{"id":95473,"date":"2025-08-07T09:20:59","date_gmt":"2025-08-07T12:20:59","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=95473"},"modified":"2025-08-21T21:21:57","modified_gmt":"2025-08-22T00:21:57","slug":"esperanca-e-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/esperanca-e-fe\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a e f\u00e9"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A liturgia dominical nos oferece os temas da esperan\u00e7a e da f\u00e9 (Sabedoria, 18,6-9, Salmo32, Hebreus 11,1-2.8-12 e Lucas 12,35-40). Atrav\u00e9s de tr\u00eas par\u00e1bolas contadas por Jesus, da recorda\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria do \u00caxodo e da hist\u00f3ria dos patriarcas somos envolvidos para sermos pessoas de f\u00e9, de esperan\u00e7a e de operosa caridade. Afinal, estas virtudes teologais s\u00e3o intercambi\u00e1veis e insepar\u00e1veis. Durante o ensinamento de Jesus, Pedro pergunta: \u201cSenhor, tu contas esta par\u00e1bola para n\u00f3s ou para todos?\u201d Jesus n\u00e3o lhe responde nem sim, nem n\u00e3o, mas claramente d\u00e1 a entender o que est\u00e1 sendo ensinado vale para todos e para sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Carta aos Hebreus diz que \u201ca f\u00e9 \u00e9 um modo de j\u00e1 possuir o que ainda se espera, a convic\u00e7\u00e3o acerca de realidades que n\u00e3o se veem\u201d. A f\u00e9 descrita aqui n\u00e3o acentua no que se cr\u00ea, mas o fim ao qual leva. \u00c9 a for\u00e7a din\u00e2mica que projeta no futuro a vida do crist\u00e3o, apresentando como exemplos testemunhas de f\u00e9 na hist\u00f3ria. D\u00e1 destaque particular a Abra\u00e3o, o pai dos crentes. Nele, a f\u00e9 se manifesta como obedi\u00eancia, que se traduz em abandonar as seguran\u00e7as pessoais para lan\u00e7ar-se no desconhecido. A f\u00e9 fez de Abra\u00e3o um peregrino sem que alcan\u00e7asse tudo o que Deus lhe havia prometido. Por outro lado, foi aben\u00e7oado e enquanto caminhava vivia a \u201cconvic\u00e7\u00e3o acerca de realidades\u201d que esperava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Esta compreens\u00e3o de f\u00e9 tem \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com a tem\u00e1tica do Evangelho marcado pela virtude da esperan\u00e7a. As par\u00e1bolas contadas por Jesus tem situa\u00e7\u00f5es obscuras, noite, hora incerta, mas espera-se a chegada do libertador ou juiz, que \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo. Para quem est\u00e1 envolvido nesta situa\u00e7\u00e3o espera-se aten\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia. Por isso, a postura de indiferen\u00e7a, distra\u00e7\u00e3o ou, pior ainda, negativa e distra\u00edda s\u00e3o inconceb\u00edveis. O crist\u00e3o \u00e9 convidado a estar em \u201cmodo de espera\u201d, isto \u00e9 na certeza e na surpresa da chegada do Senhor. As par\u00e1bolas alertam para estar sempre prontos e em constante atividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cA esperan\u00e7a n\u00e3o decepciona\u201d (Rm 5,5) orienta o Ano Jubilar. Em v\u00e1rias par\u00e1bolas Jesus alerta para a tend\u00eancia natural \u00e0 acomoda\u00e7\u00e3o e \u00e0 rotina como um perigo. Viver deste modo \u00e9 uma falsa seguran\u00e7a. A Bula do Jubileu traz para o momento presente os ensinamentos de Jesus. Ela constata a exist\u00eancia de tantas pessoas desanimadas, acomodadas, pessimistas e sem perspectiva para o futuro. Convida para vivermos o tempo presente como \u201cperegrinos de esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Abra\u00e3o tornou-se peregrino e n\u00e3o errante. Confiava que Deus o estava conduzindo para um fim e seria acompanhado de perto por Ele. Do mesmo modo, toda a vida do crist\u00e3o \u00e9 um caminho a ser percorrido, n\u00e3o num mundo imagin\u00e1rio, mas num mundo repleto de tribula\u00e7\u00f5es, incertezas e sofrimentos. Um caminhar na certeza da presen\u00e7a perene do Esp\u00edrito Santo, como tocha que nunca se apaga, para dar apoio e vigor ao peregrino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A esperan\u00e7a exercitada \u00e9 o princ\u00edpio do crescimento da espiritualidade crist\u00e3. Ela nos torna vigilantes para descobrir novas possibilidades de fazer o bem, de fazer algo mais e melhor. \u201cEla \u00e9 extremamente concreta e pr\u00e1tica; passa o tempo colocando diante dos nosso olhos tarefas a realizar. Quando n\u00e3o houvesse absolutamente nada a fazer numa situa\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o sim, seria a paralisia e o desespero. Mas a esperan\u00e7a que olha o eterno descobre que h\u00e1 sempre algo que se pode fazer para melhorar a situa\u00e7\u00e3o &#8230; \u00c9 o ant\u00eddoto para o des\u00e2nimo. Mant\u00e9m vivo o desejo. \u00c9 tamb\u00e9m uma grande pedagoga, no sentido de que n\u00e3o mostra tudo de um vez o que se deve fazer, ou o que se pode fazer, mas coloca uma possibilidade de cada vez, d\u00e1 apenas o p\u00e3o cotidiano. Distribui o esfor\u00e7o e assim torna poss\u00edvel chegar ao fim\u201d (Cardeal Cantalamessa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ora\u00e7\u00e3o do salmista revela a sua f\u00e9 e esperan\u00e7a: \u201cMas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e aliment\u00e1-las quando \u00e9 tempo de pen\u00faria. No Senhor n\u00f3s esperamos confiantes, porque ele \u00e9 nosso aux\u00edlio e prote\u00e7\u00e3o! Sobre n\u00f3s venha, Senhor, a vossa gra\u00e7a, da mesma forma que em v\u00f3s n\u00f3s esperamos!\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A liturgia dominical nos oferece os temas da esperan\u00e7a e da f\u00e9 (Sabedoria, 18,6-9, Salmo32, Hebreus 11,1-2.8-12 e Lucas 12,35-40). 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