{"id":95432,"date":"2025-08-03T09:00:07","date_gmt":"2025-08-03T12:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=95432"},"modified":"2025-08-21T20:58:08","modified_gmt":"2025-08-21T23:58:08","slug":"decimo-oitavo-domingo-do-tempo-comum-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/decimo-oitavo-domingo-do-tempo-comum-2\/","title":{"rendered":"D\u00e9cimo Oitavo Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Estamos celebrando o d\u00e9cimo oitavo domingo do Tempo Comum. Todos temos um desejo enorme de encontrar um porto seguro para nossa exist\u00eancia. Buscamos seguran\u00e7a: seguran\u00e7a econ\u00f4mica, seguran\u00e7a quanto \u00e0 sa\u00fade, seguran\u00e7a afetiva, seguran\u00e7a profissional, sempre seguran\u00e7a. O problema \u00e9 que nesta vida e neste mundo nada \u00e9 seguro e toda seguran\u00e7a n\u00e3o passa de uma ilus\u00e3o, que cedo ou tarde desaba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira leitura \u2013 do livro do Eclesiastes 1, 2; 2, 21-23 \u2013 mostra que o Eclesiastes \u00e9 de um realismo cortante: \u201cVaidade das vaidades, tudo \u00e9 vaidade\u201d. \u2013 Em outras palavras: p\u00f3 do p\u00f3, tudo \u00e9 p\u00f3; inconsist\u00eancia da inconsist\u00eancia, tudo \u00e9 inconsist\u00eancia, tudo passa, tudo \u00e9 transit\u00f3rio e fugaz&#8230; E o Salmista hoje faz coro a essa tremenda realidade: \u201cV\u00f3s fazeis voltar ao p\u00f3 todo mortal, quando dizeis: \u2018Voltai ao p\u00f3, filhos de Ad\u00e3o!\u2019 Pois mil anos para v\u00f3s s\u00e3o como ontem, qual vig\u00edlia de uma noite que passou. Eles passam como o sono da manh\u00e3, s\u00e3o iguais \u00e0 erva verde pelos campos. De manh\u00e3 ela floresce vicejante, mas \u00e0 tarde \u00e9 cortada e logo seca\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor do Eclesiastes coloca a quest\u00e3o t\u00e3o dram\u00e1tica: ser\u00e1 que tudo quanto constru\u00edmos, ser\u00e1 que nossos amores e sonhos, ser\u00e1 que tudo isso caminha para o nada? \u201cToda a sua vida \u00e9 sofrimento, sua ocupa\u00e7\u00e3o, um tormento. Nem mesmo de noite repousa o seu cora\u00e7\u00e3o\u201d S\u00e3o palavras dur\u00edssimas e, \u00e0 primeira vista, de um pessimismo sem rem\u00e9dio. Mas, n\u00e3o \u00e9 assim: o autor sagrado nos quer acordar do marasmo, nos quer fazer compreender que n\u00e3o podemos enterrar a cabe\u00e7a e o cora\u00e7\u00e3o no simples dia a dia, sem cuidar do sentido que estamos dando \u00e0 nossa exist\u00eancia como um todo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda leitura \u2013 da Carta de S\u00e3o Paulo aos Colossenses 3, 1-5.9-11 \u2013 mostra que a experi\u00eancia da ressurrei\u00e7\u00e3o come\u00e7a j\u00e1 neste mundo, no tempo presente. A experi\u00eancia da ressurrei\u00e7\u00e3o transforma a conduta e a maneira de pensar. \u201cCuidai das coisas do alto, n\u00e3o do que \u00e9 da terra\u201d. N\u00e3o se trata de viver de forma alienada. Consiste em se deixar reger pela vit\u00f3ria de Jesus Cristo sobre o pecado e a morte, buscando libertar-se dos valores contr\u00e1rios ao Reino de Deus. A presen\u00e7a do Senhor ressuscitado nos fortalece com seu Esp\u00edrito para que possamos viver a comunh\u00e3o e a solidariedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Evangelho \u2013 Lucas 12, 13-21 &#8211; apresenta um homem que vem a Jesus pedindo que diga ao irm\u00e3o que reparta consigo a heran\u00e7a. Depois de responder que Ele n\u00e3o \u00e9 juiz sobre a quest\u00e3o, Jesus adverte: \u201cTomai cuidado contra todo tipo de gan\u00e2ncia, porque, mesmo que algu\u00e9m tenha muitas coisas, a vida de um homem n\u00e3o consiste na abund\u00e2ncia de bens\u201d (Lc 12, 15). E conta a par\u00e1bola do homem que acumulou riquezas e morreu logo em seguida (Cf. Lc 12, 13-21). Jesus conclui: \u201cAssim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas n\u00e3o \u00e9 rico diante de Deus\u201d. Dependendo do uso que se fa\u00e7a dela, a riqueza pode constituir a perdi\u00e7\u00e3o do homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Senhor ensina-nos que \u00e9 uma insensatez colocar o cora\u00e7\u00e3o, feito para a eternidade, na \u00e2nsia de riqueza e de bem-estar material, porque nem a felicidade nem a vida verdadeiramente humana se fundamentam neles: \u201cA vida de um homem n\u00e3o consiste na abund\u00e2ncia de bens.\u201d O rico da par\u00e1bola revela o seu ideal de vida no di\u00e1logo que trava consigo pr\u00f3prio. Est\u00e1 seguro de si por ter muitos bens e por basear neles a sua estabilidade e felicidade. Viver \u00e9 para ele, como para tantas pessoas, desfrutar do m\u00e1ximo que puder: trabalhar pouco, comer, beber, ter uma vida c\u00f4moda, dispor de reservas para longos anos. Este \u00e9 o seu ideal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos perguntar-nos hoje: onde est\u00e1 o nosso cora\u00e7\u00e3o? Em que se ocupa? Com que se preocupa? Com que se alegra ou com que se entristece? Da\u00ed ter mais consci\u00eancia de que o nosso destino definitivo \u00e9 o C\u00e9u, e que, se n\u00e3o o alcan\u00e7armos, nada de nada ter\u00e1 valido a pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nossa passagem pela terra \u00e9 um tempo para merecer; foi o pr\u00f3prio Senhor que nos deu esse tempo. Recorda-nos a B\u00edblia que \u201cn\u00e3o temos aqui moradia (cidade) permanente, mas vamos em busca da futura\u201d (Hb 13,14). O Senhor vir\u00e1 chamar-nos, pedir-nos contas dos bens que nos deixou em dep\u00f3sito para que os administr\u00e1ssemos criteriosamente: a intelig\u00eancia, a sa\u00fade, os bens materiais, a capacidade de amizade, a possibilidade de tornar felizes os que temos \u00e0 nossa volta. O Senhor vir\u00e1 um s\u00f3 vez, talvez quando menos O esperamos, como o ladr\u00e3o na noite (Mt 25,43), como um rel\u00e2mpago no C\u00e9u (Mt 24,27), e \u00e9 preciso que nos encontre bem-preparados. Quem vive s\u00f3 para os bens materiais, Deus o chama de n\u00e9scio, louco! N\u00e3o podemos nos esquecer que os bens s\u00e3o simples meios para alcan\u00e7armos a meta que o Senhor nos marcou. Nunca devem ser o fim dos nossos dias aqui na terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num mundo que j\u00e1 n\u00e3o mais sabe olhar para o alto, num mundo que desaprendeu a ouvir aquele que tem palavra de vida eterna, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil viver este caminho de Jesus. E, no entanto, esta \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o para ser crist\u00e3o de verdade e para encontrar a verdadeira vida. N\u00e3o queiramos, portanto, reduzir o Evangelho ao tamanho da nossa mediocridade; tenhamos a coragem de dilatar nosso cora\u00e7\u00e3o, de ampliar nossos horizontes \u00e0 medida do apelo do Cristo Jesus e de viver a vida de pessoas novas, ressuscitadas para uma vida nova.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste domingo \u2013 com o in\u00edcio do m\u00eas vocacional \u2013 rezemos pelo minist\u00e9rio ordenado, e, em especial, por todos os padres: os p\u00e1rocos, vig\u00e1rios, formadores, reitores. Manifestemos nossa gratid\u00e3o pelo muito que fazem pela santifica\u00e7\u00e3o do povo de Deus! Deus aben\u00e7oe a todos os nossos sacerdotes!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos celebrando o d\u00e9cimo oitavo domingo do Tempo Comum. Todos temos um desejo enorme de encontrar um porto seguro para nossa exist\u00eancia. 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