{"id":95320,"date":"2025-07-26T09:47:47","date_gmt":"2025-07-26T12:47:47","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=95320"},"modified":"2025-08-01T12:48:53","modified_gmt":"2025-08-01T15:48:53","slug":"homilia-17o-domingo-do-tempo-comum-ano-c","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/homilia-17o-domingo-do-tempo-comum-ano-c\/","title":{"rendered":"Homilia \u2013 17\u00ba Domingo do Tempo Comum \u2013 Ano C"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Jesus nos ensina a rezar e a pedir com insist\u00eancia!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s em Cristo,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste 17\u00ba Domingo do Tempo Comum, a Palavra de Deus nos conduz ao mist\u00e9rio da ora\u00e7\u00e3o, da confian\u00e7a filial e da intercess\u00e3o perseverante. Jesus nos ensina a rezar, a confiar e a pedir com insist\u00eancia. A liturgia nos prop\u00f5e como centro a ora\u00e7\u00e3o do \u201cPai Nosso\u201d, que aparece no Evangelho segundo Lucas (cf. Lc 11,1-13), e se desdobra na experi\u00eancia de Abra\u00e3o com Deus (cf. Gn 18,20-32) e na certeza que nos \u00e9 dada por S\u00e3o Paulo de que \u201cfostes sepultados com Cristo no batismo, e com ele fostes tamb\u00e9m ressuscitados pela f\u00e9 no poder de Deus\u201d (Cl 2,12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho nos apresenta Jesus em ora\u00e7\u00e3o. E os disc\u00edpulos, vendo-O rezar, sentem o desejo de tamb\u00e9m aprender a falar com o Pai. \u00c9 comovente perceber que o pedido dos disc\u00edpulos nasce da contempla\u00e7\u00e3o: \u201cSenhor, ensina-nos a rezar\u201d (Lc 11,1). Jesus ent\u00e3o lhes entrega a ora\u00e7\u00e3o que nos tornou filhos e filhas: o Pai Nosso. Ao rezarmos \u201cPai\u201d, entramos numa nova rela\u00e7\u00e3o: a de filhos adotivos, herdeiros da promessa. J\u00e1 n\u00e3o somos servos, nem estranhos: somos da casa de Deus (cf. Ef 2,19).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira leitura, Abra\u00e3o intercede por Sodoma. \u00c9 a imagem da ora\u00e7\u00e3o que dialoga, suplica, confia. Abra\u00e3o n\u00e3o se cala diante do an\u00fancio da destrui\u00e7\u00e3o, mas insiste com Deus, com humildade e coragem: \u201cTalvez haja cinquenta justos\u2026 quarenta\u2026 trinta\u2026 vinte\u2026 dez&#8230;\u201d (Gn 18,24-32). Esta cena mostra que a ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um mon\u00f3logo nem repeti\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica: \u00e9 rela\u00e7\u00e3o. E Deus ouve. Deus se comove. Deus escuta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ora\u00e7\u00e3o que Jesus ensina tamb\u00e9m nos convida a essa atitude: confian\u00e7a e perseveran\u00e7a. \u201cPedi e recebereis, procurai e encontrareis, batei e vos ser\u00e1 aberto\u201d (Lc 11,9). O Senhor quer que sejamos insistentes, como aquele amigo que bate \u00e0 porta \u00e0 meia-noite. N\u00e3o se trata de importunar a Deus, mas de mostrar que cremos no seu amor e na sua bondade. Como afirma Jesus: \u201cSe v\u00f3s que sois maus sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do c\u00e9u dar\u00e1 o Esp\u00edrito Santo \u00e0queles que o pedirem\u201d (Lc 11,13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ap\u00f3stolo Paulo, na segunda leitura 2Col 2,12-14 \u2013, recorda aos colossenses que a vida crist\u00e3 nasce de uma experi\u00eancia pascal: fomos sepultados e ressuscitados com Cristo. A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel porque j\u00e1 vivemos uma comunh\u00e3o com o Ressuscitado. N\u00e3o oramos como quem lan\u00e7a palavras ao vento, mas como quem sabe que tem um Salvador vivo, presente e amoroso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, tamb\u00e9m celebramos a mem\u00f3ria de S\u00e3o Bento \u2013 cuja mem\u00f3ria lit\u00fargica no calend\u00e1rio romano foi celebrada em 11 de julho \u2013, em muitos lugares. O patriarca do monaquismo ocidental viveu plenamente essa espiritualidade da escuta e da ora\u00e7\u00e3o. Sua regra come\u00e7a com um convite claro: \u201cEscuta, \u00f3 filho, os preceitos do mestre, inclina o ouvido do teu cora\u00e7\u00e3o\u201d. Bento compreendeu que a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o alimento da alma, a respira\u00e7\u00e3o do monge, o la\u00e7o que une a criatura ao Criador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tradi\u00e7\u00e3o beneditina nos recorda que rezar \u00e9 trabalhar e trabalhar \u00e9 rezar \u2013 \u201cora et labora\u201d. Uma vida de ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 fuga do mundo, mas compromisso com o Reino. A ora\u00e7\u00e3o que Jesus ensina \u2013 com seu \u201cvenha o vosso Reino\u201d \u2013 \u00e9 profundamente transformadora: nos compromete com os pobres, com a justi\u00e7a, com a fraternidade. N\u00e3o \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o intimista, mas mission\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 di\u00e1logo e intimidade com Deus. Ao celebrarmos essa liturgia, somos chamados a rever nossa vida de ora\u00e7\u00e3o. Como est\u00e1 nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus? Rezamos com confian\u00e7a ou com medo? Buscamos o Esp\u00edrito Santo com insist\u00eancia ou nos resignamos com uma religiosidade superficial?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sigamos, pois, o exemplo de Abra\u00e3o, de S\u00e3o Bento, e sobretudo de Jesus. Rezemos com o cora\u00e7\u00e3o aberto, com a confian\u00e7a dos filhos e com o ardor de quem sabe que Deus escuta, acolhe, transforma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E que Maria Sant\u00edssima, a mulher orante por excel\u00eancia, interceda por n\u00f3s, para que aprendamos com seu Filho a orar e a viver em comunh\u00e3o com o Pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Am\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jesus nos ensina a rezar e a pedir com insist\u00eancia! Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s em Cristo, Neste 17\u00ba Domingo do Tempo Comum, a Palavra de Deus nos conduz ao mist\u00e9rio da ora\u00e7\u00e3o, da confian\u00e7a filial e da intercess\u00e3o perseverante. Jesus nos ensina a rezar, a confiar e a pedir com insist\u00eancia. 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