{"id":95226,"date":"2025-07-24T10:24:37","date_gmt":"2025-07-24T13:24:37","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=95226"},"modified":"2025-07-24T10:24:37","modified_gmt":"2025-07-24T13:24:37","slug":"jesus-estava-rezando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jesus-estava-rezando\/","title":{"rendered":"Jesus estava rezando"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cJesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus disc\u00edpulos pediu-lhe: \u201cSenhor, ensina-nos a rezar\u201d. Jesus respondeu: \u201cQuando rezardes, dizei: Pai&#8230;\u201d (G\u00eanesis 18,20-32, Salmo 37, Colossenses 2,12-14 e Lucas 11,1-13). \u201cJesus orava: isso basta como argumento em favor da ora\u00e7\u00e3o. O comportamento de Jesus \u00e9, para o disc\u00edpulo, uma norma absoluta de vida. Jesus \u00e9, de fato, o Mestre! Ora, ningu\u00e9m pode negar que a ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha sido literalmente o centro da vida de Jesus: a ora\u00e7\u00e3o era seu respirar, seu horizonte de refer\u00eancia, a fonte de suas a\u00e7\u00f5es e palavras\u201d (A. Comastri, Rezar hoje, p.25).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Toda Sagrada Escritura afirma claramente a necessidade da ora\u00e7\u00e3o. A leitura do livro do G\u00eanesis revela Abra\u00e3o na presen\u00e7a de Deus. O clima \u00e9 de mist\u00e9rio, mas tamb\u00e9m denso de luz. Deus compartilha com Abra\u00e3o que o pecado pesa sobre as cidades de Sodoma e Gomorra a ponto que est\u00e3o prestes a serem destru\u00eddas. A intimidade existente entre Abra\u00e3o e Deus faz com que ele entre profundamente na vontade divina. Deste encontro nasce uma audaciosa e insistente ora\u00e7\u00e3o. Abra\u00e3o insiste que os justos n\u00e3o podem morrer pelos injustos, mesmo tendo poucos na cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta audaciosa e insistente atitude de Abra\u00e3o, se confirma que \u201ca ora\u00e7\u00e3o \u00e9 di\u00e1logo; a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 iniciativa de amor; a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 ousadia; a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a porta que nos introduz no Cora\u00e7\u00e3o de Deus e no pr\u00f3prio mist\u00e9rio de suas decis\u00f5es\u201d (Comastri, p.28). Depois de ensinar o Pai Nosso Jesus oferece v\u00e1rias orienta\u00e7\u00f5es como se deve rezar. D\u00e1 o exemplo do amigo que importuna o amigo, fora de hora, porque est\u00e1 preocupado, n\u00e3o consigo mesmo, mas com o visitante. Acrescenta \u201cpedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos ser\u00e1 aberto\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta atitude persistente revela que o homem \u00e9 pequeno. O reconhecimento da pequenez da condi\u00e7\u00e3o da humana \u00e9 que permite iniciar um verdadeiro caminho de ora\u00e7\u00e3o. Quem se apoia em si mesmo, na sua autossufici\u00eancia direciona a sua confian\u00e7a em \u201coutros senhores\u201d e n\u00e3o em Deus. A B\u00edblia denomina esta pessoa de \u00edmpia. Sem humildade n\u00e3o se chega a Deus. Somente o homem que aceita serenamente a sua pequenez como ponto de verdade e ponto de partida do caminho, se apoia em Deus como rochedo e salvador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao reconhecer e assumir a pequenez torna-se necess\u00e1ria a consci\u00eancia de que o pecado feriu o cora\u00e7\u00e3o de cada homem e devastou a hist\u00f3ria com tantos fatos que envergonham. Para rezar na verdade devemos nos apresentar diante de Deus com as feridas expostas de nossa pequenez e do nosso pecado. S\u00f3 assim o encontro com Deus ser\u00e1 de liberta\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o. Partindo desta condi\u00e7\u00e3o humana, Jesus ensinou a rezar: \u201cperdoa-nos os nossos pecados, pois n\u00f3s tamb\u00e9m perdoamos a todos os nossos devedores\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus ensinou-nos a suplicar: \u201cN\u00e3o nos deixes cair em tenta\u00e7\u00e3o\u201d. A tenta\u00e7\u00e3o ocorre quando valores importantes, por exemplo a caridade, a fraternidade, o perd\u00e3o, s\u00e3o submetidos a uma esp\u00e9cie de press\u00e3o, seja individual ou coletiva, moment\u00e2nea ou prolongada. A tenta\u00e7\u00e3o pode fortalecer os valores que est\u00e3o sendo provados. Ou podem ter um resultado negativo desviando para escolhas erradas. O mist\u00e9rio do mal sempre ronda as pessoas e a sociedade. Ao pedir a interven\u00e7\u00e3o de Deus h\u00e1 o reconhecimento de que somente as for\u00e7as humanas n\u00e3o s\u00e3o suficientes. Mesmo sendo crist\u00e3os esfor\u00e7ados sempre h\u00e1 o risco de fracassar. O crist\u00e3o pede que o Pai o proteja em seu caminho, permane\u00e7a junto dele, que o liberte do mal nas \u00e1reas mais vulner\u00e1veis da sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O disc\u00edpulo aprende do Mestre e recebe a miss\u00e3o de ensinar. Por isso, aprender a rezar e ensinar a rezar faz do crist\u00e3o um disc\u00edpulo-mission\u00e1rio. Na medida que reza e ensina a orar vai entrando no mist\u00e9rio divino descobrindo a vontade de Deus e construindo o seu Reino.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cJesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus disc\u00edpulos pediu-lhe: \u201cSenhor, ensina-nos a rezar\u201d. Jesus respondeu: \u201cQuando rezardes, dizei: Pai&#8230;\u201d (G\u00eanesis 18,20-32, Salmo 37, Colossenses 2,12-14 e Lucas 11,1-13). \u201cJesus orava: isso basta como argumento em favor da ora\u00e7\u00e3o. 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