{"id":97339,"date":"2026-03-20T09:18:27","date_gmt":"2026-03-20T12:18:27","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=97339"},"modified":"2026-03-25T20:19:14","modified_gmt":"2026-03-25T23:19:14","slug":"quinto-domingo-da-quaresma-cristo-e-o-senhor-da-vida-e-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/quinto-domingo-da-quaresma-cristo-e-o-senhor-da-vida-e-da-morte\/","title":{"rendered":"Quinto domingo da Quaresma Cristo \u00e9 o Senhor da vida e da morte!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Irm\u00e3os e irm\u00e3s, ao celebrarmos o quinto domingo da Quaresma, a Igreja nos conduz ao \u00e1pice do itiner\u00e1rio quaresmal com o Evangelho da ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro (Jo 11,1-45). J\u00e1 n\u00e3o estamos apenas em um tempo de penit\u00eancia, mas diante do mist\u00e9rio central da nossa f\u00e9: Cristo \u00e9 Senhor da vida e da morte. A liturgia de hoje nos prepara diretamente para a Semana Santa, mostrando que a cruz n\u00e3o \u00e9 o fim, mas o caminho para a vida nova.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na primeira leitura (Ez 37,12-14), o profeta Ezequiel anuncia uma promessa extraordin\u00e1ria de Deus ao povo exilado: <em>\u201cEis que vou abrir as vossas sepulturas e vos farei sair delas, \u00f3 meu povo\u201d <\/em>(Ez 37,12). N\u00e3o se trata apenas de um retorno geogr\u00e1fico do ex\u00edlio, mas de uma verdadeira recria\u00e7\u00e3o. Deus promete infundir o seu Esp\u00edrito para que o povo volte a viver: <em>\u201cPorei em v\u00f3s o meu esp\u00edrito, para que vivais\u201d <\/em>(Ez 37,14). Aqui j\u00e1 se revela que a a\u00e7\u00e3o de Deus n\u00e3o \u00e9 apenas restauradora, mas vivificadora: Ele tira da morte e conduz \u00e0 vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na segunda leitura (Rm 8,8-11), S\u00e3o Paulo aprofunda esse ensinamento ao afirmar que a vida crist\u00e3 n\u00e3o se sustenta na \u201ccarne\u201d, isto \u00e9, na autossufici\u00eancia humana, mas no Esp\u00edrito. Ele declara: <em>\u201cSe o Esp\u00edrito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em v\u00f3s, ent\u00e3o aquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos vivificar\u00e1 tamb\u00e9m os vossos corpos mortais\u201d <\/em>(Rm 8,11). A ressurrei\u00e7\u00e3o, portanto, n\u00e3o \u00e9 apenas uma promessa futura, mas uma realidade que j\u00e1 come\u00e7a agora, na vida daqueles que vivem segundo o Esp\u00edrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Evangelho (Jo 11,1-45) nos apresenta o sinal decisivo: a ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro. A narrativa \u00e9 profundamente humana e, ao mesmo tempo, profundamente divina. Marta expressa a dor e a f\u00e9: <em>\u201cSenhor, se tivesses estado aqui, meu irm\u00e3o n\u00e3o teria morrido\u201d <\/em>(Jo 11,21). Quantas vezes tamb\u00e9m n\u00f3s dizemos isso diante do sofrimento! Contudo, ela d\u00e1 um passo al\u00e9m ao confiar: <em>\u201cEu sei que tudo o que pedires a Deus, ele te conceder\u00e1\u201d <\/em>(Jo 11,22).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 ent\u00e3o que Jesus revela uma das afirma\u00e7\u00f5es mais fortes de todo o Evangelho: <em>\u201cEu sou a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida. Quem cr\u00ea em mim, mesmo que morra, viver\u00e1; e todo aquele que vive e cr\u00ea em mim n\u00e3o morrer\u00e1 jamais\u201d<\/em> (Jo 11,25-26). Essa n\u00e3o \u00e9 apenas uma consola\u00e7\u00e3o, mas uma revela\u00e7\u00e3o: a vida eterna n\u00e3o come\u00e7a depois da morte, ela come\u00e7a no encontro com Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Outro aspecto profundamente marcante \u00e9 a como\u00e7\u00e3o de Jesus. Diante do t\u00famulo, o Evangelho diz: <em>\u201cJesus chorou\u201d<\/em> (Jo 11,35). Deus n\u00e3o \u00e9 indiferente \u00e0 dor humana. Ele entra na nossa realidade, sofre conosco, partilha nossa condi\u00e7\u00e3o. Mas Ele n\u00e3o permanece no choro: Ele transforma a dor em vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao ordenar:<em> \u201cL\u00e1zaro, vem para fora!\u201d <\/em>(Jo 11,43), Jesus manifesta seu poder sobre a morte. No entanto, L\u00e1zaro sai ainda envolto em faixas, e Jesus diz: <em>\u201cDesatai-o e deixai-o caminhar\u201d <\/em>(Jo 11,44). Esse detalhe \u00e9 fundamental: L\u00e1zaro volta \u00e0 vida terrena e ainda precisa ser libertado. Diferente de Cristo, que ressuscitar\u00e1 glorioso e definitivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Este Evangelho nos interpela diretamente: quais s\u00e3o os \u201ct\u00famulos\u201d em que ainda estamos presos? Pecados, v\u00edcios, desesperan\u00e7as, medos? A Palavra de hoje \u00e9 um chamado: sair da morte para a vida. Cristo continua a dizer: <em>\u201cVem para fora!\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A proximidade da Semana Santa torna esse chamado ainda mais urgente. N\u00e3o podemos chegar \u00e0 P\u00e1scoa da mesma forma que come\u00e7amos a Quaresma. \u00c9 preciso permitir que Cristo retire as pedras que fecham o nosso cora\u00e7\u00e3o e nos devolva a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Crer na ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas professar uma verdade no Credo, mas viver como ressuscitados. \u00c9 deixar para tr\u00e1s tudo aquilo que nos aprisiona e caminhar na liberdade dos filhos de Deus. Como afirma S\u00e3o Paulo: <em>\u201cSe Cristo est\u00e1 em v\u00f3s, o corpo est\u00e1 morto por causa do pecado, mas o Esp\u00edrito \u00e9 vida por causa da justi\u00e7a\u201d<\/em> (Rm 8,10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao nos aproximarmos dos dias santos, pe\u00e7amos a gra\u00e7a de uma verdadeira convers\u00e3o. Que possamos, como Marta, professar nossa f\u00e9: <em>\u201cSim, Senhor, eu creio!\u201d <\/em>(Jo 11,27). E que, ao ouvirmos a voz de Cristo, tenhamos a coragem de sair de nossos t\u00famulos para viver a vida nova que Ele nos oferece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim, preparados pela Palavra e fortalecidos pelo Esp\u00edrito, entremos na Semana Santa n\u00e3o como espectadores, mas como participantes do mist\u00e9rio. Pois aquele que chamou L\u00e1zaro \u00e0 vida \u00e9 o mesmo que, pela sua cruz e ressurrei\u00e7\u00e3o, nos chama a passar definitivamente da morte para a vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Irm\u00e3os e irm\u00e3s, ao celebrarmos o quinto domingo da Quaresma, a Igreja nos conduz ao \u00e1pice do itiner\u00e1rio quaresmal com o Evangelho da ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro (Jo 11,1-45). J\u00e1 n\u00e3o estamos apenas em um tempo de penit\u00eancia, mas diante do mist\u00e9rio central da nossa f\u00e9: Cristo \u00e9 Senhor da vida e da morte. A [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":53272,"featured_media":92837,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-97339","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97339","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/53272"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=97339"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97339\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":97341,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97339\/revisions\/97341"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92837"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=97339"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=97339"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=97339"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}