{"id":96123,"date":"2025-11-12T09:52:01","date_gmt":"2025-11-12T12:52:01","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=96123"},"modified":"2025-11-12T11:53:43","modified_gmt":"2025-11-12T14:53:43","slug":"dicasterio-para-a-doutrina-da-fe-as-supostas-aparicoes-de-dozule-nao-sao-sobrenaturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/dicasterio-para-a-doutrina-da-fe-as-supostas-aparicoes-de-dozule-nao-sao-sobrenaturais\/","title":{"rendered":"Dicast\u00e9rio para a Doutrina da F\u00e9: \u201cAs supostas apari\u00e7\u00f5es de Dozul\u00e9 n\u00e3o s\u00e3o sobrenaturais\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"mediaContent__inner \">\n<figure class=\"article__image\"><span class=\"didascalia_img\">A cruz de Dozul\u00e9<\/span><\/figure>\n<\/div>\n<article class=\"article \">\n<div class=\"article__meta audioInside\" data-mediatype=\"foto\">\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">A carta do cardeal-prefeito Fern\u00e1ndez confirma definitivamente o parecer negativo, proposto pelo bispo de Bayeux-Lisieux, sobre o fen\u00f4meno que envolveu a suposta vidente Madeleine Aumont, ocorrido na d\u00e9cada de 1970 e ligado ao projeto de erigir uma cruz luminosa de enormes dimens\u00f5es que garantiria a remiss\u00e3o dos pecados e a salva\u00e7\u00e3o \u00e0queles que se aproximassem dela.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Vatican News<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u201cO fen\u00f4meno das supostas apari\u00e7\u00f5es ocorridas em Dozul\u00e9\u201d relacionadas \u00e0 constru\u00e7\u00e3ode uma cruz monumental que garantiria a remiss\u00e3o dos pecados e a salva\u00e7\u00e3o \u00e0queles que se aproximassem dela, \u201cdeve ser considerado, de forma definitiva, como n\u00e3o sobrenatural\u201d. \u00c9 o que estabelece o Dicast\u00e9rio para a Doutrina da F\u00e9 em uma carta assinada pelo cardeal-prefeito, Victor Manuel Fern\u00e1ndez, na qual se autoriza o bispo de Bayeux-Lisieux Jacques Habert a emitir o decreto correspondente. A decis\u00e3o foi aprovada por Le\u00e3o XIV no passado dia 3 de novembro. Na pequena cidade francesa de Dozul\u00e9, entre 1972 e 1978, Jesus teria aparecido 49 vezes \u00e0 m\u00e3e de fam\u00edlia Madeleine Aumont, pedindo a realiza\u00e7\u00e3o da chamada \u201cCruz Gloriosa de Dozul\u00e9\u201d, nunca constru\u00edda: ela deveria ser toda iluminada e atingir a altura de 738 metros, com bra\u00e7os de 123 metros, vis\u00edvel, portanto, de muito longe como sinal de reden\u00e7\u00e3o universal. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo, foram erguidas as \u201cCruzes do Amor\u201d, redu\u00e7\u00f5es em escala de um para cem daquela \u201cGloriosa\u201d.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a a reportagem<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-96123-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media2\/audio\/s1\/2025\/11\/12\/11\/138879028_F138879028.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media2\/audio\/s1\/2025\/11\/12\/11\/138879028_F138879028.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media2\/audio\/s1\/2025\/11\/12\/11\/138879028_F138879028.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em abril de 1983, o ent\u00e3o bispo diocesano Jean-Marie-Cl\u00e9ment Badr\u00e9 afirmava que \u201cem nenhum caso a constru\u00e7\u00e3o de uma cruz monumental empreendida em Dozul\u00e9 (&#8230;) pode ser um sinal aut\u00eantico da manifesta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito de Deus\u201d. O mesmo bispo declarou em 8 de dezembro de 1985: \u201cNo que diz respeito ao que est\u00e1 acontecendo em Dozul\u00e9, a a\u00e7\u00e3o e a agita\u00e7\u00e3o, a arrecada\u00e7\u00e3o de fundos por pessoas que agem por conta pr\u00f3pria, sem mandato, sem qualquer respeito pela autoridade do bispo, (&#8230;) a propaganda fan\u00e1tica a favor da \u2018mensagem\u2019, (&#8230;) a condena\u00e7\u00e3o sem apelo daqueles que n\u00e3o aderem a ela, levam-me a considerar, em consci\u00eancia, que, al\u00e9m de toda essa agita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o consigo discernir os sinais que me autorizariam a declarar aut\u00eanticas as \u2018apari\u00e7\u00f5es\u2019 de que se fala\u201d. O atual bispo Habert, com base nas recentes normas para proceder ao discernimento dos supostos fen\u00f4menos sobrenaturais, prop\u00f4s ao Dicast\u00e9rio uma \u201cdeclara\u00e7\u00e3o de n\u00e3o sobrenaturalidade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Dicast\u00e9rio \u2013 l\u00ea-se na carta do cardeal Fern\u00e1ndez \u2013\u00a0a autoriza a declarar definitivamente que o fen\u00f4meno das supostas apari\u00e7\u00f5es de Dozul\u00e9 \u00e9 reconhecido como n\u00e3o sobrenatural, ou seja, que n\u00e3o tem uma origem divina aut\u00eantica.\u201d Entre os elementos problem\u00e1ticos destacados nas mensagens, est\u00e1 a compara\u00e7\u00e3o entre \u201ca cruz solicitada em Dozul\u00e9 e a de Jerusal\u00e9m\u201d, o que \u201ccorre o risco de confundir o sinal com o mist\u00e9rio e dar a impress\u00e3o de que se pode &#8216;reproduzir&#8217; ou &#8216;renovar&#8217; em sentido f\u00edsico o que Cristo j\u00e1 realizou de uma vez por todas\u201d. Salienta-se ainda que \u201calgumas formula\u00e7\u00f5es contidas nas supostas mensagens de Dozul\u00e9 insistem na constru\u00e7\u00e3o da Cruz Gloriosa, como um novo sinal, necess\u00e1rio para a salva\u00e7\u00e3o do mundo, ou meio privilegiado para obter o perd\u00e3o e a paz universal. \u00c0s vezes se fala em &#8216;multiplicar o sinal&#8217;, como se tal difus\u00e3o constitu\u00edsse uma miss\u00e3o imposta pelo pr\u00f3prio Cristo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Dicast\u00e9rio para a Doutrina da F\u00e9 observa que \u201ca Cruz n\u00e3o precisa de 738 metros de a\u00e7o ou cimento para ser reconhecida: ela se eleva cada vez que um cora\u00e7\u00e3o, sob a a\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a, se abre ao perd\u00e3o, que uma alma se converte, que a esperan\u00e7a ressurge onde parecia imposs\u00edvel, e tamb\u00e9m quando, beijando uma pequena cruz, um crente se entrega a Cristo\u201d. E reitera que \u201crevela\u00e7\u00e3o privada deve ser considerada uma obriga\u00e7\u00e3o universal ou um sinal que se imponha \u00e0 consci\u00eancia dos fi\u00e9is, mesmo que, juntamente com tais fen\u00f4menos, se produzam frutos espirituais. A Igreja encoraja as express\u00f5es de f\u00e9 que conduzem \u00e0 convers\u00e3o e \u00e0 caridade, mas adverte contra qualquer forma de \u201csacraliza\u00e7\u00e3o do sinal\u201d que leve a considerar um objeto material como garantia absoluta da salva\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas mensagens de Dozul\u00e9, \u00e9 dito que \u201ctodos aqueles que vierem se arrepender aos p\u00e9s da Cruz Gloriosa ser\u00e3o salvos\u201d, que \u201ca Cruz Gloriosa perdoar\u00e1 todos os pecados\u201d e que todos aqueles que \u201ccom f\u00e9 chegarem l\u00e1 para se arrependerem, ser\u00e3o salvos nesta vida e para a eternidade\u201d. Afirma\u00e7\u00f5es consideradas pelo Dicast\u00e9rio \u201cincompat\u00edveis com a doutrina cat\u00f3lica da salva\u00e7\u00e3o, da gra\u00e7a e dos sacramentos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta cita ainda outras mensagens que foram desmentidas pelos fatos, como, por exemplo, aquela segundo a qual Jesus teria pedido que se realizasse a \u201cCruz Gloriosa e o Santu\u00e1rio\u201d at\u00e9 o final do Ano Santo de 1975, \u201cporque ser\u00e1 o \u00faltimo Ano Santo\u201d. Circunst\u00e2ncia que n\u00e3o \u00e9 verdadeira, uma vez que, desde ent\u00e3o, foram celebrados outros dois Anos Santos ordin\u00e1rios (2000 e 2025) e outros dois extraordin\u00e1rios (1983 e 2016). S\u00e3o tamb\u00e9m enumeradas afirma\u00e7\u00f5es apocal\u00edpticas, como a de que Jesus teria dito: \u201cSe o homem n\u00e3o erguer a Cruz, eu a farei aparecer, mas n\u00e3o haver\u00e1 mais tempo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA cruz como sinal de devo\u00e7\u00e3o \u2013 conclui o Dicast\u00e9rio para a Doutrina da F\u00e9 com uma reflex\u00e3o particular sobre o valor da cruz como sacramental \u2013\u00a0nunca \u00e9 pura exterioridade. Quando um crist\u00e3o venera a cruz, n\u00e3o adora a madeira ou o metal, nem pensa que uma cruz material possa substituir a obra salv\u00edfica j\u00e1 realizada na P\u00e1scoa de Cristo, mas adora Aquele que nela deu a vida.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cruz de Dozul\u00e9 A carta do cardeal-prefeito Fern\u00e1ndez confirma definitivamente o parecer negativo, proposto pelo bispo de Bayeux-Lisieux, sobre o fen\u00f4meno que envolveu a suposta vidente Madeleine Aumont, ocorrido na d\u00e9cada de 1970 e ligado ao projeto de erigir uma cruz luminosa de enormes dimens\u00f5es que garantiria a remiss\u00e3o dos pecados e a salva\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":96124,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-96123","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96123","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96123"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96123\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96126,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96123\/revisions\/96126"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}