{"id":95570,"date":"2025-08-21T10:12:46","date_gmt":"2025-08-21T13:12:46","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=95570"},"modified":"2025-08-21T22:13:41","modified_gmt":"2025-08-22T01:13:41","slug":"a-porta-da-salvacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-porta-da-salvacao\/","title":{"rendered":"A porta da salva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A liturgia dominical nos convida a refletir sobre o futuro que nos espera e para o qual nos devemos preparar durante a nossa peregrina\u00e7\u00e3o na terra (Isa\u00edas, 66,18-21, Salmo 116, Hebreus 12,5.11-13 e Lucas13,22-30). A pergunta que desencadeia os ensinamentos de Jesus Cristo, enquanto prosseguia o caminho para Jerusal\u00e9m, \u00e9: \u201cSenhor, \u00e9 verdade que s\u00e3o poucos os que se salvam?\u201d A pergunta revela uma tend\u00eancia muito presente no instinto humano. A tenta\u00e7\u00e3o de sentenciar e dividir os homens entre salvos e condenados. Os que est\u00e3o ao nosso lado consideramos salvos e os que n\u00e3o est\u00e3o, s\u00e3o condenados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus responde n\u00e3o de forma direta, nem indica quantidade de salvos. Por\u00e9m a resposta \u00e9 surpreendente. Ela \u00e9 distante dos esquemas pr\u00e9-concebidos e da l\u00f3gica humana. Diz que diante dos homens existe uma porta estreita e outra larga, uma porta aberta que paradoxalmente se fecha diante de homens aparentemente justos e uma porta que se escancara diante de homens desconhecidos. Estamos diante de um tema exigente e envolvente. Falar de salva\u00e7\u00e3o \u00e9 entrar no mist\u00e9rio divino. A salva\u00e7\u00e3o pertence ao mundo de Deus. Aqui encontramos os limites da condi\u00e7\u00e3o humana e do nosso conhecimento: a possibilidade de salvar-se, o n\u00famero dos salvos e a identidade dos salvos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Diante da pergunta sobre o n\u00famero dos salvos, Jesus interpela os que o seguem colocando-os diante de uma decis\u00e3o. A met\u00e1fora usada \u00e9 a \u201cporta estreita\u201d, atrav\u00e9s da qual \u00e9 necess\u00e1rio \u201cfazer todo esfor\u00e7o\u201d para alcan\u00e7ar a salva\u00e7\u00e3o. Dar ou n\u00e3o a salva\u00e7\u00e3o compete a Deus. O homem \u00e9 chamado a uma escolha decisiva de caminhar com Jesus e viver a seu modo. \u00c9 transformar em vida e em fatos os ensinamentos aprendidos. \u00c9 uma tarefa cont\u00ednua e se faz necess\u00e1rio come\u00e7ar cada dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em seguida Jesus usa a met\u00e1fora da porta que se fecha. Os que ficaram do lado de fora usam v\u00e1rios argumentos para que lhes seja aberta. \u201cN\u00f3s comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas pra\u00e7as!\u201d Recebem como resposta: \u201cN\u00e3o sei de onde sois. \u201cAfastai-vos de mim todos v\u00f3s que praticais a injusti\u00e7a\u201d. Estes consideram a salva\u00e7\u00e3o um direito ou um privil\u00e9gio. Argumentam que conhecem os ensinamentos, participaram de atividades, de festas com o dono da casa. A resposta que recebem que n\u00e3o vivenciaram o que aprenderam, al\u00e9m de praticar a injusti\u00e7a. N\u00e3o foram justos e nem bons.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A terceira porta revela que a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 aberta para todos. \u201cVir\u00e3o homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomar\u00e3o lugar \u00e0 mesa do Reino de Deus\u201d. O plano de Deus de ver toda humanidade junto a ele n\u00e3o conhece lacunas no tempo. Pela boca de Isa\u00edas Deus anuncia: \u201cvirei para reunir todos os povos e l\u00ednguas; eles vir\u00e3o e ver\u00e3o minha gl\u00f3ria\u201d. Todos ser\u00e3o convidados a se dirigirem \u201cat\u00e9 o meu santo monte em Jerusal\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 uma oferta universal, pois Jesus veio ao mundo para salvar toda humanidade. Jesus tornou ainda mais claro desejo eterno de Deus de salvar. Todos podem entrar na vida, mas a condi\u00e7\u00e3o para entrar na vida celeste \u00e9 \u00fanica e universal, a \u201cporta estreita\u201d. Jesus recorda que no \u00faltimo dia seremos julgados, n\u00e3o com base em presum\u00edveis privil\u00e9gios, mas segundo as obras. O \u201cbilhete de identidade\u201d que qualifica a pessoa para entrar foi constru\u00eddo pela bondade do cora\u00e7\u00e3o, com a humildade, com a mansid\u00e3o, a miseric\u00f3rdia, o amor pela justi\u00e7a e a verdade, o compromisso sincero e honesto pela paz e pela reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Carta aos Hebreus reflete o tema de Deus como educador.\u00a0 Ele educa, por isso repreende, corrige e castiga. Faz isso porque ama seus filhos. A corre\u00e7\u00e3o, mesmo que cause alguma dor, \u00e9 necess\u00e1ria. A educa\u00e7\u00e3o \u201cproduz um fruto de paz e de justi\u00e7a\u201d habilitando o educando para passar pela \u201cporta estreita\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A liturgia dominical nos convida a refletir sobre o futuro que nos espera e para o qual nos devemos preparar durante a nossa peregrina\u00e7\u00e3o na terra (Isa\u00edas, 66,18-21, Salmo 116, Hebreus 12,5.11-13 e Lucas13,22-30). 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