antes de ser ordenado presbítero, seu filho Silvério seria eleito Papa em 536. Sua morte ocorreu em 6 de agosto de 523.

53° SÃO JOÃO I (523 à 526 d.C.)

Nasceu na província de Túsculo e foi eleito Papa em 13 de agosto de 523. Corou o Imperador Justiniano. Foi o primeiro Papa que visitou Constantinopla. Preso pelo bárbaro Rei Teodorico, invasor da Itália, morreu no cárcere de Ravena, em 18 de maio de 526. Foi declarado mártir da Igreja.

54° SÃO FÉLIX IV (526 à 530 d.C.)

Nasceu em Benevento e foi eleito em 12 de julho de 526. Arbitrariamente nomeado Papa por Teodorico, demonstrou tal lealdade à Igreja que o rei ostrogodo o repudiou e o desterrou. À beira da morte, pediu ao clero que elegesse o arcediago Bonifácio para sucedê-lo. Com sua morte, em 12 de setembro de 530, os cristãos tiveram liberdade de culto.

55° BONIFÁCIO II (530 à 532 d.C.)

De origem gótica, apesar de nascer em Roma, era considerado “bárbaro e estrangeiro”. Foi eleito e consagrado Papa em 22 de setembro de 530, para atender ao desejo manifestado pelo Papa Félix, antes de morrer.

Alguns bispos e presbíteros não apreciaram a idéia de ter um Papa escolhido pelo antecessor. Por essa razão, elegeram Dióscoro e o sagraram Papa no mesmo dia. Apesar da confusão que se criou, o antipapa morreu menos de um mês depois. Bonifácio II mandou construir o Mosteiro de Monte Casino sobre o Templo de Apolo. Morreu em 17 de outubro de 532.

56° JOÃO II (533 à 535 d.C.)

Romano, era presbítero na igreja de São Clemente. Eleito e, 2 de janeiro de 533, chamava-se Mercúrio, nome de um divindade pagã, e foi o primeiro Papa a mudar de nome. Seu rival era Virgílio, apontado pelo Papa Bonifácio, para sucedê-lo. Em 535, duzentos e dezessete bispos arianos da África manifestaram o desejo de retornarem à Igreja. Quando chegaram à Roma para encontrar-se com João, ele já havia falecido. Sua morte ocorreu em 8 de maio de 535.

57° AGAPITO I (535 à 536 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 10 de maio de 535, a pedido do Imperador do Ocidente, Viajou até Constantinopla para convencer o Imperador do Oriente, Justiniano, a não atacar a Itália. Infelizmente, morreu envenenado por tramas obscuras da esposa do Imperador, Teodora, em 22 de abril de 536. Seu corpo foi levado de volta à Roma, onde foi sepultado.

58° SÃO SILVÉRIO (537 à 555 d.C.)

Nasceu em Frosinone. Era filho do Papa Hormisdas, que fora casado antes de assumir o ministério. Eleito em 1 de junho de 536, recusou-se a atender ao pedido de Teodora, esposa de Justiniano, de admitir na Igreja bispos heréticos. Os exércitos bizantinos de Justiniano, sob o comando de Belisário, entraram em Roma. Silvério foi obrigado a renunciar ao seu pontificado e banido para a ilha de Ponza, onde os cristãos o receberam com todas as honras. Morreu como mártir, em 20 de junho de 537, quando regressava a Roma.

59° VIGÍLIO (537 à 555 d.C.)

Nasceu em Roma e foi eleito em 29 de março de 537. Tomou parte nas tramas que levaram à expulsão de seu antecessor. Apesar de ser um joguete nas mãos de Teodora, opôs-se aos bispos heréticos do Oriente, sectários da teoria eutiquiana. Foi preso enquanto celebrava a missa, mas conseguiu fugir. Proclamou o 5º Concílio Ecumênico. Justiniano impôs a “Pragmática sansion”, que limitava a autoridade Papal sobre a fé. Morreu em 7 junho de 555, em Siracusa, ao regressar de uma demorada visita ao Oriente.

60° PELÁGIO I (556 à 561 d.C.)

Era filho do governador de um distrito de Roma. Eleito em 16 de abril de 556, havia se aliado a Vigílio na expulsão do Papa Silvério. Chegou ao pontificado graças à influência de Justiniano, uma vez que a Itália era uma província do Império Bizantino. Acusado de ter traído Silvério e Vigílio, jurou na basílica de São Pedro nada ter contra a morte desses Papas. Permaneceu fiel a aos princípios de ordotoxia católica, mandou construir a Igreja dos Santos Apóstolos em Roma. Distribuiu seus bens entre os pobres, quando Roma foi assolada pela fome. Morreu em 4 de março de 561.

61° JOÃO III (561 à 574 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 17 de julho de 561, mudou seu nome de Catelino para João. Todos os registros do seu pontificado foram destruídos pelos longobardos, que invadiram Roma. Fugiu para as catacumbas e salvou a Itália da barbárie, chamando junto a ele todos os italianos, a fim de que se defendessem contra a crueldade dos invasores. Nessa época, nasceu Maomé, em Meca. Faleceu em 13 julho de 574.

62° BENTO I (575 à 579 d.C.)

Romano, foi consagrado Papa em 2 de junho de 575, um ano depois da sede vacante, devido à ocupação de Roma pelos longobardos. Em dezembro de 578, encontram-se registros de que ordenou vinte e um bispos, quinze presbíteros e três diáconos na Basílica de São Pedro. Tratou inutilmente de restabelecer a ordem na Itália e na França, conturbadas pelas invasões bárbaras e ensangüentadas por discórdias internas. Morreu em 30 de julho de 579.

63° PELÁGIO II (579 à 590 d.C.)

Romano, de origem gótica. Foi eleito em 26 de novembro de 579. Enquanto Roma estava cercada pelos Longobardos, pediu ajuda a Constantinopla, por meio do diácono Gregório. Quando viu que não receberia ajuda, juntou-se aos francos e mandou trazer do norte da Itália os herejes de volta a Roma. Ainda com a ajuda de Gregório, lançou o celibato entre o clero. Ordenou que cada dia os sacerdotes rezassem o Ofício Divino. Transformou sua casa num hospital e adornou a Basílica de São Pedro com o próprio dinheiro. Foi vítima de uma epidemia, em 7 de fevereiro de 590.

64° SÃO GREGÓRIO I (590 à 604 d.C.)

Natural de uma família abastada de Roma, foi um dos mais ilustres sucessores de São Pedro. Aos trinta e três anos, tornou-se pretor de Roma, cargo que abandonou para juntar-se aos monges do mosteiro de Santo André. Era pregador, missionário, monge, advogado e administrador competente. Recusou-se a aceitar o pontificado durante sete meses. Consagrado em 3 de setembro de 590, o Papa Gregório Magno conservou a vida simples dos monges.

Impôs a lei do celibato aos padres, diáconos e subdiáconos, designou padres para acompanhar a distribuição de milho ao povo, organizava procissões, com os bispos e padres, para uma das basílicas e aí rezava a missa e pregava. Era prudente, piedoso e magnânimo. Quando terminou a peste de Roma, viu um anjo sobre uma rocha que depois se chamou Castelo Santo Angelo. Definiu-se como “servus servorum Dei “. Instituiu o canto gregoriano. Morreu em 12 de março de 604, aclamado como santo pelo povo.

65° SABINIANO (604 à 607 d.C.)

Nasceu em Blera. Eleito em 13 de novembro de 604, seis meses após a morte de Gregório, regularizou o som dos sinos para indicar ao povo as horas canônicas, o recolhimento e a oração. Decretou que as igrejas deveriam ficar com as lâmpadas sempre acessas. Não conseguiu dar continuidade à distribuição de milho aos pobres de Roma e pouco pôde fazer para ajudá-los durante a fome que atingiu Roma, em 605. Faleceu em 22 de fevereiro de 606.

66° BONIFÁCIO III (607 à 608 d.C.)

Natural de Roma, foi eleito em 19 de fevereiro de 607, quase um ano após a morte de Sabiniano, devido à fome e à peste na cidade. Durante um concílio em Roma, determinou que Papas e bispos estavam proibidos de indicar seus sucessores. A eleição de um novo Papa não poderia efetuar-se antes de três dias (hoje nove dias, “Novendiali”) da morte do antecessor. Estabeleceu que o único Bispo universal fosse o de Roma, portanto o Papa. Faleceu em 12 de fevereiro de 607.

67° BONIFÁCIO IV (608 à 615 d.C.)

Nasceu em Abruzo. Eleito em 25 de agosto de 608, transformou o Panteão, o templo pagão de Agripa, numa igreja dedicada à Virgem Maria e aos santos. Vinte e oito carroças com o os ossos dos mártires das Catacumbas foram enterradas sob o altar principal. Instituiu a festa de Todos os Santos em 1º de novembro e transformou sua própria casa num mosteiro. Ordenou para o clero menor melhorias morais e materiais. Sua morte ocorreu em 8 de maio de 615.

68° SÃO ADEODATO I (615 à 618 d.C.)

De Roma, foi eleito em 10 de outubro de 615. Atuou com abnegação no tratamento de leprosos e de pessoas atingidas por epidemias. Em 618, quando Roma foi atingida por um terremoto e por uma praga, reuniu o clero e os monges para socorrer as pessoas que ficaram sem casa e sem comida. Foi primeiro a impor o timbre na bula e decretos pontifícios. O seu é o mais antigo timbre pontifício que se conserva no Vaticano. Morreu em 8 de novembro de 618.

69° BONIFÁCIO V (619 à 625 d.C.)

Nasceu em Nápoles. Eleito e 23 de dezembro 619, onze meses depois da morte de Adeodato, porque Roma estava preocupada em defender-se do exarca Eleutério. Seu governo caracteriza-se por contínuas lutas pela coroa da Itália. Instituiu a “imunidade do asilo”, para as pessoas perseguidas que buscassem refúgio na Igreja. Durante seu pontificado, Maomé iniciou seus sermões. Veio a falecer em 25 de outubro de 625.

70° HONÓRIO I (625 à 638 d.C.)

Nasceu em Capua. Eleito em 27 de outubro de 625, seu pontificado foi marcado por inúmeras controvérsias ligadas ao monotelismo, uma heresia sobre a vontade de Cristo, que ele não condenou. Enviou missionários em quase todo mundo. Instituiu a Festa da “Exaltação da Santa Cruz”, no dia 14 de setembro. Sanou as questões da Igreja no Oriente e o cisma de Aquiléia. Contribuiu para a restauração das igrejas e consertou o antigo aqueduto de Trajano, afim de levar água suficiente à cidade de Roma. Morreu em 12 de outubro de 638.

71° SEVERINO (640 à 640 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 28 de maio de 640, só foi sagrado dois meses antes de morrer, por haver condenado a heresia monotelista. Para castigá-lo, o Imperador bizantino, Eráclio, ordenou saquear Roma e levar embora a riqueza das igrejas, especialmente da igreja de São João e do Palácio Laterano. Morreu com imenso desgosto, em 2 de agosto de 640.

72° JOÃO IV (640 à 642 d.C.)

Natural da Dalmácia, foi enviado pelo pai a Roma, para estudar. Era arcediago em São João de Latrão, quando foi eleito ao pontificado, em 24 de dezembro de 640. Tentou reconduzir à Igreja os dissidentes do Egito. Trasladou para Latrão os mártires Venâncio, Anastácio e Mauro. Enviou à Dalmácia recursos econômicos e missionários para ajudar o povo a suportar a invasão dos eslavos que devastara sua terra. Consagrar 28 sacerdotes e 18 bispos. Veio a falecer em 12 de outubro de 642.

73° TEODORO I (642 à 649 d.C.)

Nasceu em Jerusalém. Eleito em 24 de novembro de 642, era homem letrado. Agregou ao nome de “Pontífíce” o título de “Soberano” e reorganizou a jurisdição interna do clero. Durante seus sete anos de governo, combateu os hereges monofisistas. Teve desavenças com o Imperador do Constanzo. Em meio a essas contorvérsias, há suspeitas de que tenha sido envenenado. Sua morte ocorreu em 14 de maio de 649.

74° SÃO MARTINHO I (649 à 655 d.C.)

Era italiano, natural de Todi. Eleito em 5 de julho de 649, durante seu governo, pela primeira vez se celebrou a festa da “Virgem Imaculada”, em 25 de março. Passou mais de três anos, dos seis anos em que permaneceu no pontificado, no exílio e na prisão. Condenou os bispos do Oriente protegidos pelo Imperador bizantino. Convocou o sínodo de Latrão, no qual definiu a doutrina católica sobre a vontade e a natureza de Cristo, condenando os monotelistas que só admitiam em Cristo a existência da vontade divina.

Perseguido e ameaçado de morte, recebeu apoio do clero e do povo romano. Para evitar derramamento de sangue, deixou-se prender pelo general Calíopas. Foi exilado na ilha de Naxos, submetido a maus-tratos e declarado herege, inimigo da Igreja e do Estado. Faleceu nas terras despovoadas de Chersoneso, em 12 de novembro de 655.

75° SANTO EUGÊNIO (654 à 657 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 10 de agosto de 654, um ano antes da morte de Martinho I, enquanto o Papa estava exilado em Constantinopla. Opôs-se às intrigas do Imperador, comunicando a todos os países da Europa o triste fim de seu antecessor. Não teve o mesmo fim de Martinho, porque o Imperador foi derrotado pelos muçulmanos, em 655.Ordenou aos sacerdotes a observância da castidade. Sua morte ocorreu em 2 de junho de 657.

76° SÃO VITALIANO (657 à 672 d.C.)

Natural de Segni, foi eleito em 30 de julho de 657 e sagrado dois meses depois. Enviou núncios para a Galiléia, Espanha e Inglaterra. Foi o primeiro Papa a normatizar o som litúrgico do órgãos e seu uso nas cerimônias religiosas. Em 671, os longobardos se converteram ao cristianismo. Morreu em 27 de janeiro de 672.

77° ADEODATO II (672 à 676 d.C.)

Nascido em Roma, vivia no mosteiro de Santo Erasmo. Foi eleito em 11 de abril de 672. Com a ajuda dos missionários, desenvolveu uma importante obra de conversão dos moronitas, povo de origem armeno-síriaca. Foi o primeiro a usar nas leituras a fórmula “Salute ed apostolica benedizione”. Lutou contra os monotelistas e viveu como monge mesmo no palácio papal, dedicado à oração e ao estudo das Escrituras. Sua morte foi em 17 de junho de 676.

78° DONO (676 à 678 d.C.)

Nasceu em Roma. Escolhido como Papa em 2 de novembro de 676, conseguiu interromper o cisma de Ravenna. Animou os bispos a cultivarem as incipientes escolas de Trevira, na Galiléia, e de Cambridge, na Inglaterra. Restaurou as Basílicas de São Pedro e de São Paulo Extramuros. Morreu em 11 de abril de 678.

79° SANTO ÁGATO (678 à 681 d.C.)

Era siciliano e vivia num mosteiro em Palermo. Eleito em 27 de junho de 678, aos 100 anos de idade. Relacionou-se com os bispos ingleses e colocou a Irlanda como centro de cultura. Enviou 680 legados ao Concílio Ecumênico de Constantinopla que, infelizmente, tornou-se monotelista. Faleceu antes de assinar os decretos do Concílio. Recebeu os títulos de Taumaturgo e de Maravilhoso Trabalhador, pelos numerosos milagres que realizou. Morreu em 10 de janeiro de 681.

80° SÃO LEÃO II (682 à 683 d.C.)

Nascido na Sicília, foi eleito em 17 de agosto de 682. Recebeu a sagração um ano e meio mais tarde, quando o imperador desistiu da exigência de receber uma certa soma em dinheiro para homologar sua escolha. Celebrou com grande solenidade as cerimônias sagradas para que os fiéis fossem cada vez mais conscientes da majestade de Deus. Instituiu a aspersão da água benta nas cerimônias religiosas e sobre o povo. Defendeu o Papa HHonório da acusação de heresia e decidiu o caso de Ravenna, cujo arcebispo queria libertar-se da jurisdição de Roma. Sua morte ocorreu em 3 de julho de 683.

81° SÃO BENTO II (684 à 685 d.C.)

Nasceu em Roma. Foi consagrado em 26 de junho de 684, onze meses após a morte de Leão, quando recebeu de Constantinopla a confirmação de sua escolha. Seu primeiro ato foi conseguir do imperador um decreto que abolia o privilégio do imperador de confirmar a escolha do Papa. Restabeleceu a imunidade de asilo que as seitas em luta não respeitavam, matando seus adversários, e conseguiu desligar a Inglaterra do poder do imperador que havia sido introduzido por Justiniano. Morreu em 8 de maio de 685.

82° JOÃO V (685 à 686 d.C.)

Era de Antioquia, na Síria, e foi eleito em 23 de julho de 685, por interferência da corte de Bizâncio. Organizou as dioceses da Sardenha e da Córsega, concedendo somente a Santa Sé o direito de nomear os bispos das ilhas. Era um homem generoso e, segundo os historiadores, distribuiu aos pobres, durante seu pontificado, mais de 1.900 soldos. Veio a falecer em 2 de agosto de 686.

83° CÔNON (686 à 687 d.C.)

Natural da Trácia, foi eleito em 21 de outubro de 686. Filho de soldado, foi enviado à Sicília, para ser educado, e partiu para Roma, onde se fez presbítero. Teve um pontificado agitado pela anarquia que reinava na Igreja. Foi, com freqüência, vítima de atentados. Acredita-se que tenha morrido envenenado. Sua morte ocorreu em 21 de setembro de 687.

84° SÃO SÉRGIO I (687 à 701 d.C.)

Conhecido pela santidade e humildade, nasceu em Antioquia e foi educado na Sicília. Foi o último Papa do século, eleito em 15 de dezembro 687, nomeado depois de dois antipapas, o arcediago Pascoal e o Padre Teodoro, ambos descartados pela maioria do clero e pelos romanos. Opôs-se à permissão de Justiniano a padres e diáconos para que se casassem. Quando o exército de Justiniano veio prendê-lo, o povo o defendeu, e o próprio imperador foi deposto por seu exército. Sérgio tentou terminar com o cisma surgido em Roma e fez cessar o de Aquiléia. Introduziu o canto do “Agnus Dei” na liturgia da Missa. Morreu em 8 de setembro de 701.

85° JOÃO VI (701 à 705 d.C.)

Nasceu em Éfeso. Eleito em 30 de outubro de 701, governou a Igreja durante quatro anos. Nos momentos difíceis para a cristandade, rechaçada no Oriente e na Espanha pelos turcos sarracenos, defendeu os direitos da Igreja. Salvou Roma da devastação dos longobardos que marchavam contra ela, pagando-lhes uma enorme soma em dinheiro. Interferiu nos assuntos da Igreja na Inglaterra, para onde conseguiu levar a paz. Sua morte ocorreu em 11 de janeiro de 705.

86° JOÃO VII (705 à 707 d.C.)

Era de Rossano, na Calábria, e foi eleito em 1 de março de 705. Era devoto da Virgem Maria e ergueu várias igrejas para homenageá-la. Fez oposição às propostas do imperador Justiniano II, promotor dos massacres que obrigavam os povos latinos e os italianos a se separarem, cada vez mais, do Império do Oriente. Morreu em 18 de outubro de 707.

87° SISÍNIO (707 à 708 d.C.)

Nasceu na Síria. Eleito em 15 de janeiro de 708, já velho e doente, morreu três semanas depois, em 4 de fevereiro de 708. Pela brevidade de seu pontificado não conseguiu fazer obras importantes. Ocupou-se da restauração das muralhas de Roma, a fim de proteger a cidade dos assédios dos longobardos e sarracenos.

88° CONSTANTINO I (708 à 715 d.C.)

Era sírio. Eleito em 25 de março de 708, fez uma viagem vitoriosa ao Oriente, durante a qual ordenou 12 bispos. Foi bem recebido pelos oficiais do governo e saudado por um grande número de cristãos em todos os lugares em que parava. Visitou 62 comunidades cristãs. Conseguiu estabelecer um pouco de paz entre a Igreja e o imperador. Animou os cristãos da Espanha para se oporem aos infiéis. Muitos bispos italianos e de outros locais foram a Roma para encontrá-lo. Morreu em 9 de abril de 715.

89° SÃO GREGÓRIO II (715 à 731 d.C.)

Nasceu em Roma. Escolhido para o pontificado em 19 de maio de 715, governou a Igreja durante dezesseis anos. Procurou consertar as muralhas de Roma, por temor dos muçulmanos. Incentivou a vida monástica e enfrentou o imperador que se tornara iconoclasta. Em protesto ao Edital de Constantinopla que proibia o culto das imagens, as províncias da Itália se levantaram contra o exército em marcha para Roma. A seita dos iconoclastas foi expulsa. Veio a falecer em 11 de fevereiro de 731.

90° SÃO GREGÓRIO III (731 à 741 d.C.)

Natural da Síria, foi consagrado em 18 de março de 731. Convocou um sínodo em Roma contrário à heresia dos iconoclastas. Em luta constante contra o imperador e os longobardos, invocou a ajuda armada de Carlos Martello, rei dos francos, mas não obteve resposta. As esmolas começaram a ser chamadas de “óbolo de São Pedro”. Sua morte ocorreu em 28 de novembro de 741.

91° SÃO ZACARIAS (741 à 752 d.C.)

Nasceu na Calábria. Eleito em 10 de dezembro de 741, pôs em risco sua vida ao lutar contra os longobardos, cujo rei devolveu à Igreja as terras que havia tomado. Ao saber que mercadores de Veneza traficavam escravos cristãos para os mouros, comprou de volta os escravos e deu-lhes a liberdade. Opôs-se com firmeza ao duque de Friuli, que pretendia ocupar toda Itália. Depois se fez consagrar monge. Autorizou os bispos franceses a coroar Pepino, o Breve. Esta foi a primeira investidura de um soberano por parte de um pontífice. Faleceu em 22 de março de 752.

92° ESTÊVÃO II (752 à 757 d.C.)

Foram dois. Um, presbítero romano, eleito, mas ainda não consagrado, faleceu em 23 de março de 752 e não consta do Livro Pontifical ou no Catálogo dos papas. O segundo, Estêvão II (III), foi escolhido em 26 de março de 752 e consagrado na Basílica de Santa Maria Maior. Em luta contra os longobardos, viajou à França, a fim de pedir ajuda ao rei Pepino III. Recuperou as terras da Igreja, das quais se tornou administrador. Foi o primeiro Papa a receber o título de Papa-Rei. Em Canino de Viterbo, existe um sino daquela época que dizem ter sido doado por Estêvão. Morreu em 26 de abril de 757.

 

93° SÃO PAULO I (757 à 767 d.C.)

Natural de Roma, era irmão mais novo de Estêvão II (III). Eleito em 28 de maio de 757, favoreceu a união com a Igreja grega. Foi auxiliado por Pepino nas desavenças contra os longobardos. Visitava os cárceres e resgatava os detentos condenados por dívidas. Amava a vida monástica. Construiu uma igreja em honra de Santa Petronila que, segundo a lenda, era filha de São Pedro. Morreu 28 de junho de 767.

94° ESTÊVÃO III (768 à 772 d.C.)

Nasceu na Sicília. Eleito em 7 de agosto de 768, foi precedido por dois antipapas, o leigo Constantino e o Padre Filipe, que ocuparam a cátedra papal. O arcediago Cristóvão, que cuidava dos negócios da Igreja para o Papa, reuniu o clero romano, que escolheu Estêvão, um monge de quarenta e quatro anos. Os antipapas foram presos e Estêvão convocou um sínodo, no qual decretou que nenhuma pessoa leiga poderia tornar-se Papa. Colocou na direção correta Carlos Magno, rei dos francos, e ajudou os cristãos da Palestina. Sua morte ocorreu em 3 de fevereiro de 772.

95° ADRIANO I (772 à 795 d.C.)

Nasceu em Roma. O último Papa do século VIII foi eleito em 9 de fevereiro de 772. Fortaleceu as muralhas da cidade de Roma e restaurou os antigos aquedutos. Antipático aos longobardos, restabeleceu uma milícia regular e pediu ajuda a Carlos, rei dos francos, que os derrotou em Verona. O rei adotou-o como pai e deu-lhe a “Doação de Carlos Magno”, correspondente a cerca de dois terços da Itália. Considerado um político e um santo, a ele se deve a estátua de ouro da tumba de São Pedro. Convocou o 7º Concílio Ecumênico. Morreu em 25 de dezembro de 795.

96° SÃO LEÃO III (795 à 816 d.C.)

De Roma, foi eleito em 27 de dezembro de 795. Vítima de um atentado e trancafiado numa masmorra, foi libertado por seus soldados e levado ao mosteiro mais próximo, no qual cuidaram de seus olhos e de sua língua, que os seqüestradores haviam tentado arrancar. Foi protegido por Carlos Magno, que prendeu os responsáveis e os condenou à morte. Leão trocou a pena de morte dos inimigos pela prisão perpétua na França. Na noite de Natal de 800, coroou Carlos na Basílica de São Pedro e declarou-o imperador de Roma. Teve início, assim, o Santo Império Romano do Ocidente. Fundou a Escola Palatina, da qual se originou a Universidade de Paris. Morreu em 12 de junho de 816.

97° ESTÊVÃO IV (816 à 817d.C.)

Nasceu em Roma. Consagrado em 22 de junho de 816, procurou evitar lutas internas, instituindo o juramento do Imperador, desde que aceitasse a fé do Papa. Consagrou imperador a Ludovico, rei dos francos, e sua esposa Ermengarda, em Reims, para onde viajou. Sua morte foi repentina, em 21 de janeiro de 817.

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98° SÃO PASCOAL I (817 à 824 d.C.)

Nascido em Roma, foi consagrado em 25 de janeiro de 817. Recém-eleito, recebeu como presente de Ludovico II, o Pio, a Córsega e a Sardenha. Durante seu pontificado, ressurgiu em Constantinopla a heresia iconoclasta. Recebeu os monges e padres expulsos pelo arcebispo da cidade, que era herege, e colocou-os em mosteiros de Roma. Trabalhou no descobrimento das catacumbas, trasladando 2.300 corpos. Ajudou os cristãos da Palestina e Espanha contra os sarracenos. Morreu em 11 de fevereiro de 824.

99° EUGÊNIO II (824 à 827 d.C.)

Nascido em Roma e eleito em 11 de maio de 824, atribui-se a ele a instituição dos seminários. Ao descobrir que muitos presbíteros e bispos ignoravam verdade básicas da fé, ordenou sua suspensão temporária, até que fossem devidamente instruídos. Atribui-se a ele a criação dos seminários. Formou uma comissão para rever os cânones e leis, da qual nasceu a atual Cúria Romana. Com a ajuda do Santo Império Romano, redigiu um documento referente à eleição do Papa, a fim de esclarecê-las Faleceu em 27 de agosto de 827.

100° VALENTIM I (827 à 827 d.C.)

Era romano e governou somente quarenta dias. Eleito em 1º de setembro de 827, morreu em 16 de novembro de 827. Foi amado pelo povo, a nobreza e o clero, graças a sua pureza. No começo de seu breve pontificado foi acolhido com grandes manifestações de júbilo por seu caráter bondoso.

101° GREGÓRIO IV (827 à 844 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 20 de setembro de 827, protestou, vindo a sagrar-se somente seis meses depois, em 8 de março de 828. Fortificou as muralhas de Roma, temendo um ataque dos muçulmanos que estavam na Sicília. Para defender-se a cidade, organizou um poderoso exército que, a mando do Duque de Toscana, derrotou cinco vezes os sarracenos na África. Estes desembarcaram na Itália, destruíram Civitavecchia e Óstia e ameaçaram Roma. Sua morte ocorreu em 11 de janeiro de 844.

102° SÉRGIO II (844 à 847 d.C.)

Natural de Roma, foi eleito em janeiro de 844. Sob o seu pontificado, os sarracenos assediaram Roma, saquearam certos locais de Roma e várias igrejas, entre as quais a Basílica de São Pedro. Os turcos foram derrotados definitivamente em Gaeta. Recompôs as escadas do “Pretorium” (Escadaria Santa). Morreu em 27 de janeiro de 847.

103° SÃO LEÃO IV (847 à 855 d.C.)

Nasceu em Roma, onde foi educado no Mosteiro de São Martinho. Eleito em 10 de abril de 847, contra sua vontade. Foi o primeiro pontífice que pôs data nos documentos oficiais. Confirmou aos vênetos o direito de eleger o Doge. Cercou com altas muralhas a colina do Vaticano, local do túmulo de São Pedro. Seus oito anos de pontificado foram pacíficos e benéficos para a Igreja. Veio a falecer morreu em 17 de julho de 855.

104° BENTO III (855 à 858 d.C.)

Romano, foi consagrado em 29 de setembro de 855. Amado pelo povo, por suas virtudes, teve dificuldades com o Imperador da Alemanha e com o antipapa Anastácio, que esteve em suas funções por um mês. Anastácio marchou contra Roma e ordenou a prisão de Bento que foi defendido pelo povo e consagrado com muita festa. Tentou reunir todas as facções na luta contra os sarracenos. Morreu em 17 de abril de 858.

105° SÃO NICOLAU I (858 à 867 d.C.)

Pertencia a uma família aristocrática de Roma e foi educado por presbíteros de Latrão. Nicolau sagrou-se Papa em 24 de abril de 858. Depois de várias disputas com o Imperador Ludovico II, organizou junto com ele um exército contra os sarracenos. Defendeu incansavelmente a liberdade da Igreja contra Fócio. Homem destemido, até a morte cumpriu sua missão em defesa das leis de Deus, da moralidade, integridade e pureza do clero. Foi um asceta em sua vida pessoal, incentivou a vida religiosa e abriu conventos e mosteiros. Fixou a festa da Assunção em 15 de agosto. Faleceu em 13 de novembro de 867.

106° ADRIANO II (867 à 872 d.C.)

Nasceu em Roma e foi eleito em 14 de dezembro de 867. Memorável foi a coração de Alfredo, o Grande, Rei da Inglaterra (primeiro soberano inglês abençoado em Roma). Tentou apaziguar as discórdias entre os povos católicos. Convocou o 8º Concílio Ecumênico, em Constantinopla, ao qual enviou dez legados. Enviou São Cirilo e São Metódio para pregarem aos eslavos. Deu permissão para celebrar a liturgia na língua eslava. Morreu em 14 de dezembro de 872.

107° JOÃO VIII (872 à 882 d.C.)

Natural de Roma e eleito em 13 de dezembro de 872, lutou com os habitantes de Roma contra os sarracenos, derrotando-os em Terracina. Depois da coroação, o Imperador não manteve a ajuda prometida e o Papa foi derrotado pelos árabes. Pagou um grande tributo. Embora sempre engajado na guerra, João não descuidos dos assuntos espirituais. Insistiu na disciplina e na piedade. Foi assassinado em 16 de dezembro de 882.

108° MARINO I (882 à 884 d.C.)

Nasceu em Galese, Roma. Eleito em 16 de dezembro de 882, governou apenas dois anos. Exerceu fortes pressões sobre Basílio, Imperador do Oriente, contra os cismáticos. Acredita-se que morreu envenenado, depois de ter querido apaziguar as desavenças italianas. Morreu em 15 de maio de 884.

109° SANTO ADRIANO III (884 à 885 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 17 de maio de 884, logo que subiu ao trono, confirmou tudo o que tinham feito seus antecessores contra o Imperador Fazio. Convidado por Carlos para se mudar para a França, morreu durante a viagem em Modena. Sua morte ocorreu em setembro de 885.

110° ESTÊVÃO V (885 à 891 d.C.)

De Roma, foi confiado ao tio que era o bispo encarregado da biblioteca do Papa. Eleito em setembro de 885, sabendo de sua eleição, refugiou-se em casa, mas, derrubada a porta, foi levado ao trono de São Pedro. Proibiu a prova do fogo e da água nos julgamentos. Favoreceu as artes. Houve fome em Roma durante seu pontificado, devido à praga de gafanhotos. Distribuiu aos pobres bens da Igreja e de sua família. Morreu em 14 de setembro de 891.

111° FORMOSO (891 à 896 d.C.)

Nasceu em Óstia. Enquanto era Cardeal, foi excomungado por João VIII por ter coroado como rei da Itália a Arnolfo, depois imperador da Alemanha. Eleito em 6 de outubro de 891, a ele se deve a conversão dos búlgaros. Desordens políticas na França, Alemanha e Itália prejudicaram a Igreja, durante seu pontificado. Veio a falecer em 4 de abril de 896.

112° BONIFÁCIO VI (896 à 896 d.C.)

Natural de Roma, foi eleito em abril de 896 e morreu no mesmo mês. Subiu ao trono papal, apoiado pelos opositores do Papa Formoso e morreu 15 dias depois. A sede pontifícia estava em poder dos grandes feudatários da Itália.

113° ESTÊVÃO VI (896 à 897 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 22 de maio de 896, foi dominado por lutas internas. Fez exumar o cadáver do Papa Formoso e o atirou ao rio, após um processo injusto. Em conseqüência de uma insurreição popular, foi preso e estrangulado no cárcere. Morreu em agosto de 897.

114° ROMANO (897 à 897 d.C.)

Nasceu em Galese, Roma. Eleito em agosto de 897, foi forçado a ingressar num mosteiro e viver como monge. Morreu envenenado em novembro do mesmo ano. A primeira coisa que fez foi reabilitar a memória do Papa Formoso. Confirmou a Gerona o domínio sobre as ilhas de Maiorca e Minorca.

115° TEODORO II (897 à 897 d.C.)

Natural de Roma, foi eleito em dezembro de 897, e governou a Igreja somente vinte dias. Era um homem piedoso e amado pelo povo. Depôs no Vaticano o corpo do Papa Formoso, achado no Tibre. Morreu de repente; crê-se que foi envenenado.

116° JOÃO IX (898 à 900 d.C.)

Nasceu em Tívoli. Eleito em janeiro de 898, o último Papa do século IX era monge beneditino. Convocou vários sínodos para restaurar a paz na Igreja. Pôs fim às pilhagens que ocorriam nos palácios dos bispos e do Papa, após sua morte. Restabeleceu a supremacia da Igreja sobre todos os territórios e sobre Roma. Para evitar novas lutas, repôs a intervenção imperial sobre a consagração dos pontífices. Morreu em janeiro de 900.

117° BENTO IV (900 à 903 d.C.)

Nasceu em Roma e foi escolhido em 1º de fevereiro de 900. Em meio à universal corrupção, soube conservar a integridade da Santa Sé. Durante seu pontificado, os sarracenos cruzaram toda a Europa. Entre tantos ódios, buscou o caminho da justiça. Consagrou Ludovico de Borgonha como imperador de Roma. Sua morte foi em julho de 903.

118° LEÃO V (903 à 903 d.C.)

Nasceu em Ardea. Eleito em julho de 903, morreu em setembro do mesmo ano. Num clima de desordens, depois de poucos dias de seu pontificado, foi encarcerado e assassinado. Seu corpo foi queimado e as cinzas lançadas no Tibre. Os historiadores denominam o período que se iniciou de “idade das trevas” na Igreja.

119° SÉRGIO III (904 à 911 d.C.)

Romano, eleito em 29 de janeiro de 904. Mandou reconstruir a Basílica de São João de Latrão, destruída por um incêndio. Reivindicou e defendeu os direitos da Igreja contra os senhores feudais. Nas medalhas deste pontífice, está esculpida pela primeira vez a “tiara”. Morreu em 14 de abril de 911.

120° ANASTÁCIO III (911 à 913 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em abril de 911. Em seus dois anos de pontificado, não pôde fazer muito, por causa das lutas internas. Sofreu pressões de Berengário e morreu envenenado em junho de 913.

121° LANDO (913 à 914 d.C.)

Nasceu em Sabina. Eleito em junho de 913, subiu ao trono papal por intriga de uma das várias facções. Morreu misteriosamente, depois de ter conseguido estabelecer a paz no meio de tantas lutas internas. Morreu em fevereiro de 914.

122° JOÃO X (914 à 928 d.C.)

Natural de Tossignano, foi eleito em março de 914. Nomeado após uma série de tramóias que ele mesmo desaprovou, lutou contra os sarracenos, derrotando-os clamorosamente perto de Garillano. Foi assassinado no cárcere por não querer participar de tramas desonestas, em 26 de maio de 928.

123° LEÃO VI (928 à 928 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 28 de maio de 928, por vontade da poderosa Marócia, fez todo o possível para levar a paz a Roma. Lutou contra os sarracenos e os ferozes húngaros. Fez ressurgir as artes, o comércio e a indústria. Teve morte violenta em dezembro de 928.

124° ESTÊVÃO VII (929 à 931 d.C.)

Nasceu em Roma. Escolhido em 3 de janeiro de 929, graças às intrigas dos condes de Túscolo, enquanto em Roma governava Marócia, marquesa de Túscia. Favoreceu os mosteiros de S. Vicente no Volturno e aos dois conventos na Gália. Morreu em fevereiro de 931.

125° JOÃO XI (931 à 935 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em março de 931, quis apaziguar os tremendos conflitos em sua própria família. Apesar de ter sido eleito com a ajuda da mesma, deplorou sua libertinagem. Refugiou-se nos monges de Cluny e concedeu-lhes vários privilégios. Morreu depois de muitas tribulações, em dezembro de 935.

126° LEÃO VII (936 à 939 d.C.)

Natural de Roma e eleito em 3 de janeiro de 936, reformou e reorganizou o monaquismo, mandando reedificar o antigo Cenóbio, perto da Igreja de São Paulo, fora das muralhas de Roma. Escreveu aos bispos da França e da Alemanha, contra o fenômeno dos bruxos e adivinhos. Sua morte ocorreu em 13 de julho de 939.

127° ESTÊVÃO VIII (939 à 942 d.C.)

Romano, eleito em 14 de julho de 939, ajudou Luís IV de Oltremare contra a insurreição dos súditos francos. Tratou de inculcar os sãos princípios do Evangelho aos poderosos do Oriente e do Ocidente. Sofreu a tirania de Alberico II, que o manteve confinado no Palácio de Latrão. Faleceu em outubro de 942.

128° MARINO II (942 à 946 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 30 de outubro de 942, deu exemplo de vida perfeita em um período muito atormentado. Era conhecido por seu amor aos pobres. Passou a vida com os monges de Cluny. Impulsionou as artes, reorganizou as associações e instaurou Roma como capital moral. Modificou as regras de algumas ordens eclesiásticas. Morreu em maio de 946.

129° AGAPITO II (946 à 955 d.C.)

Era de Roma. Escolhido em 10 de maio de 946, fez esforços inauditos para levantar a condições morais do clero e, com a ajuda de Otão I da Alemanha, pacificou em parte a Itália. Haroldo, rei da Dinamarca, abraçou o cristianismo. Foi um santo Papa. Todos os poderes estavam nas mãos de Alberico, que o ameaçou de prisão, ante sua recusa de propor como sucessor o filho do rei, Otaviano. Sua morte foi em outubro de 955.

130° JOÃO XII (955 à 964 d.C.)

Nasceu em Roma. Filho de Alberico, foi eleito em 16 de dezembro de 955. Após a morte do pai, tornou-se governante temporal de Roma, aos 20 anos de idade. Nada sabia sobre o governo do país e da Igreja. Temerário e audaz, reivindicou os direitos temporais da Igreja. Reconstruiu o Sagrado Império, coroando Oton I da Alemanha, do qual sofreu mais tarde a deposição, devido sua vida imoral. Oton colocou na cadeira papal um leigo, Leão. Com o decreto de Oton I, foram criados os “bispos-condes”. Morreu assassinado em 14 de maio de 964.

131° LEÃO VIII (963 à 965 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito como antipapa por Oton I, depois de várias disputas com o predecessor e com o sucessor Bento V. Era leigo, ao ser escolhido em 6 de dezembro de 963, quando o verdadeiro Papa João, apesar do mau caráter, ainda estava vivo. Mesmo assim, é considerado Papa. Após a morte de João, governou ainda um ano. Proibiu aos leigos entrarem no presbitério durante as funções solenes. Morreu em 1º de março de 965.

132° BENTO V (964 à 966 d.C.)

Natural de Roma, foi escolhido em 22 de maio de 964, durante a desordem do pontificado de João XII. Foi exilado em Hamburgo, por Oton I. Com a morte de Leão VIII, o imperador Oton I, sob pressão dos francos e romanos, reconheceu-lhe a investidura. Morreu em Hamburgo, em fama de santidade, em 4 de julho de 966.

133° JOÃO XIII (965 à 972 d.C.)

Nasceu em Roma.. Era filho do cônsul João, que havia se casado com Teodora, irmã de Marósia. Eleito em 1º de outubro de 965, foi encarcerado por partidários de uma corrente adversária, por quase dez meses. Foi libertado com a ajuda de Oton I, que difundiu o cristianismo na Polônia e na Boêmia. Viveu em paz com a ajuda do exército imperial, depois de uma vida atribulada. Governou a Igreja sete anos. Introduziu o uso de abençoar e dar um nome aos sinos. Morreu em 6 de setembro de 972.

134° BENTO VI (973 à 974 d.C.)

Romano, teve sua eleição confirmada pelo Imperador em 19 de janeiro de 973. Após a morte de Oton I, um movimento antialemão conquistou, depois de um duro assédio, o Castelo Sant’Angelo. O Papa foi encarcerado e estrangulado na prisão. Converteu ao cristianismo o povo húngaro. Faleceu em junho de 974.

135° BENTO VII (974 à 983 d.C.)

Nasceu em Roma e foi eleito em outubro de 974. Homem de grande inteligência, tratou de reprimir os abusos e a ignorância que reinavam na Itália e no mundo cristão. Deu um grande impulso à agricultura. Decretou a excomunhão para o pecado da simonia na escolha do Papa. Ajudou as ordens monásticas a preparar as reformas da Igreja. Deu ajuda material à Cartago, quando houve fome na cidade. Sua morte foi em 10 de julho de 983.

136° JOÃO XIV (983 à 984 d.C.)

Nasceu em Pavia. Escolhido em dezembro de 983, era homem de grande energia e boas qualidades. Foi eleito depois de penosas intrigas. Voltando a Roma, Francone o mandou deter. Morreu de fome no Castelo Sant’Angelo, na noite de 20 de agosto de 984. O antipapa Bonifácio assumiu por dez meses a cadeira pontifícia.

137° JOÃO XV (985 à 996 d.C.)

De Roma e eleito em agosto de 985, foi também vítima do ambiente e do egoísmo do tempo. Viu-se obrigado a refugiar-se em Toscana, para fugir às ameaças de morte vindas do Imperador Crescêncio. Retornou a Roma, respeitado pelo Imperador. Terminou com as discórdias surgidas na Igreja de Reims. Foi o primeiro papa que iniciou um processo de canonização de um santo, Ulderico. Morreu em março de 996.

138° GREGÓRIO V (996 à 999 d.C.)

Nasceu na Saxônia. Eleito em 3 de maio de 996, com apenas vinte e seis anos de idade, era homem honrado, letrado e piedoso. Foi o primeiro Papa alemão. Crescêncio nomeou o antipapa João XVI, que reinou quase um ano. Gregório foi obrigado a refugiar-se em Pavia, onde convocou um sínodo e excomungou Crescêncio e João. Instituiu a comemoração dos defuntos. Transladou para Santa Maria Nova, em Roma, o corpo de S. Lucila. Realizou vários sínodos na Alemanha e em Roma, para reformar a Igreja e o clero. Veio a falecer em 18 de fevereiro de 999, aos 29 anos de idade.

139° JOÃO XVII (1003 à 1003 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em junho de 1003, já havia sido casado e tinha três filhos. Enfrentou um período de grandes desordens, produzidas pela morte de Oton III da Alemanha. De seu breve pontificado, faltam dados dignos de importância. Morreu em dezembro de 1003.

140° SILVESTRE II (999 à 1003 d.C.)

O primeiro Papa do século XI era francês, de Auvergne. Eleito em 2 de abril de 999, quis frear os maus costumes. Inteligentíssimo, estudou na Universidade de Barcelona, doutorando-se em matemática e ciências naturais. Lecionou em Reims, na Escola Catedral. Seu livro O Corpo e o Sangue de Cristo ainda pode ser visto na Biblioteca do vaticano. Introduziu o uso dos algarismos arábicos no Ocidente. É-lhe atribuída a invenção do relógio de pêndulo. Seu pontificado foi marcado pela passagem do ano 1000, crucial para um “juízo universal”. Dizia-se: “mil e não mais”. Morreu em 12 de maio de 1003.

141° JOÃO XVIII (1004 à 1009 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em janeiro de 1004, realizou, ainda que por pouco tempo, a união da Igreja grega com a latina. Lutou com grande ímpeto para que o cristianismo fosse difundido entre os bárbaros e os pagãos. Instituiu o bispado de Bramberga. Dirigiu a Igreja por oito anos, e houve paz em todos os lugares. Realizou vários sínodos para levar mudanças à vida dos clérigos. Faleceu como monge, em julho de 1009.

142° SÉRGIO IV (1009 à 1012 d.C.)

Natural de Roma e eleito em 31 de julho de 1009, mudou o nome Pedro para Sérgio, ao assumir o pontificado. Manteve boas relações com os imperadores do Oriente e do Ocidente. Tentou, sem conseguir, estabelecer um pouco de ordem moral entre os bispos e abades. Seus anos de pontificado foram ofuscados pela política opressora de Crescêncio, prefeito de Roma. Salvou o Santo Sepulcro da destruição. Filho de sapateiro, amava os pobres e gastou seu tempo procurando ajudá-los. Faleceu em 12 de maio de 1012.

143° BENTO VIII (1012 à 1024 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 18 de maio de 1012, frente às dificuldades para eleger-se, pediu ajuda a Henrique II, que se fez coroar em Roma. Conseguiu afastar de Roma o inoportuno Crescêncio. Derrotou os sarracenos que estavam atacando o litoral da Itália. Emanou leis contra a simonia e o dolo. Determinou que os padres não se casassem. Mostrou-se um Papa ideal. Morreu em 9 de abril de 1024.

144° JOÃO XIX (1024 à 1032 d.C.)

Natural de Roma, era irmão de seu antecessor, Bento VIII. Embora fosse um leigo, recebeu todas as ordens e foi consagrado em maio de 1024. Recebeu ajuda dos monges de Cluny, para reformar as disciplinas eclesiásticas e monásticas em toda a Europa. Foi o primeiro Papa a receber donativos para a Igreja pela concessão de indulgências. Coroou imperador em Roma Conrado II da Alemanha. Não atendeu às exigências da corte de Bizâncio. Protegeu Guido d’Arezzo, inventor das sete notas musicais, cujos nomes foram tirados das primeiras sílabas de um canto a S. João Batista. Faleceu em 1032.

145° BENTO IX (1032 à 1044 d.C.)

Nasceu em Roma. Primo de João XIX e de Bento VIII, elegeu-se em 1032 e foi deposto em 1044. Subiu ao trono papal aos 12 anos. Impôs ao rei da Boêmia que transladasse a Praga as relíquias de Santo Adalberto. Nada sabia sobre os deveres de um Papa e sua vida era um escândalo para a Igreja. O povo romano expulsou-o da cidade. Refugiou-se no Mosteiro de Grottaferrata. Foi eleito papa três vezes.

146° SILVESTRE III (1045 à 1045 d.C.)

De Roma, foi eleito pelo povo em 20 de janeiro de 1045. Substituiu por breve tempo Bento IX, o qual o excomungou como antipapa. Apesar das muitas controvérsias, a Igreja o reconheceu como pontífice legítimo. Não se sabe como morreu, em fevereiro de 1045.

147° BENTO IX (1045 à 1045 d.C.)

Eleito pela segunda vez em 10 de abril de 1045. Os romanos mais uma vez obrigaram-no a renunciar em 1º de maio de 1045, por interesses econômicos e políticos, e por corrupção.

148° GREGÓRIO VI (1045 à 1046 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 5 de maio de 1045, destituiu Bento IX. Gregório VI colocou-se ao comando de um exército para se defender dos invasores. Viu-se obrigado a abdicar frente à intervenção de Henrique III da Alemanha que convocou um sínodo em Roma e destituiu os Papas. Atribui-se a ele a primeira instituição do exército pontifício. Morreu em 20 de dezembro de 1946.

149° CLEMENTE II (1046 à 1047 d.C.)

Natural da Saxônia, foi eleito em 25 de dezembro de 1046. Preocupado com o poder alcançado pelos “bispos-condes”, causa de lutas com seus súditos, conseguiu vencer a resistência do bispo Ariberto de Milão. Canonizou na Alemanha, Santa Viborata, mártir húngara. Morreu em 9 de outubro de 1047.

150° BENTO IX (1047 à 1048 d.C.)

Com a morte de Clemente II, o Papa Bento retorna ao pontificado Eleito pela terceira vez em 8 de novembro de 1047, renunciou em 17 de julho de 1048. Depois de oito meses, renunciou ao pontificado, pelos conselhos de S. Bartolomeu. Arrependido de sua vida turbulenta, fez-se monge de S. Basílio em Grottaferrata, onde morreu em 1048 e está sepultado. Ocupou a cadeira de Pedro por três vezes, alternando com três antipapas.

151° DÂMASO II (1048 à 1048 d.C.)

Nasceu em Baviera. Foi eleito em 17 de julho de 1048. Substituiu Bento IX, por vontade do imperador Henrique III, da Alemanha. Renunciando ao pontificado, retirou-se à Palestina, onde morreu, em 9 de agosto de 1048. Com sua morte, a idade das trevas da Igreja chega ao fim.

152° SÃO LEÃO IX (1049 à 1054 d.C.)

De Lorena, chamava-se Bruno e era membro da família imperial alemã. Foi eleito livremente pelo clero e o povo romano, em 12 de março de 1049. Chegando a Roma, quis entrar de pés descalços, vestido de monge, em sinal de humildade. Mergulhou nas questões da reforma, uma vez que três pragas assolavam a Igreja: a simonia, a indiferença do clero em questões morais e a interferência do Imperador nas eleições dos Papas. Convocou um sínodo para resolver esses problemas. Visitou a Itália e outras regiões da Europa para levar a reforma, onde destituía os bispos indignos, unia o baixo clero e levava a muitos mosteiros uma vida disciplinar. Excomungou Miguel Cerulário, que criou o cisma da Igreja grega, que perdura até hoje. Foi um santo em vida e o povo o chamava de “o bom Bruno”. Morto em 18 de abril de 1054, foi pranteado e considerado santo.

153° VÍTOR II (1055 à 1057 d.C.)

Nasceu em Baviera. Foi eleito em 16 de abril de 1055, depois de um ano de sede vacante. Recebeu a abjuração de Berengário. Seguiu o exemplo de seu predecessor, dando à Igreja um período de prosperidade. Abençoou a Henrique III no leito de morte. Tudo fez para obter a paz e consolidar as reformas. Faleceu em 28 de junho de 1057.

154° ESTÊVÃO X (1057 à 1058 d.C.)

Era filho do Duque de Lorena, onde nasceu, e parente de Leão IX. Eleito em 3 de agosto de 1057, pouco depois de sua eleição, preocupou-se em levantar a conduta moral do clero. Rodeou-se de ilustres e insignes conselheiros, que lhe assistiram politicamente, como seus amigos cardeais Pedro Damião (santo) e o monge Humberto. Proibiu o matrimônio entre consangüíneos. Morreu em 29 de março de 1058.

155° NICOLAU II (1059 à 1061 d.C.)

Nasceu em Borgonha. Consagrado em 24 de janeiro de 1059, depôs ao antipapa Bento X. Convocou em Roma um sínodo, no qual se proibiram as investiduras dos bispos sem a autorização do Papa e se decidiu que a eleição do Pontífice fosse reservada aos cardeais. Era um homem justo e empenhou-se nas reformas da Igreja, junto com pessoas santas e competentes. Nomeou Hildebrando como bispo de Milão. Faleceu em 27 de julho de 1061, em Florença. Suas normas foram tão benéficas para a Igreja que alguns historiadores o chamaram de Nicolau, o Grande.

156° ALEXANDRE II (1061 à 1073 d.C.)

Nasceu em Milão. Eleito em 1º de outubro de 1061, sua atividade foi mais religiosa que política. Interveio na reforma do clero na França. Não reconhecido pela corte alemã, Henrique IV impôs como antipapa Honório II, criando tumultos e guerras. Excomungado por Alexandre, Honório fugiu de Roma. Morreu em 21 de abril de 1073.

157° SÃO GREGÓRIO VII (1073 à 1085 d.C.)

Natural de Toscana, foi eleito em 22 de abril de 1073. No Concílio, emanou o “Dictatus Papae”, só o Papa é universal, ninguém pode julgar o Papa. Só ele pode desligar-se do juramento. Foi um dos maiores Papas. Santo, administrador competente, reformador e líder, guiou a Igreja com segurança, rumo ao progresso, trouxe de volta a simplicidade e a bondade apostólicas. Foi amado por seus inimigos, aqueles que defendiam a imoralidade e a indisciplina.

Tendo excomungado Henrique IV, este se dirigiu a Canossa, vestindo um hábito, e durante três dias implorou-lhe perdão. Mais tarde, teve que enfrentar novamente o Imperador e o antipapa Clemente III. Protegido no castelo de Salerno, aí faleceu em 25 de maio de 1085. Suas últimas palavras foram: “Amei a justiça e odiei a iniqüidade. Por isso, morro no exílio.”

158° BEATO VÍTOR III (1086 à 1087 d.C.)

Nasceu em Monte Cassino e foi eleito em 24 de maio de 1086. Encontrou problemas com Henrique IV e seu antipapa Clemente III. Refugiou-se em Monte Cassino, quatro dias após a eleição. Proclamado pela segunda vez, foi conduzido a Roma à força e consagrado. Excomungou o antipapa Clemente III. Sua residência foi a ilha Tiberina fortificada. Morreu em 16 de setembro de 1087.

159° BEATO URBANO II (1088 à 1099 d.C.)

Natural da França, elegeu-se em 12 de março de 1088. O conclave se realizou em Veletri, porque em Roma estava o antipapa Clemente III, que contava com o apoio do Imperador Henrique. Urbano II foi viver no Sul da Itália. De volta a Roma, proclamou guerra aos infiéis e decretou a primeira Cruzada contra os muçulmanos que haviam ocupado a Terra Santa. Instituiu a “trégua de Deus”, breve pausa para poder enterrar os mortos. Faleceu em 29 de julho de 1099.

160° PASCOAL II (1099 à 1118 d.C.)

Nasceu em Bieda, Ravena. Foi eleito em 14 de agosto de 1099 e governou durante dezoito anos. Embora escolhido pelos cardeais, teve que enfrentar a luta pela supremacia do Papa. Dois antipapas se submeteram a Pascoal II e foram enviados a um mosteiro para se penitenciarem. O terceiro desapareceu por falta de seguidores. Construiu a igreja de Santa Maria do Povo, em Roma. Em 1110, o imperador Henrique V veio a Roma para ser coroado pelo Papa, após abdicar do direito de investidura. Apesar disso, morreu em meio a protestos de cardeais e padres que perdiam suas propriedades, exilado pelo Imperador, em 21 de janeiro de 1118.

161° GELÁSIO II (1118 à 1119 d.C.)

Natural de Gaeta, foi escolhido secretamente pelos cardeais, num mosteiro beneditino em Roma, em 16 de março de 1118. Agredido na Basílica de São João de Latrão, pisoteado, acorrentado e arrastado até o castelo mais próximo, foi encarcerado pelo rebelde Frangipane e libertado por alguns marinheiros genoveses. Refugiou-se em Gaeta e, vestido de peregrino, regressou a Roma, onde foi carregado ao Palácio de Latrão e elevado ao trono pontifício, antes de ser ordenado sacerdote e bispo. Em Roma, deparou-se com o Imperador Henrique V e Gregório VIII, o vigésimo quarto antipapa. Gelásio excomungou a ambos e, depois de muitos vicissitudes, refugiou-se no Mosteiro de Cluny, onde morreu em 28 de janeiro de 1119.

162° CALISTO II (1119 à 1124 d.C.)

Nasceu em Borgonha e foi coroado Papa em 9 de fevereiro de 1119. Durante seu pontificado foi assinado o acordo de Worms, no qual se reconhece o direito dos papas de nomearem os bispos. Proclamou o 9º Concílio Ecumênico e foi para Roma. Com sua chegada, o antipapa Gregório fugiu da cidade. Organizou a Segunda Cruzada. Faleceu em 13 de dezembro de 1124.

163° HONÓRIO II (1124 à 1130 d.C.)

Nasceu em Fiagnano, descendente de uma família pobre. Eleito em 21 de dezembro de 1124, restabeleceu relações com quase todas as cortes européias, para lutar contra os sarracenos. Durante seu pontificado, surgiram na Itália as seitas dos Guelfos, partidários do Papa, e dos Gibelinos, partidários do Imperador. Morreu em 13 de fevereiro de 1130.

164° INOCÊNCIO II (1130 à 1143 d.C.)

Romano, escolhido em 23 de fevereiro de 1130. Recém-eleito, foi obrigado a fugir, porque alguns cardeais escolheram Anacleto II, o vigésimo sexto antipapa. Como Anacleto possuía seguidores em Roma, achou melhor partir para a França, onde compartilhou o exílio com Gelásio. Lotário, de Saxônia, reconduziu-o a Roma, beijou-lhe os pés e guiou a mula durante a procissão, em troca de sua coroação. Proclamou o 10º Concílio Ecumênico, do qual participaram mais de mil bispos e abades. Veio a falecer em 24 de setembro de 1143.

165° CELESTINO II (1143 à 1144 d.C.)

Nasceu em Ciudad de Castillo. Eleito em 3 de outubro de 1143, apaziguou as lutas entre a Escócia e a Inglaterra, mas não pôde obter a paz na Itália. Com a ajuda de São Bernardo, resolveu os desacordos internos da Igreja. Retirou a excomunhão de Luís VII. Morreu em 8 de março de 1144.

166° LÚCIO II (1144 à 1145 d.C.)

Nasceu em Bolonha e foi escolhido Papa em 12 de março de 1144. Governou em meio às agitações causadas por Arnaldo de Brescia. Enquanto pacificava um movimento popular, foi atingido por uma pedra e morreu, em 15 de fevereiro de 1145.

167° BEATO EUGÊNIO III (1145 à 1153 d.C.)

Nasceu em Montemano, Pisa. Havia tumultos em Roma, promovidos por Arnaldo de Brescia. Muitos palácios episcopais estavam sendo saqueados, quando Eugênio III foi eleito, em 18 de fevereiro de 1145. Era um homem piedoso e usava um cilício sob as vestes papais. Fugiu da cidade várias vezes. Iniciou a Segunda Cruzada e começou a construção do Palácio Pontifício. Aprovou a Ordem dos Cavaleiros de São João de Jerusalém (Malta). Recebeu ajuda do Imperador Frederico Barba-Roxa, contra os republicanos de Roma. Morreu em 8 de julho de 1153, a caminho de Roma.

168° ANASTÁCIO IV (1153 à 1154 d.C.)

Romano, eleito em 12 de julho de 1153, teve como conselheiro o cardeal Brek-Pear, mais tarde Adriano IV. Com bondade, conseguiu a pacificação nos domínios temporais da Igreja. Governou apenas um ano e meio, vindo a falecer em 3 de dezembro de 1154.

169° ADRIANO IV (1154 à 1159 d.C.)

Nasceu em Langley, Inglaterra. Eleito em 5 de dezembro de 1154, defendeu a supremacia papal. Coroou imperador a Frederico Barba-Roxa. Durante a coroação, o exército romano atacou o exército alemão trazido pelo Imperador. Os romanos foram derrotados, mais de mil soldados foram mortos e duzentos aprisionados. O exército de Frederico deixou a cidade, por falta de comida. Morreu em 1º de setembro de 1159.

170° ALEXANDRE III (1159 à 1176 d.C.)

Natural de Sena, foi eleito em 20 de setembro de 1159. Excomungou Frederico Barba-Roxa por seus erros. Em 1176, ajudou a Liga Lombarda a derrotá-lo em Legnano. Derrotado, o Imperador entregou-se incondicionalmente ao Papa. Proclamou o 11º Concílio Ecumênico, que estabeleceu a necessidade de dois-terços dos votos para a eleição do Papa. Dirigiu a Igreja durante vinte e dois anos. Cansado dos sofrimentos, faleceu em 20 de agosto de 1181.

171° LÚCIO III (1181 à 1185 d.C.)

Nasceu em Luca. Eleito em 6 de setembro de 1181, exortou os poderosos, com uma “constituição”, a reprimir os hereges. Por causa das contínuas sublevações, foi obrigado a refugiar-se em Verona e não voltou mais a Roma. Convocou um sínodo para condenar certas heresias na Igreja, especialmente a de Pedro Ubaldo, banqueiro de Lião, que vivia em oração e pobreza. Pedro Ubaldo pregava que a salvação dependia de uma vida de pobreza. Ele e seus seguidores venderam tudo e sustentavam-se pela caridade do povo. Porém começaram a atacar os sacramentos, os bispos e cardeais. Morreu em Verona, 25 de setembro de 1185.

172° URBANO III (1185 à 1187 d.C.)

De Milão. Escolhido em 1º de dezembro de 1185, em Verona, adotou esta cidade como sede pontifícia. Opôs-se à violência do imperador Barba-Roxa. Morreu em 20 de outubro de 1187, em Ferrara.

173° GREGÓRIO VIII (1187 à 1187 d.C.)

Nasceu em Benevento. Foi eleito em Ferrara, em 25 de outubro de 1187. Conseguiu solucionar as discórdias entre a Igreja e o Império Germânico. Ajudou os cristãos da Terra Santa, oprimidos pelos muçulmanos. Morreu em 17 de dezembro de 1187.

174° CELESTINO III (1191 à 1198 d.C.)

Romano, eleito em 14 de abril de 1191. Aprovou a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos, cujo fim era defender os peregrinos da Terra Santa. Defendeu a indissolubilidade do matrimônio. Faleceu em 8 de janeiro de 1198.

175° INOCÊNCIO III (1198 à 1216 d.C.)

O primeiro Papa do século XIII, nasceu em Anagni. Eleito em 22 de fevereiro de 1198, restabeleceu a autoridade temporal nos Estados Pontifícios. Promoveu a Quarta Cruzada. Aprovou a Ordem dos Dominicanos e a dos Franciscanos, que abraçaram a pobreza e a vida simples, pregavam o que eles próprios praticavam, imploravam aos ricos que dividissem com os pobres os seus bens. Durante seu pontificado, Santo Tomás de Aquino explicou a fé de um modo racional, para a santificação de todos. Inocêncio III proclamou o 12º Concílio Ecumênico. Morreu em 16 de julho de 1216.

176° HONÓRIO III (1216 à 1227 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 24 de julho de 1216, enfrentou Frederico II, rei da Sicilia, ainda adolescente, que assumiu o comportamento bárbaro do avô, Frederico Barba-Roxa. Definiu o “Liber Censorium”, sobre os direitos dos Pontífices e organizou o cerimonial para a eleição papal. Organizou a Quinta Cruzada, com André II da Hungria.

Com João II da Suécia, o cristianismo chegou à Estônia. Homem erudito, insistiu em que sacerdotes estudassem teologia, incentivou as Universidades de Paris e de Bolonha a aceitarem jovens e instruí-los na teologia, escreveu as vidas de Celestino III e Gregório VII. Morreu em 18 março de 1227.

177° GREGÓRIO IX (1227 à 1241 d.C.)

Nasceu em Anagni, era sobrinho de Inocêncio III. Eleito em 21 de março de 1227, exigiu que o Imperador Frederico II empreendesse a Cruzada, conforme prometera sete anos antes. Como o Imperador desistisse da empreitada três dias depois de iniciá-la, fingindo-se doente, Gregório IX o excomungou. Canonizou S. Francisco, S. Domingos e S. Antônio. Instituiu a “Santa Inquisição”. Aprovou os “breviários”. Preparou a Sexta Cruzada. Sua morte ocorreu em 22 de agosto de 1241, aos cem anos de idade.

178° CELESTINO IV (1241 à 1241 d.C.)

Nasceu em Milão. Eleito em 28 de outubro de 1241, para sua eleição, os cardeais não chegavam a um acordo. O Senado Romano trancou-os a chave no antigo palácio do Settizonio sul Celio. Deste episódio deriva a palavra conclave, do latim cum clave, com chave. Morreu em 10 de novembro de 1241.

179° INOCÊNCIO IV (1243 à 1254 d.C.)

INOCÊNCIO IV (1243 à 1254 d.C.)

Nasceu em Gênova e foi eleito em Agnani, em 28 de junho de 1243, após dois anos de sede vacante. Escapou de Roma, vestido como soldado, para fugir ao perigo de ser seqüestrado pelo Imperador. Em Lião, convocou um Concílio para depor Frederico II. Canonista insigne, proclamou o 13º Concílio Ecumênico. Instituiu a festa da Visitação. Preparou a Sétima Cruzada, com Luís IX, rei da França. Morreu subitamente em Nápoles, no dia 7 de dezembro de 1254.

180° ALEXANDRE IV (1254 à 1261 d.C.)

Nasceu em Anagni. Eleito em 20 de dezembro de 1254, escreveu sobre jurisprudência popular. Canonizou Santa Clara e confirmou a realidade dos estigmas de São Francisco. Fixou o procedimento sumário para a heresia e condenou os flagelantes. Incapaz de permanecer em Roma, teve que fugir para Viterbo, onde morreu em 25 de maio de 1261.

181° URBANO IV (1261 à 1264 d.C.)

Nasceu em Troyes, França. Eleito em 4 de setembro de 1261, aumentou o número de cardeais na Igreja, sendo catorze clérigos franceses. Nunca entrou em Roma, estabeleceu seu pontificado em Perúgia. Confirmou a festa de Corpus Christi, sessenta dias depois da Páscoa. Começou a assinalar os documentos com números ordinais. Morreu em 10 de outubro de 1264.

182° CLEMENTE IV (1265 à 1268 d.C.)

Nasceu em Saint Giles, França, e foi eleito em 15 de fevereiro de 1265. Excomungou Corradino da Suécia, mas isto não impediu a ocupação de Roma e Nápoles. Sua morte foi em Viterbo, em 29 de novembro de 1268.

183° BEATO GREGÓRIO X (1272 à 1276 d.C.)

Nasceu em Piacenza. Eleito em 27 de março de 1272, depois de mais de três anos de sede vacante, enquanto estava na Palestina, numa Cruzada. Por desacordo com o Conclave de Viterbo, o povo exasperado destelhou o teto, deixando os quinze cardeais a pão e água até que se decidissem. Proclamou o 14º Concílio Ecumênico, ao qual compareceram mais de 1.500 bispos e abades. Morreu a caminho de Milão, no dia 10 de janeiro de 1276.

184° ADRIANO V (1276 à 1276 d.C.)

Era genovês. Eleito em 11 de julho de 1276, pôs ordem nas regras eclesiásticas e suspendeu as normas do conclave de Gregório X. Morreu em 18 de agosto de 1276, antes de ser consagrado.

185° JOÃO XXI (1276 à 1277 d.C.)

Nasceu em Portugal. Consagrado Papa em 20 de setembro de 1276, obteve a promessa de Afonso II de Portugal de que todas as igrejas daquele reino, juntamente com seus bens, seriam respeitadas.

186° NICOLAU III (1277 à 1280 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 26 de dezembro de 1277, foi o primeiro papa a viver definitivamente no Vaticano, iniciando a construção de seus famosos jardins. Realizou reparos na Igreja de São Pedro e na Basílica de Latrão. Enviou missionários para converter os reis tártaros. Morreu em 22 de agosto de 1280.

187° MARTINHO IV (1281 à 1285 d.C.)

Nasceu na França. Eleito em 23 de março de 1281, quis unir com o vínculo da caridade os grandes e os potentes do tempo. Impossibilitado de ir até Roma, mudou-se para Orvieto. Sob seu pontificado, estourou a rebelião na Sicília. Faleceu em 28 de março de 1285, em Perúgia.

188° HONÓRIO IV (1285 à 1287 d.C.)

Romano, de nobre família de Savelli, foi eleito em 20 de maio de 1285. Sua primeira preocupação foi a de pôr ordem no estado pontifício. Deu impulso à Universidade de Paris, à qual ordenou que iniciasse os estudos do árabe, a fim de explicar a fé aos muçulmanos em sua própria língua, e tentou se aproximar da Igreja grega. Projetou um acordo com os muçulmanos. Reconheceu a ordem dos Carmelitas, era amigo e patrono dos franciscanos e dominicanos, e aprovou a ordem dos agostinianos. Morreu em Roma, em 3 de abril de 1287.

189° NICOLAU IV (1288 à 1292 d.C.)

Nasceu em Ascoli. Eleito em 22 de fevereiro de 1288, pôs ordem na corte de Portugal. Favoreceu o progresso dos estudos, instituindo a Universidade de Montpelier. Incentivou as missões e combateu os sarracenos, ajudado pelas forças de Gênova. Foi o primeiro pontífice franciscano. Homem piedoso, passava parte do tempo em oração, em Santa Maria Maior. Morreu em 4 de abril de 1292.

190° SÃO CELESTINO V (1294 à 1296 d.C.)

Nasceu em Isérnia. Eleito em 29 de agosto de 1294, era monge beneditino, homem de excepcionais virtudes, vida de oração, jejum e simplicidade. Foi retirado do seu eremitério nas montanhas, para governar a Igreja. Ao perceber que estava sendo usado pelos poderosos e que não conseguiria pôr ordem nos assuntos administrativos da Igreja renunciou ao pontificado. Foi o primeiro Papa a renunciar ao pontificado. Estabeleceu que o eleito podia renunciar à eleição. Veio a falecer na prisão, após tentar inutilmente voltar a sua cela nas montanhas, em 19 de maio de 1296.

191° BONIFÁCIO VIII (1294 à 1303 d.C.)

Nasceu em Anagni. Eleito em 24 de dezembro de 1294, dirigiu a Igreja durante sete anos. Temia seu antecessor Celestino V, que muitos acreditavam ter sido forçado a abdicar, e o mantinha na prisão. Celebrou pela primeira vez o Ano Santo de 1300, a ser comemorado a cada 100 anos. Mais de duzentos mil peregrinos visitaram Roma durante o Ano Jubilar. Fundou a Universidade da “Ciência”, em Roma.

Foi protetor de grandes artistas, entre os quais Giotto. Defendeu em encíclicas que fora da Igreja não existe salvação, qie Jesus Cristo é a cabeça da Igreja, que o Papa é autoridade universal e que aqueles que tomassem a riqueza da Igreja seriam punidos. Em conseqüência dessa afirmação, enfrentou o exército francês em sua própria casa, sentado em seu trono. Preso, foi solto três dias depois, pela intervenção do povo de Agnani. Levado a Roma, ninguém foi ajudá-lo. Aí morreu na prisão, em 11 de outubro de 1303, aos 86 anos.

193° BEATO BENTO XI (1303 à 1304 d.C.)

Nasceu em Treviso. Eleito em 27 de outubro de 1303, solucionou a grave questão com o reino da França que enviou embaixadores a Roma para fazer as pazes com o Papa. Era um homem de paz, porém não encontrou paz em Roma. Foi continuamente perseguido por um grupo de conspiradores. Faleceu envenenado, em 7 de julho de 1304.

194° CLEMENTE V (1305 à 1314 d.C.)

Nasceu em Wilaudraut, na França, e descendia de família nobre. Eleito em 14 de novembro de 1305, consagrou-se em Lião. Por conselho do rei Filipe, o Belo, fixou a residência da Santa Sé na França. Seu amor pelos franceses e o temor de voltar a Roma o forçaram a permanecer em Avinhão, onde havia um grande mosteiro. Proclamou o 15º Concílio Ecumênico, que estabeleceu a inocência do Papa Bonifácio pela morte de seu antecessor, e fundou a Universidade de Oxford. Morreu em 20 de abril de 1314.

195° JOÃO XXII (1316 à 1334 d.C.)

Nasceu em Cahors, na França. Foi coroado em 5 de setembro de 1316, em Lião, após dois anos de sede vacante. Instituiu a festa da Santíssima Trindade, o Tribunal da Sagrada Rota e mandou construir o Palácio Papal de Avinhão. Incrementou as missões no Ceilão e na Núbia. Sua morte foi em 4 de dezembro de 1334.

196° BENTO XII (1335 à 1342 d.C.)

Nasceu em Saverdum, na França. Eleito em 8 de janeiro de 1335, foi forçado a permanecer na França por Filipe VI. Obrigou os bispos a conservarem residência em suas dioceses e reformou as ordens beneditinas, franciscanas e dominicanas. Teólogo, declarou que a visão beatífica é privilégio dos bem-aventurados, logo após a morte. Morreu em 25 de abril de 1342.

197° CLEMENTE VI (1342 à 1352 d.c)

Nasceu de uma família nobre, em Maumont, na França, e aos dez anos ingressou na ordem beneditina. Escolhido Papa em 7 de maio de 1342, comprou a cidade de Avinhão da rainha de Nápoles, por 80.000 florins de ouro. Embora monge, era mais um príncipe do que um Papa. Apesar disso, foi um homem culto e bom. Amava os pobres, distribuiu dinheiro aos necessitados e tudo fez para ajudar as vítimas da peste negra que estava assolando a Europa. Protegeu os judeus. Reduziu o intervalo dos Anos Santos de 100 para 50 anos, celebrando o 2º Ano Santo, em 1350. Quando morreu, em 6 de dezembro de 1352, até os judeus oraram em suas sinagogas pelo repouso de sua alma.

198° INOCÊNCIO VI (1352 à 1362 d.C.)

Natural de Braisamont, na França, foi eleito em 30 de dezembro de 1352. Começou um período de reformas na Igreja. Colocou um fim nas inúmeras festas e banquetes, dispensou centenas de criados que nada faziam e enviou os bispos que viviam no palácio papal de volta à administração de suas sedes. Reorganizou o Estado Pontifício e enviou a Roma o Cardeal Albernos para levar paz à cidade. Deu grande impulso às artes e à cultura. Fortificou Avinhão com muralhas. Desejava retornar a Roma, mas sua morte ocorreu em Avinhão, em 12 de setembro de 1362.

199° BEATO URBANO V (1362 à 1370 d.C.)

Nasceu na França. Eleito em 6 de novembro de 1362, transferiu-se para Roma, cinco anos depois. Hostilizados pelos romanos, como ninguém se dispusesse a proteger o Papa e sua casa, ele e seus amigos decidiram voltar a Avinhão, temendo por suas vidas. Deixaram Roma em outubro de 1370, depois de “anos de desordens”, apesar dos rogos do rei de Aragão, de Santa Brígida da Suécia e de muitos monges. Acrescentou à tiara a terceira coroa, o poder imperial (a segunda era o poder real, a primeira, o poder espiritual). Morreu em 19 de dezembro de 1370.

200° GREGÓRIO XI (1371 à 1378 d.C.)

De Maumont, na França, foi coroado Papa em 5 de janeiro de 1371, aos quarenta anos de idade. Convencido por Santa Catarina de Siena, transferiu a Santa Sé para Roma. O Senado romano ofereceu-lhe um terreno no monte Vaticano. Morreu em 26 de março de 1378.

201° URBANO VI (1378 à 1389 d.C.)

Nasceu em Nápoles. Sagrou-se em 18 de agosto de 1378. Celebrou-se no Vaticano o primeiro conclave. De caráter insuportável, não pôde evitar os antipapas de Avinhão que criaram o cisma do Ocidente, que durou 40 anos. Ordenou a prisão e a execução, em Roma, de seis cardeais acusados de tramarem contra ele. Faleceu em 15 de outubro de 1389.

202° BONIFÁCIO IX (1389 à 1404 d.C.)

Era napolitano. Eleito em novembro de 1389, não se reconciliou com o antipapa Clemente, de Avinhão, que faleceu em 1394. Os cardeais de lá elegeram um novo antipapa para suceder Clemente, que foi Bento XIII, mantendo o cisma ocidental. Celebrou o 3º e o 4º Anos Santos (1390, 1400). Morreu em 1º de outubro de 1404. Foi sepultado na Basílica de São Pedro.

203° INOCÊNCIO VII (1404 à 1406 d.C.)

Nasceu em Sulmona. Eleito em 11 de novembro de 1404, era homem de cultura, mas de caráter débil. Tentou solucionar o cisma e as trágicas condições em que se encontrava o Estado e a Igreja. Sua morte ocorreu em 6 de novembro de 1406.

204° GREGÓRIO XII (1406 à 1415 d.C.)

Natural de Veneza, foi eleito em 19 de dezembro de 1406, aos oitenta anos de idade. Viveu o período mais triste do cisma avinhonense, com três sedes papais: Gregório, em Roma, Bento, em Avinhão, e Alexandre, em Pisa. Quando Alexandre morreu, os cardeais de Pisa elegeram o antipapa João XXIII. O imperador Sigismundo, com o consentimento de Gregório, proclamou o 16º Concílio Ecumênico, no qual reuniu bispos e representantes dos sete reinos cristãos. João XXIII, acusado de muitos crimes, foi preso e enviado à prisão em Pisa. Bento foi preso e morreu na Espanha. Gregório renunciou em 14 de julho de 1415 e faleceu em 18 de outubro de 1417.

205° MARTINHO V (1417 à 1431 d.C.)

Com a renúncia de Gregório XII, a Santa Sé ficou vazia. O Papa seguinte, Martinho V, nasceu em Roma. Eleito em 21 de novembro de 1417, foi protetor das artes, quando começava o “Renascimento”. Celebrou o 5º Ano Santo (1423) e, pela primeira vez, abriu-se a Porta Santa na Basílica de São João de Latrão. Morreu em 20 de fevereiro de 1431.

206° EUGÊNIO IV (1431 à 1447 d.C.)

Descendia de uma nobre família de Veneza. Era sobrinho de Gregório XII. Eleito em 11 de março de 1431, proclamou o 17º Concílio Ecumênico em Basiléia. Porém, por medo, transferiu-o a Ferrara e mais tarde a Florença. Declarando a supremacia do papa sobre os concílios, os adversários elegeram o antipapa Félix V, o último da história. Morreu no dia 23 de fevereiro de 1447.

207° NICOLAU V (1447 à 1455 d.C.)

Nasceu em Sarzana. Era cardeal de Bolonha. Eleito em 19 de março de 1447, iniciou a construção da atual Basílica de São Pedro, fortificou a cidade, consertou as muralhas, restaurou muitas igrejas, pavimentou com pedras as ruas de Roma, aperfeiçoou o sistema de fornecimento de água, para beneficiar os peregrinos. Ajudou a Espanha a expulsar os sarracenos. Fundou a Biblioteca Vaticana, foi patrono das artes e da literatura. Mandou traduzir para o latim clássicos gregos. Conseguiu a submissão do antipapa Félix V e destituiu o Concílio de Basiléia. Celebrou o 6º Ano Santo (1450). Morreu em 24 de março de 1455.

208° CALISTO III (1455 à 1458 d.C.)

Nasceu em Jativa, Espanha. Eleito em 20 de agosto de 1455, aos oitenta anos de idade, foi o primeiro Papa da família Bórgia. Governou apenas três anos. Fez florescer o cristianismo na Suécia, Noruega e Dinamarca. Sua morte foi em 6 de agosto de 1458.

209° PIO II (1458 à 1464 d.C.)

Nasceu em Siena. Eleito em 3 de setembro de 1458, confirmou em Mântua a aliança dos reis da França, Borgonha, Hungria e Veneza, para socorrer as províncias oprimidas pelos turcos. Foi quem canonizou Catarina de Siena. Morreu em 15 de agosto de 1464, participando de uma Cruzada para combater os muçulmanos que estavam atacando a Terra Santa.

210° PAULO II (1464 à 1471 d.C.)

Natural de Veneza, foi escolhido Papa em 16 de setembro de 1464. Para que cada geração pudesse obter o perdão, converteu em 25 anos o intervalo dos Anos Santos. Foi então que se começou a chamá-lo também “Jubileu”. Morreu em 26 de julho de 1471.

211° SISTO IV (1471 à 1484 d.C.)

Nasceu em Savona, de uma família de pescadores. Eleito em 25 de agosto de 1471, foi um político experiente e mecenas. Celebrou o 7º Jubileu em 1475, que se estendeu até a Páscoa de 1476. Fixou a Festa de São José em 19 de Março. Embelezou a Capela Sistina, que foi decorada por Michelangelo. Faleceu em 12 de agosto de 1484.

212° INOCÊNCIO VIII (1484 à 1492 d.C.)

Nasceu em Gênova, filho de um senador romano. Foi eleito em 12 de setembro de 1484. Concluiu a obra de pacificação entre os estados católicos. Condenou o comércio de escravos. Ajudou Cristóvão Colombo no descobrimento da América. Sua morte foi em 25 de julho de 1492.

213° ALEXANDRE VI (1500 à 1503 d.C.)

Nasceu em Jativa, na Espanha. Era sobrinho de Calisto III. Eleito em 26 de agosto de 1492, celebrou o 8º Jubileu (1500). Abriu pela primeira vez a Porta Santa em São Pedro, Santa Maria Maior e São Paulo. Levou vida pecaminosa, devastando os bens da Igreja. Romanos oravam pela mudança no coração do Papa e, mais tarde, por sua morte. Inconsolável com o assassinato do filho, Alexandre dizia: “Morreu pelos meus pecados. Mudarei de vida.” Isto, porém, não aconteceu. Faleceu em 18 de agosto de 1503. Os romanos respiraram aliviados.

214° PIO III (1503 à 1503 d.C.)

Nasceu em Siena. Eleito em 8 de outubro de 1503, com sessenta e quatro anos, tinha metade do corpo paralisado. Aceitou sua eleição depois de várias pressões, por causa de sua saúde precária. Devido à gota, celebrou a missa de sua coroação sentado. Fez pouca coisa, por causa da brevidade de seu pontificado. Sua morte ocorreu em 18 de outubro de 1503.

215° JÚLIO II (1503 à 1513 d.C.)

De Savona, foi eleito em 26 de novembro de 1503, graças a suborno e promessas, no conclave mais curto da história da Igreja. Colocou a pedra fundamental da Basílica de São Pedro, a maior do mundo, em 18 de abril de 1506. Era sobretudo um soldado e queria tornar-se senhor absoluto de toda a Itália. As cidades de Bolonha e Perúgia resistiram ao Papa. Foi patrono das artes. Aproveitou a habilidade de grandes artistas, tornando Roma famosa pelas obras de Michelangelo, Rafael e Bramante. Deu impulso e aos estudos. Morreu em 21 de fevereiro de 1513.

216° LEÃO X (1513 à 1521 d.C.)

Nasceu em Florença. Eleito em 19 de março de 1513, deu continuidade à Basílica de São Pedro. Para arrecadar fundos, oferecia indulgências em troca de doações que serviriam para pagar os trabalhadores na construção da Basílica. Enviou monges pela Europa para pregar as indulgências. Não se deu conta e nem conseguiu opor-se ao cisma causado por Martinho Lutero, que condenou esse procedimento, considerando-o venda de graças, ou seja, simonia. Lutero queimou publicamente a bula do Papa que ordenava sua retratação. Com a reforma de Lutero, o protestantismo se tornou uma realidade. Faleceu em dezembro de 1521.

217° ADRIANO VI (1522 à 1523 d.C.)

Nasceu em Utrecht, na Holanda. Seu pai trabalhava na construção de navios. Consagrado em 31 de agosto de 1522, sem que soubesse disso, sabia que uma cruz o aguardava em Roma. Ali chegou oito meses depois de sua escolha. Lutou contra os turcos, sem resultados positivos. Foi exemplo de piedade e ascetismo. Morreu em 14 de setembro de 1523.

218° PAULO III (1534 à 1549 d.C.)

Nasceu em Roma e foi eleito em 3 de setembro de 1534. Grande protetor das artes e da cultura, nomeou Michelangelo arquiteto da Basílica de S. Pedro. Aprovou a Companhia de Jesus. Proclamou o 19º Concílio Ecumênico (Concílio de Trento), que foi de 1545 a 1563. Governou mais como um rei do que como um Papa. Morreu em 10 de novembro de 1549.

219° JÚLIO III (1550 à 1555 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em fevereiro de 1550, deu continuidade ao Concílio de Trento, Opôs-se às teses luteranas. Estabeleceu relações com a rainha Maria Tudor da Inglaterra, para restabelecer o culto católico. Celebrou o 10º Jubileu (1550). Faleceu em 23 de março de 1555.

220° MARCELO II (1555 à 1555 d.C.)

Nasceu em Montepulciano. Escolhido Papa em 10 de abril de 1555, foi o último que conservou o nome de batismo. Deixou na cúria um sinal de justiça e austeridade. Preocupou-se com os russos e mongóis. Em seu pontificado, Pierluigi di Palestrina compôs a famosa “Missa do Papa Marcelo”. Capaz e experiente, todos se alegraram por sua escolha. Entusiasmado pela reforma, foi considerado uma das mais nobres figuras da história do papado. Infelizmente, faleceu em 1º de maio de 1555.

221° PAULO IV (1555 à 1559 d.C.)

Napolitano, eleito em 26 de maio de 1555, propôs a reforma dos costumes. Lutou, junto com a Inquisição, contra a doutrina luterana. Deu grande poder à Inquisição. Confinou os judeus em guetos. Com sua morte em 8 de agosto de 1559, os romanos libertaram muitos prisioneiros.

222° PIO IV (1560 à 1565 d.C.)

Nasceu em Milão. Eleito em 6 de janeiro de 1560, reabriu e finalizou o Concílio de Trento. Interveio para que fossem devolvidas as possessões do Piemonte a Emanuel Filiberto. Durante seu pontificado, São Carlos Borromeu, arcebispo de Milão, capaz e piedoso, realizou muitas reformas na Igreja. Morreu em 9 de dezembro de 1565.

223° SÃO PIO V (1566 à 1572 d.C.)

Nasceu em Bosco. Sagrado em 17 de janeiro de 1566, reformou o Missal Romano e editou o Breviário para os padres. Em seis anos de governo, fez de Roma uma cidade pacífica, reduziu o número de soldados do exército papal e apresentou-se aos romanos como um pai e não como um general de exército. Designou Carlos Borromeu para supervisionar os decretos do Concílio de Trento. Publicou o Catecismo de Trento, para uso da Igreja Universal. Ordenou os seminários para a formação dos jovens interessados pelo sacerdócio. Era severo com os cardeais. Excomungou a rainha Isabel da Inglaterra. Foi o artífice da vitória cristã sobre os turcos na batalha de Lepanto. Sua morte foi em 1º de maio de 1572.

224° GREGÓRIO XIII (1572 à 1585 d.C.)

Nasceu em Bolonha. Era professor na Universidade de Bolonha. Participou do Concílio de Trento. Sagrado Papa em 25 de maio de 1572, abriu seminários em Viena, Praga, Gratz e no Japão. Procurou levar os decretos do Concílio de Trento a toda a Igreja. Celebrou o 11º Jubileu (1575). Reformou o Calendário, eliminando dez dias (Calendário Gregoriano). Morreu em 10 de abril de 1585.

225° SISTO V (1585 à 1590 d.C.)

Nasceu em Grotamare. Era um bom pregador. Em Roma, encontrou-se com São Felipe de Neri e Santo Inácio de Loyola. Trabalhou na Cúria Romana. Foi escolhido Papa no conclave de 1º de maio de 1585. Descobriu a insegurança da vida dos peregrinos em Roma e empenhou-se para acabar com o banditismo. Em dois anos, suas tropas capturaram mais de vinte mil malfeitores nas estradas. Melhorou as finanças da Santa Sé e trouxe bem-estar a Roma. Estabeleceu quinze Congregações Pontifícias para administrar as necessidades da Igreja. Completou os trabalhos da Cúpula de São Pedro. Morreu em 27 de agosto de 1590.

226° URBANO VII (1590 a 1590 d.C.)

Nasceu em Roma. Eleito em 15 de setembro de 1590, deixou todos os seus bens para obras de beneficência. Morreu em 27 de setembro de 1590, vítima da malária, após 12 dias de pontificado.

227° GREGÓRIO XIV (1590 à 1591 d.C.)

Nasceu em Cremona e foi eleito em 8 de dezembro de 1590. Homem honesto e de natureza ascética, foi enganado por conselheiros pouco competentes. Confirmou o direito de asilo nas embaixadas perto da Santa Sé. Excomungou o rei Henrique IV da França, que havia entrado em acordo com os protestantes. Veio a falecer em 16 de outubro de 1591.

228° INOCÊNCIO IX (1591 à 1591 d.C.)

Nasceu em Bolonha. Eleito em 3 de novembro de 1591, conseguiu conter uma terrível epidemia de peste e combateu a criminalidade. Morreu subitamente, em 30 de dezembro de 1591.

229° CLEMENTE VIII (1592 à 1600 d.C.)

De Florença, foi aluno de São Felipe Neri. O primeiro Papa do século XVII foi eleito em 9 de fevereiro de 1592. Deixou de lado as questões políticas, visitou todas as paróquias de Roma, pregava e impunha disciplina. Firmou a paz entre a França e a Espanha. Celebrou o 12º Jubileu (1600). Morreu em 3 de março de 1605.

230° LEÃO XI (1605 à 1605 d.C.)

Nasceu em Florença. Eleito em 10 de abril de 1605, dedicou-se ao ascetismo. Durante as dificuldades da tomada de posse da Sé romana, sentiu-se mal e morreu, em 27 de abril de 1605.

231° PAULO V (1605 à 1621 d.C.)

Nasceu em Roma, onde foi professor de Direito. Eleito em 29 de maio de 1605, manteve relações com Miguel Romanoff da Rússia e apelou à China e ao Japão para que cessassem as perseguições ao cristianismo. Enfrentou conflitos com a Igreja de Veneza. Favoreceu a Astronomia, mas não defendeu Galileu. Adoeceu quando irrompeu na Europa a Guerra dos Trinta Anos. Morreu em 28 de janeiro de 1621.

232° GREGÓRIO XV (1621 à 1623 d.C.)

Nasceu em Bolonha. Eleito em 14 de fevereiro de 1621, ajudou aos irlandeses e favoreceu a restauração católica na França. Instituiu a Congregação para a Propagação da Fé, para incentivar as missões. Canonizou Inácio de Loyola, Felipe Neri. Francisco Xavier e Tereza D’Ávila. Sua morte foi em 8 de julho de 1623.

233° URBANO VIII (1623 à 1644 d.C.)

De Florença, era sobrinho de Gregório XV. Eleito em 29 de setembro de 1623, era um homem muito capacitado, mas deixou-se levar pelo nepotismo. Trabalhou nos textos sagrados: Pontifical, Breviário, Rituais, Martirológio. Celebrou o 13º Jubileu (1625). Construiu a residência de verão de Castelgandolfo. Morreu em 29 de julho de 1644.

234° INOCÊNCIO X (1644 à 1655 d.C.)

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Nasceu em Roma. Era um homem de letras. Eleito em 4 de outubro de 1644, com setenta anos de idade, deixou-se dominar por familiares. Censurou o Tratado de Westfalia, pelo qual muitas cidades passaram ao domínio dos protestantes. Celebrou o 14º Jubileu (1650). Faleceu em 7 de janeiro de 1655.

235° ALEXANDRE VII (1655 à 1667 d.C.)

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Nasceu em Siena. Eleito em 18 de abril de 1655, fez o possível para impedir a expansão do protestantismo, sobretudo na Itália e na Inglaterra. Terminou as obras da Praça São Pedro, com a “colonnata” de Bernini e as duas fontes. Passou o tempo, preferencialmente, em oração e estudos. Convenceu Veneza a devolver aos jesuítas tudo que havia tomado deles e permitir que voltassem à cidade. Aumentou a Universidade de Roma e a Biblioteca Papal. Morreu em 22 de maio de 1667. Está num túmulo construído por Bernini.

236° CLEMENTE IX (1667 à 1669 d.C.)

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Natural de Pistóia e escolhido Papa em 26 de junho de 1667, foi mediador nas guerras de sucessão entre França, Espanha, Inglaterra e Holanda, com a chamada Paz Clementina. Foi um pai para todos. Dois dias por semana, confessava os peregrinos na Basílica de São Pedro. Não admitiu em Roma parentes e amigos. Amava os pobres, cortou taxas e impostos de grãos, distribuiu gratuitamente alimentos aos pobres, acabou com o monopólio dos nobres na venda de cereais. Faleceu em 9 de dezembro de 1669.

237° CLEMENTE X (1670 à 1676 d.C.)

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Nasceu em Roma. Eleito em 11 de maio de 1670, era amigo bem próximo do falecido Papa. Apesar da vida virtuosa, a idade avançada dificultava sua atuação na administração da Igreja. Interveio na eleição do rei da Polônia, obtendo a nomeação de João Sobieski, amado por suas convicções cristãs e por haver derrotado os turcos na batalha de Chaezim. Celebrou o 15º Jubileu (1675). Morreu em 22 de julho de 1676, com 86 anos de idade.

238° BEATO INOCÊNCIO XI (1676 à 1689 d.C.)

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Natural de Como, foi elevado ao pontificado em 4 de outubro de 1676. O povo o amava muito, porque trabalhava pelos pobres. Viveu com parcimônia e esperava que os cardeais fizessem o mesmo. Acabou com o déficit do tesouro papal, num período de dois anos. Extirpou o nepotismo. Opôs-se à violência de Luís XIV da França, ao qual queria fazer respeitar os direitos da Igreja. Apoiou o rei polaco Sobieski, que derrotou os turcos em Viena. Era muito preocupado com a pureza da fé e da moral na Igreja. Insistia na educação da fé e na formação dos monges. Incentivava os fiéis à comunhão freqüente. Morreu em 12 de agosto de 1689.

239° ALEXANDRE VIII (1689 à 1691 d.C.)

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Nasceu em Veneza. Eleito em 16 de outubro de 1689, foi nomeado por intervenção de Luís XIV da França e chegou a um acordo sobre as propostas da “liberdade galicana”. Concedeu ajuda ao rei da Polônia e aos venezianos para lutarem contra os turcos. Ampliou a Biblioteca Vaticana. Faleceu em 1º de fevereiro de 1691.

240° INOCÊNCIO XII (1691 à 1700 d.C.)

inocencio-xii

Nasceu em Nápoles. Eleito em 15 de julho de 1691, obrigou os párocos a usarem a batina todos os dias e a fazerem os exercícios espirituais. Luís XIV renunciou às “proposições galicanas” e o Papa reconheceu os bispos do Rei. Celebrou o 16º Jubileu (1700). Ajudou as Missões na Ásia. Dificultou aos padres a prática do nepotismo. Sua morte foi em 27 de setembro de 1700.

241° CLEMENTE XI (1700 à 1721 d.C.)

clemente-xi

Natural de Urbino, foi eleito em 8 de dezembro de 1700, aos quarenta anos. O primeiro Papa do século foi cultor e amante das artes. Enriqueceu com antigos códices orientais a Biblioteca Vaticana. Levou uma vida de piedade e oração. Morreu em 19 de março de 1721.

242° INOCÊNCIO XIII (1721 à 1724 d.C.)

inocencio-xiii

Nasceu em Roma. Eleito em 18 de maio de 1721, interveio energicamente na Igreja da Espanha. Enviou cinco mil escudos aos Cavaleiros de Malta, para que lutassem contra o Islã. Veio a falecer em 7 de março de 1724.

243° BENTO XIII (1724 à 1730 d.C.)

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Nasceu em Gravina. Eleito em 4 de maio de 1724, ocupou-se especialmente do magistério espiritual. Visitava os doentes e os pobres. Ia regularmente à Capela de São Pedro, para ouvir a confissão dos peregrinos. Canonizou São Luís Gonzaga e Santo Estanislau, da Polônia. Celebrou o 17º Jubileu (1725), quando inaugurou a escadaria da igreja Trinitá dei Monti, em Roma. Morreu em 2 de março de 1730.

244° INOCÊNCIO XIII (1721 à 1724 d.C.)

inocencio-xiii

Nasceu em Roma. Eleito em 18 de maio de 1721, interveio energicamente na Igreja da Espanha. Enviou cinco mil escudos aos Cavaleiros de Malta, para que lutassem contra o Islã. Veio a falecer em 7 de março de 1724.

245° CLEMENTE XII (1730 à 1740 d.C.)

clemente-xii

De Florença, foi eleito em 16 de julho de 1730, aos oitenta anos de idade. Privado da visão, governou a Igreja com cuidado. Vendeu suas propriedades para reabastecer o cofre pontifício, vazio pelos desmandos de Cossia, durante o governo de seu antecessor. Mandou prender e condenar Cossia. Era generoso com os missionários e caridoso com os pobres. Proibiu o jogo de loto. Fundou em Nápoles um instituto para jovens. Tornou a Via Sacra uma oração oficial na Igreja. Morreu em 6 de fevereiro de 1740.

246° BENTO XIV (1740 à 1758 d.C.)

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Nasceu em Bolonha. Eleito em 3 de agosto de 1740, foi um dos Papas mais inteligentes do século e um dos melhores administradores que a Igreja já teve. Propagou a devoção da Via Sacra e celebrou o 18º Ano Santo (1750). Era amado e respeitado por católicos e protestantes. Escritor nato, redigiu vários livros de teologia e história. Suportou heroicamente as enfermidades. Morreu em 3 de maio de 1758.

247° CLEMENTE XIII (1758 à 1769 d.C.)

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Nasceu em Veneza e foi eleito Papa em 16 de julho de 1758. Seu pontificado se caracterizou pelo “Iluminismo”. Era amigo dos jesuítas, acusados de crimes que não haviam cometido, por Portugal, França e Espanha. Veio em sua defesa e os governantes cristãos da Europa exigiram sua renúncia, ameaçando fundar suas próprias igrejas. Durante esse conflito, o Papa morreu misteriosamente, em 2 de fevereiro de 1769.

248° CLEMENTE XIV (1769 à 1774 a.C.)

Nasceu em Rimini e foi eleito em 4 de junho de 1769. Restabeleceu relações com os reinos católicos. Temia um novo cisma na Igreja, que já perdera a Inglaterra e parte da Alemanha. Dissolveu a Companhia de Jesus, para não perder a Espanha, Portugal e França, sem contudo culpar os jesuítas de crimes ou heresias. Os seguidores de Santo Inácio de Loyola obedeceram ao Papa. Fundou o Museu Clementino. Morreu em 22 de setembro de 1774.

249° PIO VI (1775 à 1799 d.C.)

Nasceu em Cesena. Eleito em 22 de fevereiro de 1775, aos sessenta anos, celebrou o 19º Ano Santo (1775). Nomeou uma comissão para rever a condenação dos jesuítas. Considerados inocentes, Pio VI ordenou que continuassem seu trabalho na Igreja. Designou um jesuíta como primeiro bispo de Baltimore. Obrigado a romper com a França, teve que pagar grande soma de dinheiro e dar várias obras de arte.

Assistiu à derrota da Igreja na França e a apostasia de centenas de católicos na Revolução Francesa. Foi preso em Siena, por ordem de Napoleão Bonaparte. Transferido para a França, veio a falecer em 29 de fevereiro de 1799.

250° PIO VII (1800 à 1823 d.C.)

Apesar de Napoleão ter anunciado o fim do papado, a França foi derrotada no Egito e forçada a retirar suas tropas da Itália. O Papa do novo século nasceu em Cesena, tinha sessenta anos de idade e era monge beneditino. Descendia de uma família nobre e fora educado em Veneza. Eleito em 21 de março de 1800, assinou um acordo com Bonaparte em 1801, que melhorou a situação da Igreja na França. Coroou Napoleão em Paris. Ficou prisioneiro por algum tempo. Com a queda de Napoleão e a ascensão de Luís XVII, um novo acordo foi assinado. Fez as pazes com a Bavária e com alguns príncipes alemães. Restabeleceu a extinta Companhia de Jesus. Morreu em 20 de agosto de 1823.

251° LEÃO XII (1823 à 1829 d.C.)

Nasceu em Spoleto. Eleito em 5 de outubro de 1823, entregou o Colégio Romano aos jesuítas. Celebrou o 20º Ano Santo (1825). Iniciou a reconstrução da Basílica de São Pedro, em Roma, que se havia incendiado. Sua morte foi em 10 de fevereiro de 1829, aos sessenta e nove anos de idade.

252° PIO VIII (1829 à 1830 d.C.)

Nasceu em Cingoli e foi eleito em 5 de abril de 1829, aos setenta anos de idade. De mentalidade aberta, tratou com o Sultão, em favor dos armênios. Iniciou o correio vaticano. Deu impulso às missões. Faleceu em 30 de novembro de 1830.

253° GREGÓRIO XVI (1831 à 1845 d.C.)

Nasceu em Belluno. Eleito Papa em 6 de fevereiro de 1831, pediu apoio às potências da Santa Aliança (Rússia, Áustria e Prússia), para governar os Estados Pontifícios. Elevou a maioridade a vinte e um anos. Fundou o museu egípcio e etrusco. Ansiava pela fé da Igreja universal e combateu os erros doutrinários. Sua morte foi em 1º de junho de 1846. Foi sepultado na Basílica de São Pedro.

254° PIO IX (1846 à 1878 d.C.)

Giovanni Mastai Ferretti nasceu em Senigalia. Eleito em 21 de junho de 1846, celebrou o 21º Ano Santo (1875). Anistiou todos os presos políticos. Mais de dois mil homens foram libertados da prisão e os exilados voltaram a Roma. Fugiu de Roma para Gaeta, em 1849. De volta a Roma, restabeleceu a ordem na cidade, auxiliado pelos franceses. Vittorio Emanuele deu ao Papa os direitos de um soberano e remuneração anual, que ele não aceitou. Foi bem sucedido na administração da Igreja e em sua vida espiritual.

Combateu o liberalismo, condenou o panteísmo, o racionalismo, o nacionalismo, o comunismo, a maçonaria e as religiões liberais. Proclamou o dogma da Imaculada Conceição de Maria, em 8 de dezembro de 1854. Tornou universal, em 1856, a festa do Sagrado coração de Jesus.

Em 29 de junho de 1869, convocou o Concílio Ecumênico Vaticano I, no qual foi definido o dogma da Infalibilidade Papal. Trabalhou com homens piedosos e dotados de liderança. No seu pontificado, Roma tornou-se capital do Reino de Itália. Morreu em 7 de fevereiro de 1878.

255° LEÃO XIII (1878 à 1903 d.C.)

Gioacchino Pecci era de família nobre. Nasceu em Carpineto e foi eleito Papa em 3 de março de 1878. Manteve relacionamento amigável com a França, fez as pazes com a Rússia e a Suíça, elevou ao cardinalato Newman, da Igreja anglicana. Exigiu completa independência e soberania da Santa Sé. A fé católica fez grandes progressos durante seu pontificado. Abriu ao público a Biblioteca do Vaticano, instalou uma Comissão Bíblica. A mais notável de suas encíclicas é a “Rerum Novarum”, que trata do trabalho e de questões sociais, mostrando a relação entre capitalismo e trabalho. Organizou a Ação Católica na Itália. Celebrou o 22º Ano Santo (1900), quando a basílica de São Pedro foi iluminada por luz elétrica pela primeira vez. Foi o primeiro Papa que se deixou filmar. Morreu em 20 de julho de 1903.

256° SÃO PIO X ( 1903 à 1914 d.C.)

José Sarto nasceu em Riese, de uma família pobre. Foi eleito em 9 de agosto de 1903, quando era Patricarca de Veneza. Concluiu o Código Canônico. Iniciou a publicação da “Acta Apostolicae Sedis”, órgão oficial da Santa Sé, que contém leis e documentos no texto integral. Reformou o Catecismo. Combateu os erros modernistas. Permaneceu como o guardião da consciência humana, o defensor da verdade sobre a mentira, da justiça sobre o mal. Estabeleceu a elevação da óstia e do cálice. Todas as suas atividades eram direcionadas para a santificação dos fiéis. Aconselhou-os a receberem a Eucaristia, se possível, diariamente. Dispensou a obrigação do jejum aos doentes. Ordenou aos párocos a catequese infantil. Realizou em Roma, em 1905, o Congresso Eucarístico. Promoveu a música sacra, em especial o canto gregoriano. Foi cuidadoso com a formação do clero. Fundou o Instituto Bíblico, aos cuidados dos jesuítas. Faleceu em 20 de agosto de 1914.

257° BENTO XV (1914 à 1922 d.C.)

Nasceu em Gênova. Eleito em 6 de setembro de 1914, num conclave de seis dias, Bento XV estava com sessenta anos. A Primeira Guerra Mundial estava em curso. Suplicou pela paz, inutilmente. A Itália também entrou em guerra. Bento permaneceu neutro. A Guerra terminou em 1919, com a derrota da Alemanha. Criou setenta dioceses em países do terceiro mundo. Aumentou as sedes diplomáticas da Santa Sé. Publicou o Código de Direito Canônico. Voltou sua atenção para a Ásia e para a África. Morreu em 22 de janeiro de 1922.

258° PIO XI (1922 à 1939 d.C.)

Achille Ratti nasceu em Desio, filho de um tecelão. Era cardeal no arcebispado de Milão e antes de assumir sua sé, passou um mês em retiro no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes. Cinco meses depois, com a morte de Bento XV, foi eleito Papa, em 12 de fevereiro de 1922. Assinou a Concordata com Mussolini, criando o Estado do Vaticano. Resolvida a Questão Romana, o Papa tornou-se um rei sem um reino e um general sem exército. Na encíclica Quadragesimo Anno, estabeleceu que a Igreja não se submeteria nem ao capitalismo nem ao comunismo. Mussolini, na Itália, e Hitler, na Alemanha, criaram sérias dificuldades contra a Igreja. Calles, no México, prendeu e fuzilou muitos sacerdotes. Em 1936, Pio XI ordenou seis bispos chineses em Roma. Trabalhou muito para evitar uma nova guerra. Inaugurou a Rádio Vaticana. Sua morte foi em 12 de fevereiro de 1939.

259° PIO XII (1939 à 1958 d.C.)

Eugenio Pacelli nasceu em Roma. Eleito em 2 de março de 1939, estava com sessenta e três anos de idade. Começava a Segunda Guerra Mundial, com a invasão da Polônia por Hitler. Todos os seus apelos em prol da paz foram inúteis. Ajudou os judeus perseguidos e salvou muitos deles dos campos de concentração da Polônia e da Alemanha. Em 1942, quando os nazistas ocuparam Roma, recusou-se a deixar a sede pontifícia. Em 1944, a Guerra chegou ao fim, suplicou aos vencedores que tivessem misericórdia dos derrotados. Proclamou a doutrina da Igreja como Corpo Místico de Cristo. Lutou contra a perseguição dos regimes comunistas. Em 1950, celebrou o 24º Ano Santo e proclamou o dogma da Assunção de Maria. Na cripta sob a Basílica de São Pedro, descobriu o túmulo do santo. Morreu em 9 de outubro de 1958.

260° JOÃO XXIII (1958 à 1963 d.C.)

Angelo Giuseppe nasceu em Sotto il Monte, Bérgamo. Era Patriarca de Veneza, ao ser escolhido Papa, em 28 de outubro de 1958. Vindo de uma família de camponeses e com idade avançada, João XXIII superou as expectativas. Iniciou uma nova era na Igreja e tornou-se um dos maiores Papas da história. Administrou a Igreja por meio de uma política aberta, explicitada em suas encíclicas Mater et Magistra e Pacem in Terris. Ampiou e abriu o diálogo com católicos e não católicos de todo o mundo. Da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, que proclamou, com o objetivo de renovar a Igreja, tomaram parte 4.000 bispos de todo o mundo. Proclamou o 21º Concílio Ecumênico (Vaticano II), renovando a Igreja. O “Bom Papa João”, como era chamado, morreu em 3 de junho de 1963.

261° PAULO VI (1965 à 1978 d.C.)

Giovanni Batista Montini nasceu em Bréscia. Eleito em 21 de junho de 1963, finalizou o Concílio Vaticano II, em 8 de dezembro de 1965. O Concílio trouxe à Igreja uma nova face, a do povo de Deus, e renovou em especial a liturgia. Celebrou o 25º Ano Santo (1975). Foi o primeiro papa a viajar para fora da Europa. Em Jerusalém, orou no túmulo de Cristo e abraçou o Patriarca da Igreja Ortodoxa. Participou do Congresso Eucarístico realizado em Bombaim, na Índia, em 1964. Morreu em 6 de agosto de 1978.

262° JOÃO PAULO I (1978 à 1978 d.C.)

Albino Luciani nasceu em Forno de Canale, Belluno. Seu pai era operário numa fábrica de vidros em Veneza. Eleito em 26 de agosto de 1978, foi o primeiro Papa a escolher um duplo nome. Recusou a cerimônia da coroação. É conhecido como o Papa do sorriso. Governou a Igreja apenas 33 dias. Morreu de infarto, durante o sono, em 28 de setembro de 1978.

263° JOÃO PAULO II (1978 à 2005 d.C.)

O polonês Karol Wojtyla, aos dezenove anos, quando Hitler atacou a Polônia, foi preso e enviado para a Sibéria, onde os nazistas o obrigaram a cortar pedras. Teólogo, escritor e poeta, em 1949, ordenou-se sacerdote e dedicou-se ao trabalho paroquial, apesar da perseguição comunista. Era arcebispo de Cracóvia, quando foi eleito Papa, em 16 de outubro de 1978. Foi sagrado com o nome de João Paulo II, em 22 de outubro desse mesmo ano. Natural de Wadowice, o sucessor de João Paulo I é o primeiro Papa não italiano, desde Adriano VI (1522 a 1523). Foi convidado a falar na ONU, em 2 de outubro de 1979.

Tem visitado quase todos os países do mundo, nos quais prega a salvação que Cristo trouxe à humanidade, por meio de sua cruz, e a igualdade entre ricos e pobres. Durante uma audiência na Praça São Pedro, em Roma, em 13 de maio de 1981, foi gravemente ferido num atentado com arma de fogo. Nos encontros com governantes de todo o mundo tem exigido o fim de todas as formas de opressão. Seus incontáveis atos, discursos, encíclicas e demais documentos exercem um papel fundamental na orientação dos cristãos e de toda a comunidade humana. É considerado em muitas instâncias como o homem mais influente do mundo de hoje. João Paulo II faleceu no dia 02 de abril de 2005,aos 85 anos, e durante seus funerais, no dia 8 do mesmo mês, a multidão de fiéis o proclamou santo de imediato.

265° BENTO XVI ( 2005 à 2013)

O Cardeal Joseph Ratzinger nasceu em 16 de abril de 1927, um Sábado Santo em Marktl am Inn, diocese de Passau, Alemanha. Em 1939 entra no seminário menor de Traunstein, dando o primeiro passo na sua carreira eclesiástica. Em 1947 Ratzinger ingressa no Herzogliches Georgianum, um instituto teológico ligado à Universidade do Munique. Em 1951, em 29 de junho, Josef e seu irmão Georg são ordenados sacerdotes pelo Cardeal Faulhaber na catedral de Freising, na Festa dos Santos Pedro e Pablo. Em 1953 recebe seu doutorado em teologia pela Universidade de Munique. Em 1983 assistiu à VI Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos, em Cidade do Vaticano. Foi um dos três presidentes delegados; membro do secretariado geral, de 1983 a 1986.

Em novembro de 2002, o Santo Padre aprova sua eleição como Decano do Colégio dos Cardeais. Até a morte de João Paulo II era membro da Secretaria de Estado; das Congregações para as Igejas Orientais, Culto Divino e Sacramentos, Bispos, Evangelização dos povos, Educação católica; assim como dos Pontifícios Conselhos para a Unidade dos cristãos e do de Cultura; das Comissões para a América Latina e Ecclesia Dei. Recebeu por encargo do Santo Padre, a reflexão da Via Sacra durante a Semana Santa de 2005

O Cardeal Joseph Ratzinger, eleito com a idade de 78 anos e três dias. Foi eleito para suceder ao Papa João Paulo II no conclave de 2005 que terminou no dia 19 de Abril.

Um dos maiores intelectuais e teólogos a sentar na cátedra de São Pedro. Foi um dos colaboradores mais próximos de João Paulo II (1978-2005). Apostou na riqueza doutrinária da Igreja, defendendo tanto sua ortodoxia quanto sua mensagem de amor – um de seus gestos mais marcantes foi a abertura do diálogo com outras religiões, como o islamismo e o judaísmo. Herdou um das maiores crises da história recente da Igreja: os escândalos envolvendo pedofilia entre membros do clero. Em uma atitude que chocou o mundo, renunciou do papado, alegando falta de rigor físico para lidar com os desafios da Igreja.

266° FRANCISCO (2015 - TEMPO ATUAL)

O primeiro Papa americano é o jesuíta argentino Jorge Mario Bergoglio, 76 anos, arcebispo de Buenos Aires. É uma figura de destaque no continente inteiro e um pastor simples e muito amado na sua diocese, que conheceu de lés a lés, viajando também de metro e de autocarro, durante os quinze anos do seu ministério episcopal.

«O meu povo é pobre e eu sou um deles», disse várias vezes para explicar a escolha de morar num apartamento e de preparar o jantar sozinho. Aos seus sacerdotes sempre recomendou misericórdia, coragem apostólica e portas abertas a todos. A pior coisa que pode acontecer na Igreja, explicou nalgumas circunstâncias, «é aquilo ao que de Lubac chama mundanidade espiritual», que significa «pôr-se a si mesmo no centro». E quando citava a justiça social, convidava em primeiro lugar a retomar nas mãos o catecismo, a redescobrir os dez mandamentos e as bem-aventuranças. O seu programa é simples: se seguirmos Cristo, compreenderemos que «espezinhar a dignidade de uma pessoa é pecado grave».

Não obstante a índole reservada — a sua biografia oficial é de poucas linhas, pelo menos até à nomeação como arcebispo de Buenos Aires — tornou-se um ponto de referência devido às suas tomadas de posição fortes durante a dramática crise económica que abalou o país em 2001.

Nasceu na capital argentina no dia 17 de Dezembro de 1936, filho de emigrantes piemonteses: o seu pai Mário trabalhava como contabilista no caminho de ferro; e a sua mãe Regina Sivori ocupava-se da casa e da educação dos cinco filhos.

Diplomou-se como técnico químico, e depois escolheu o caminho do sacerdócio, entrando no seminário diocesano de Villa Devoto. A 11 de Março de 1958 entrou no noviciado da Companhia de Jesus. Completou os estudos humanísticos no Chile e, tendo voltado para a Argentina, em 1963 obteve a licenciatura em filosofia no colégio de São José em San Miguel. De 1964 a 1965 foi professor de literatura e psicologia no colégio da Imaculada de Santa Fé e em 1966 ensinou estas mesmas matérias no colégio do Salvador, em Buenos Aires. De 1967 a 1970 estudou teologia, licenciando-se também no colégio de São José.

A 13 de Dezembro de 1969 foi ordenado sacerdote pelo arcebispo D. Ramón José Castellano. De 1970 a 1971 deu continuidade à sua preparação em Alcalá de Henares, na Espanha, e a 22 de Abril de 1973 emitiu a profissão perpétua nos jesuítas. Regressou à Argentina, onde foi mestre de noviços na Villa Barilari em San Miguel, professor na faculdade de teologia, consultor da província da Companhia de Jesus e também reitor do colégio.

No dia 31 de Julho de 1973 foi eleito provincial dos jesuítas da Argentina, cargo que desempenhou durante seis anos. Depois, retomou o trabalho no campo universitário e, de 1980 a 1986, foi novamente reitor do colégio de São José, e inclusive pároco em San Miguel. No mês de Março de 1986 partiu para a Alemanha, onde concluiu a tese de doutoramento; em seguida, os superiores enviaram-no para o colégio do Salvador em Buenos Aires e sucessivamente para a igreja da Companhia, na cidade de Córdova, onde foi director espiritual e confessor.

O cardeal Antonio Quarracino convidou-o a ser o seu estreito colaborador em Buenos Aires. Assim, a 20 de Maio de 1992 João Paulo II nomeou-o bispo titular de Auca e auxiliar de Buenos Aires. No dia 27 de Junho recebeu na catedral a ordenação episcopal precisamente do cardeal. Como lema, escolheu Miserando atque eligendo e no seu brasão inseriu o cristograma IHS, símbolo da Companhia de Jesus.

Concedeu a sua primeira entrevista como bispo a um pequeno jornal paroquial, «Estrellita de Belén». Tendo sido imediatamente nomeado vigário episcopal da região Flores, a 21 de Dezembro de 1993 foi-lhe confiada inclusive a tarefa de vigário-geral da arquidiocese. Portanto, não constituiu uma surpresa quando, a 3 de Junho de 1997, foi promovido arcebispo coadjutor de Buenos Aires. Nem sequer nove meses depois, com o falecimento do cardeal Quarracino, sucedeu-lhe a 28 de Fevereiro de 1998 como arcebispo, primaz da Argentina e ordinário para os fiéis de rito oriental residentes no país e desprovidos de ordinário do próprio rito. Três anos mais tarde, no Consistório de 21 de Fevereiro de 2001, João Paulo II criou-o cardeal, atribuindo-lhe o título de São Roberto Bellarmino. Convidou os fiéis a não virem a Roma para festejar a púrpura, mas a destinar aos pobres o dinheiro da viagem. Grão-chanceler da Universidade católica argentina, é autor dos livros Meditaciones para religiosos (1982), Reflexiones sobre la vida apostólica (1986) e Reflexiones de esperanza (1992).

Em Outubro de 2001 foi nomeado relator-geral adjunto da décima assembleia geral ordinária do Sínodo dos bispos, dedicada ao ministério episcopal. Uma tarefa que lhe foi confiada no último momento, em substituição do cardeal Edward Michael Egan, arcebispo de Nova Iorque, obrigado a permanecer na pátria por causa dos ataques terroristas de 11 de Setembro. No Sínodo, sublinhou de modo particular a «missão profética do bispo», o seu «ser profeta de justiça», o seu dever de «pregar incessantemente» a doutrina social da Igreja, mas também de «expressar um juízo autêntico em matéria de fé e de moral».

Entretanto, na América Latina a sua figura tornava-se cada vez mais popular. Não obstante isto, não perdeu a sobriedade da índole, nem o estilo de vida rigoroso, que chegou a ser definido quase «ascético». Com este espírito, em 2002 recusou a nomeação a presidente da Conferência episcopal argentina, mas três anos mais tarde foi eleito para tal cargo e depois confirmado por mais um triénio em 2008. Entretanto, em Abril de 2005, participou no conclave durante o qual tinha sido eleito Bento XVI.

Como arcebispo de Buenos Aires — diocese com mais de três milhões de habitantes — pensou num projecto missionário centrado na comunhão e na evangelização, com quatro finalidades principais: comunidades abertas e fraternas; protagonismo de um laicado consciente; evangelização destinada a cada habitante da cidade; assistência aos pobres e aos enfermos. O seu objectivo era reevangelizar Buenos Aires, «tendo em consideração os seus habitantes, o modo como ela é e a sua história». Convidou sacerdotes e leigos a trabalharem juntos. Em Setembro de 2009 lançou a campanha de solidariedade a nível nacional, em vista do bicentenário da independência do país: duzentas obras de caridade a realizar até 2016. E, em chave continental, alimenta fortes esperanças, no sulco da mensagem da Conferência de Aparecida, de 2007, chegando a defini-la «a Evangelii nuntiandi da América Latina».

Até ao início da sede vacante foi membro das Congregações para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, para o Clero, para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica; do Pontifício Conselho para a Família, e da Pontifícia Comissão para a América Latina.