{"id":95314,"date":"2025-07-27T09:45:28","date_gmt":"2025-07-27T12:45:28","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=95314"},"modified":"2025-08-01T12:46:18","modified_gmt":"2025-08-01T15:46:18","slug":"xvii-domingo-do-tempo-comum-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/xvii-domingo-do-tempo-comum-6\/","title":{"rendered":"XVII Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Estamos celebrando o d\u00e9cimo s\u00e9timo domingo do Tempo Comum. Tamb\u00e9m comemoramos o V Dia Mundial dos Av\u00f3s e dos Idosos. As leituras b\u00edblicas deste domingo nos apresentam a experi\u00eancia suplicante de Abra\u00e3o por seu povo e Jesus, que reza e ensina seus disc\u00edpulos a rezar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira leitura (Gn 18,20-32), Abra\u00e3o intercede pelas cidades de Sodoma e Gomorra. Ele testa, por assim dizer, a paci\u00eancia de Deus, mas n\u00e3o havia justos naquelas cidades. Aparece, ent\u00e3o, a comovente e atrevida ora\u00e7\u00e3o de Abra\u00e3o em favor das cidades pecadoras, express\u00e3o magn\u00edfica de sua confian\u00e7a em Deus e de sua solicitude pela salva\u00e7\u00e3o dos outros. Deus lhe revela seu des\u00edgnio de destruir Sodoma e Gomorra, pervertidas ao extremo, e o patriarca procura deter o castigo, em aten\u00e7\u00e3o aos justos que, possivelmente, ali existissem entre os pecadores. Apenas se salva a fam\u00edlia de Lot, como testemunho da miseric\u00f3rdia de Deus e do poder da intercess\u00e3o de Abra\u00e3o. A ora\u00e7\u00e3o de Abra\u00e3o \u00e9 muito atual nos tempos em que vivemos: \u00e9 necess\u00e1ria uma ora\u00e7\u00e3o assim, para que todo homem justo se empenhe em resgatar o mundo da injusti\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda leitura (Cl 2,12-14) mostra que Deus \u00e9 poderoso: no Batismo, somos sepultados com Cristo e ressuscitados com Ele. Existia contra n\u00f3s uma conta impag\u00e1vel, mas ela foi paga, pregada na cruz de Cristo. Nossos pecados foram apagados pelo sangue de nosso Senhor Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho (Lc 11,1-13) retoma o tema da ora\u00e7\u00e3o. Jesus, solicitado pelos disc\u00edpulos, ensina-os a orar: <em>\u201cQuando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino\u201d<\/em> (Lc 11,2). O crist\u00e3o, autorizado por Jesus, chama a Deus de Pai, nome que d\u00e1 \u00e0 ora\u00e7\u00e3o uma atitude filial, que permite derramar o cora\u00e7\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o de Deus, apresentando-lhe suas necessidades de modo simples e espont\u00e2neo, como indica o Pai-Nosso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a par\u00e1bola do amigo importuno, Jesus ensina a orar com perseveran\u00e7a e insist\u00eancia, como fez Abra\u00e3o, sem medo de parecer indiscreto: <em>\u201cPedi, procurai, batei\u201d<\/em>. Para Deus, n\u00e3o h\u00e1 horas inconvenientes. Ele nunca se aborrece com a ora\u00e7\u00e3o humilde e confiada de seus filhos, mas antes se compraz nela: <em>\u201cTodo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e, ao que bate, abrir-se-\u00e1\u201d<\/em> (Lc 11,10). E, mesmo que o homem nem sempre obtenha aquilo que pede, \u00e9 certo que sua ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 em v\u00e3o, pois o Pai celeste responde sempre com seu amor e a seu favor, ainda que de maneira oculta e diferente da que se espera. O mais importante n\u00e3o \u00e9 obter isto ou aquilo, mas sim nunca perder a gra\u00e7a de ser fiel a Deus a cada dia. Esta gra\u00e7a est\u00e1 garantida \u00e0quele que ora sem cessar: <em>\u201cSe v\u00f3s, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do c\u00e9u dar\u00e1 o Esp\u00edrito Santo \u00e0queles que o pedirem\u201d<\/em> (Lc 11,13). No dom do Esp\u00edrito Santo est\u00e3o inclu\u00eddos todos os bens que Deus quer conceder a seus filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afinal, por que rezar? Para nos abrirmos a Deus, para tomarmos consci\u00eancia dele com todo o nosso ser, para que percebamos, com cada fibra de nosso corpo, com o consciente e o inconsciente, que n\u00e3o nos bastamos a n\u00f3s mesmos, mas somos chamados a viver em comunh\u00e3o com o Infinito, em rela\u00e7\u00e3o com o Senhor. Sem a ora\u00e7\u00e3o, perder\u00edamos nossa refer\u00eancia viva a Deus, cair\u00edamos na ilus\u00e3o de que somos o centro de nossa vida e reduzir\u00edamos o Senhor a uma ideia abstrata, distante e sem for\u00e7a. Todo aquele que n\u00e3o reza \u2014 seja leigo, religioso ou padre \u2014 perde Deus, perde a rela\u00e7\u00e3o viva com Ele. Pode at\u00e9 falar d\u2019Ele, mas fala como quem fala de uma ideia, de uma teoria, e n\u00e3o de algu\u00e9m vivo e pr\u00f3ximo, que enche a vida de alegria, ternura, paz e amor. Sem a ora\u00e7\u00e3o, Deus morre em n\u00f3s. Sem a ora\u00e7\u00e3o, \u00e9 imposs\u00edvel uma experi\u00eancia verdadeira e profunda de Deus e, portanto, \u00e9 imposs\u00edvel ser crist\u00e3o. Por tudo isso, a ora\u00e7\u00e3o precisa ser di\u00e1ria, perseverante e fiel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus costumava retirar-se para rezar com frequ\u00eancia. E, um dia, ao concluir sua ora\u00e7\u00e3o, um de seus disc\u00edpulos lhe disse: <em>\u201cSenhor, ensina-nos a orar\u201d<\/em>. \u00c9 isso que tamb\u00e9m devemos pedir: <em>\u201cJesus, ensina-me como me relacionar contigo; diz-me como e o que devo pedir-te\u201d.<\/em> Jesus foi um homem orante, e tamb\u00e9m os crist\u00e3os s\u00e3o chamados a serem homens e mulheres de ora\u00e7\u00e3o. Para transformar toda a vida numa comunh\u00e3o profunda com Deus, \u00e9 necess\u00e1rio dedicar tempos espec\u00edficos ao exerc\u00edcio da ora\u00e7\u00e3o. Sem d\u00favida, a ora\u00e7\u00e3o constitui uma profunda experi\u00eancia pascal. Por isso devemos cuidar da vida de ora\u00e7\u00e3o, pois a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o grande recurso que nos resta para sair do pecado, perseverar na gra\u00e7a, mover o cora\u00e7\u00e3o de Deus e atrair sobre n\u00f3s toda sorte de b\u00ean\u00e7\u00e3os do c\u00e9u \u2014 tanto para a alma quanto para nossas necessidades temporais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pe\u00e7amos, humildemente, como os primeiros disc\u00edpulos: <em>\u201cSenhor, ensina-nos a rezar\u201d<\/em>. E aqui n\u00e3o se trata de f\u00f3rmulas, mas de atitudes. Observemos que a ora\u00e7\u00e3o que Jesus ensinou \u2014 o Pai-Nosso \u2014 \u00e9 toda centrada n\u00e3o em n\u00f3s, mas no Pai: no seu Reino, na sua vontade, na santifica\u00e7\u00e3o do seu nome. Somente depois, quando aprendermos a deixar que Deus seja tudo em nossa vida, \u00e9 que experimentaremos ser pessoas novas, transformadas pela gra\u00e7a do Senhor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos celebrando o d\u00e9cimo s\u00e9timo domingo do Tempo Comum. Tamb\u00e9m comemoramos o V Dia Mundial dos Av\u00f3s e dos Idosos. As leituras b\u00edblicas deste domingo nos apresentam a experi\u00eancia suplicante de Abra\u00e3o por seu povo e Jesus, que reza e ensina seus disc\u00edpulos a rezar. 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