{"id":96935,"date":"2026-01-13T10:35:06","date_gmt":"2026-01-13T13:35:06","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=96935"},"modified":"2026-01-13T10:35:06","modified_gmt":"2026-01-13T13:35:06","slug":"as-irmas-do-bom-pastor-prestam-assistencia-as-vitimas-de-violencia-domestica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/as-irmas-do-bom-pastor-prestam-assistencia-as-vitimas-de-violencia-domestica\/","title":{"rendered":"As Irm\u00e3s do Bom Pastor prestam assist\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica"},"content":{"rendered":"<figure class=\"article__image\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"didascalia_img\">As Irm\u00e3s do Bom Pastor nos bairros onde trabalham\u00a0<\/span><\/figure>\n<div class=\"article__meta \" data-mediatype=\"\">\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">No meio da viol\u00eancia dom\u00e9stica e do sofrimento que ela deixa, as irm\u00e3s da Congrega\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor em Malta e Portugal partilham a sua vida com mulheres e meninas que enfrentam a marginaliza\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Irm\u00e3 Christine Masivo, CPS<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo os passos da sua fundadora, Santa Maria Eufr\u00e1sia Pelletier, a Congrega\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor difunde a esperan\u00e7a no meio do desespero das feridas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As Irm\u00e3s do Bom Pastor continuam a sua miss\u00e3o de amar e servir mulheres, crian\u00e7as e fam\u00edlias feridas pela viol\u00eancia, pobreza e segrega\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a Irm\u00e3 Doris Saliba, de Malta, e a Irm\u00e3 Maria Ros\u00e1rio, de Portugal, o incans\u00e1vel trabalho de miseric\u00f3rdia das irm\u00e3s radica-se no carisma da sua congrega\u00e7\u00e3o, que partilha a miss\u00e3o comum de levar cura, dignidade e esperan\u00e7a onde \u00e9 mais necess\u00e1rio.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Em Malta um ref\u00fagio na tempestade<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 mais de quatro d\u00e9cadas que a Irm\u00e3 Doris Saliba, maltesa, ajuda mulheres e crian\u00e7as a livrar-se da viol\u00eancia dom\u00e9stica. Como diretora da Funda\u00e7\u00e3o Irm\u00e3s do Bom Pastor em Malta, coordena um abrigo onde as fam\u00edlias encontram prote\u00e7\u00e3o e a coragem para reconstruir a sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abA nossa congrega\u00e7\u00e3o \u00e9 chamada por Deus para ajudar mulheres e crian\u00e7as em sofrimento\u00bb, explicou. \u00abAcolhemo-las a qualquer hora do dia ou da noite; chegam traumatizadas, por vezes sem nada al\u00e9m da roupa que trazem vestida. Garantimos que os quartos estejam prontos com comida e uma cama, e proporcionamos um ambiente seguro. Deixamo-las descansar porque compreendemos que, depois de tudo o que passaram, a primeira cura \u00e9 a paz\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O abrigo oferece \u00e0s residentes uma estadia de seis meses, durante a qual recebem apoio psicol\u00f3gico, assist\u00eancia jur\u00eddica e ajuda para encontrar emprego ou habita\u00e7\u00e3o permanente. Muitas chegam encaminhadas pelo centro para a viol\u00eancia dom\u00e9stica de Malta ou pela pol\u00edcia.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Colabora\u00e7\u00e3o com as institui\u00e7\u00f5es estatais<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abColaboramos com os assistentes sociais do governo\u00bb, disse a Irm\u00e3 Doris. \u00abO governo apoia-nos com alguns sal\u00e1rios da equipa e subs\u00eddios alimentares, e dependemos muito da generosidade do povo malt\u00eas. Muitos enviam alimentos, roupa ou recursos financeiros. Nem sempre \u00e9 f\u00e1cil, mas Deus providencia sempre\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somos quatro religiosas ativas, apoiadas por uma equipa qualificada, e exercemos o nosso minist\u00e9rio atrav\u00e9s da presen\u00e7a. \u00abOuvimos, choramos e rezamos com elas. Algumas voltam depois e dizem: \u201cIrm\u00e3, o tempo que passei aqui salvou-me a vida\u201d. Esta \u00e9 a nossa maior recompensa\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo do tempo, o minist\u00e9rio das irm\u00e3s evoluiu do cuidado de uma m\u00e3e solteira e de mo\u00e7as para a resposta a quest\u00f5es urgentes de viol\u00eancia dom\u00e9stica e assist\u00eancia a refugiados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abO nosso apostolado muda de acordo com as necessidades da sociedade, permanecendo aberto \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito\u00bb, observou a Irm\u00e3 Doris. \u00abTrabalhamos em estreita colabora\u00e7\u00e3o com a diocese e com os parceiros leigos. \u00c9 isto que significa sinodalidade: caminhar juntos pela obra de Deus atrav\u00e9s da comunidade\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A religiosa encoraja os outros em miss\u00e3o a n\u00e3o terem medo de enfrentar desafios e a fazerem o que podem. Deus far\u00e1 o resto.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">\u00abO cora\u00e7\u00e3o de uma m\u00e3e\u00bb em Portugal<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Irm\u00e3 Maria Ros\u00e1rio, natural da ilha de S\u00e3o Miguel, nos A\u00e7ores, cuida de crian\u00e7as e jovens m\u00e3es em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. \u00abDesde que entrei para a congrega\u00e7\u00e3o, trabalho com mo\u00e7as, m\u00e3es e crian\u00e7as\u00bb, disse com um sorriso. \u00abN\u00e3o tenho filhos, mas sinto-me uma m\u00e3e para todas elas\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As crian\u00e7as acolhidas pelas religiosas chegam atrav\u00e9s dos servi\u00e7os sociais do Estado, resgatadas de lares inseguros onde sofriam frequentemente abandono, viol\u00eancia, abusos ou pobreza extrema. \u00abAlgumas chegam sem nada, depois de terem dormido nas ruas\u00bb, explicou a Irm\u00e3 Maria. \u00abAqui encontram alimento, amor e estabilidade; v\u00e3o \u00e0 escola, aprendem e crescem\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As crian\u00e7as permanecem neste centro at\u00e9 completarem 18 ou mesmo 21 anos, idade com que podem iniciar uma vida independente. As religiosas oferecem apoio emocional em colabora\u00e7\u00e3o com professores, psic\u00f3logos e assistentes sociais. \u00abCelebramos as pequenas alegrias e elas aprendem que s\u00e3o amadas e valorizadas\u00bb, afirmou a Irm\u00e3 Maria.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" title=\"A Irm\u00e3 Maria faz de m\u00e3e para todos os residentes\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2026\/gennaio\/08\/PS-161-FOTO1.png\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.png\" alt=\"A Irm\u00e3 Maria faz de m\u00e3e para todos os residentes\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2026\/gennaio\/08\/PS-161-FOTO1.png\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.png\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">A Irm\u00e3 Maria faz de m\u00e3e para todos os residentes<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Pilares de apoio<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal como em Malta, as irm\u00e3s dependem em grande parte da generosidade da comunidade. \u00abO Estado presta apoio financeiro, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente\u00bb, observou. \u00abSobrevivemos gra\u00e7as a doadores locais e \u00e0s parcerias com supermercados que nos fornecem alimentos, fruta, p\u00e3o, carne\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As irm\u00e3s partilham tamb\u00e9m o que recebem com as fam\u00edlias pobres fora das suas institui\u00e7\u00f5es, respondendo ao apelo evang\u00e9lico \u00e0 comunh\u00e3o. \u00abCuidamos n\u00e3o s\u00f3 das crian\u00e7as que vivem connosco, mas tamb\u00e9m dos pobres que nos rodeiam\u00bb, disse a Irm\u00e3 Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sua comunidade em Portugal, composta por seis religiosas, cada uma, jovem ou idosa, desempenha um papel, trabalhando com os leigos para criar uma casa de ora\u00e7\u00e3o acolhedora.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O esp\u00edrito vivo do Bom Pastor<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Malta a Portugal, as irm\u00e3s continuam a viver a vis\u00e3o da sua fundadora de serem um \u00absinal do amor compassivo de Deus\u00bb num mundo de sofrimento. O seu minist\u00e9rio reflete o apelo evang\u00e9lico para caminhar e estar com os pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abA nossa miss\u00e3o\u00bb, concluiu a Irm\u00e3 Doris, \u00ab\u00e9 estar onde o amor \u00e9 mais necess\u00e1rio\u00bb.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As Irm\u00e3s do Bom Pastor nos bairros onde trabalham\u00a0 No meio da viol\u00eancia dom\u00e9stica e do sofrimento que ela deixa, as irm\u00e3s da Congrega\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor em Malta e Portugal partilham a sua vida com mulheres e meninas que enfrentam a marginaliza\u00e7\u00e3o da sociedade. 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